Palavras de Kyoshu-Sama
Culto do Natalício de Meishu-Sama
Centro de Convenções Twin Messe Shizuoka, Japão
23 de dezembro de 2018

 

Parabéns a todos pelo Culto do Natalício de Meishu-Sama!

Como todos sabem, cada um de nós tem uma data de nascimento na Terra. Mas, por que será que nascemos na Terra? E, o que devemos nos tornar? Gostaria que soubessem: nascemos na Terra para nos tornarmos filhos de Deus, Messias. Não viemos a este mundo somente para, no fim, morrermos.

Por que será que Deus iniciou o trabalho de criação e continua o executando? Porque Deus é o nosso verdadeiro Pai e deseja acolher-nos de volta em Seu Paraíso, conceder-nos a vida eterna e viver conosco, com Seus próprios filhos, em Seu paraíso.

Quem correspondeu a esse desejo de Deus? Meishu-Sama. Foi Meishu-Sama quem despertou para a vontade do Pai celestial, serviu a Ele e mostrou a nós, seus seguidores, como poderemos viver de acordo com a vontade de Deus.

Como sempre digo, um ano antes de seu falecimento, Meishu-Sama sofreu um colapso causado por um derrame cerebral e, no dia 5 de junho de 1954, enquanto ainda sofria da dor ocasionada pelo derrame, ele convocou 500 dos seus principais ministros à sua residência em Atami, o Hekiun-so, e anunciou que o “Messias havia nascido”.

Na época, Meishu-Sama frisou que não havia sido uma reencarnação, mas sim um novo nascimento, ou seja, ele nasceu de novo. Ele também disse que ter “nascido de novo” era um fato com o qual até ele próprio ficara surpreso e que o acontecido era um “milagre acima de qualquer milagre”.

Meishu-Sama sempre nos ensina a importância de fatos e milagres. Ele tenta nos despertar através deles para que possamos conhecer Deus. Foi esse Meishu-Sama quem nos disse que nascer de novo como um Messias era um fato, era um milagre acima de qualquer milagre. Qual seria o significado disso, senão o fato de Meishu-Sama querer que reconhecêssemos que o seu nascer de novo não havia sido algo imaginário ou irreal, mas sim um fato concreto – algo no qual precisamos não somente acreditar, mas também cumprir como seus seguidores. Está registrado que Meishu-Sama parecia muito feliz e alegre quando anunciou aos seus principais ministros que havia nascido de novo.

Por muito tempo, acreditamos com total convicção que nascer de novo como um Messias era algo que só Meishu-Sama era capaz de realizar. Será que isso é verdade? Será que isso é realmente verdade? Hoje, digo aos senhores, categoricamente, que não! Para nós, Meishu-Sama é o verdadeiro pioneiro que se tornou o primeiro exemplo que mostra que também podemos servir na obra em que ele serve. Cada um de nós, sem exceção, pode ser um filho de Deus. Isso foi decidido no Paraíso, muito antes de virmos à Terra! Todos nós podemos sentir a alegria e a felicidade de servir a Deus, da mesma forma que Meishu-Sama sentiu quando serviu a Deus. Na realidade, Meishu-Sama continua servindo a Deus, que tenta incessantemente fazer com que nasçamos de novo como Seus filhos.

Como nós, Meishu-Sama nasceu na Terra como um filho de seres humanos; ele nasceu de pais terrenos. Como um filho de seres humanos, Meishu-Sama era a soma de seus inúmeros ancestrais, assim como cada um de nós também o é. Meishu-Sama viveu sua vida recebendo a influência de seus ancestrais. Após iniciar a vida de fé, ele escreveu muitos ensinamentos e salmos, nos ensinou as práticas do Johrei, Agricultura Natural e Arte, construiu solos sagrados e nos deixou muitos exemplos de vida a serem seguidos por nós. Através de tudo isso, Meishu-Sama tentou nos despertar para o fato de que Deus vive e trabalha no interior de cada um de nós, sempre, e que o amor de Deus e Seu Paraíso existem dentro de nós. Meishu-Sama dedicou sua vida de corpo e alma ao caminho espiritual para que nós pudéssemos conhecer o verdadeiro Deus. E qual foi a última coisa que Deus nos mostrou através de Meishu-Sama? Foi o fato de Meishu-Sama ter nascido de novo como Seu filho – um Messias.

Para dizer a verdade, há muito tempo Deus deixou esse caminho preparado para que todos os seres humanos se tornem Seus filhos. Antes de iniciar a Sua obra de criação e nos enviar à Terra, Deus preparou o Paraíso e, nele, completou tudo o que era necessário para que nós, finalmente, nos tornemos Seus filhos. No Paraíso, Deus concebeu inúmeros filhos espirituais, que eram unos a ele em um só corpo, e a cada um deles, a cada um de nós, deu o nome de Messias! Consciente de que Seus filhos se rebelariam contra Ele e pecariam, Deus, no Paraíso, finalizou Sua obra de redimir, purificar, salvar e nos ressuscitar. Somente após isso, Deus iniciou o Seu trabalho de criação de todo o Universo e, então, enviou Seus filhos espirituais à Terra. É dessa forma que cada um de nós possui o nome Messias em nosso interior.

É dessa forma que temos o Paraíso, e tudo que nele foi realizado, dentro de nós. O perdão e a salvação de Deus, Seu amor e Sua vontade, estão todos dentro de nós. O caminho para ressuscitarmos e nascermos de novo já está firmemente consolidado em nosso interior!

Deus criou nossas consciências – nossa percepção do “eu” – de forma que pudéssemos trilhar o caminho de tornar-nos Seus verdadeiros filhos. Deus está sempre Se comunicando conosco através da nossa consciência. Acredito que, para respondê-Lo, precisamos voltar nossos corações para Ele o tempo todo. Lembrem-se: sem nossa consciência, sem a nossa percepção do “eu”, não podemos exercer nosso livre arbítrio e voltar nossos corações para Deus. Sem ela, não podemos reconhecer nossa ignorância de nos esquecermos quem é o nosso verdadeiro Pai. Sem ela, não podemos nos arrepender, retornar ao Paraíso e expressar nosso desejo de receber o perdão de Deus, que está impregnado no nome Messias. É através da nossa consciência que podemos servir à obra de Deus de fazer com que toda a humanidade nasça de novo, tornando todos os seres humanos Seus filhos, chamados Messias.

O terceiro salmo entoado no culto de hoje foi o seguinte:

Não mereço sequer ser somado à lista de Seus servidores.
Mas suplico, ó Deus, por Sua misericórdia:
Inclua-me em Sua obra, mesmo que o Senhor me dê um papel insignificante,
Fico feliz simplesmente por poder participar da Sua obra!

Neste salmo, Meishu-Sama diz que ele próprio não merece ser “computado” como um servidor de Deus e pede a Ele que o inclua em Sua obra divina. E quanto a nós? O mesmo se aplica a nós, não é mesmo? Ou será que somos tão orgulhosos e arrogantes que achamos que já fomos somados à lista de seguidores de Deus e Meishu-Sama? Nós esquecemos de onde viemos! Estávamos perdidos, sem saber onde era o nosso verdadeiro lar! Dessa forma, como Deus poderia nos considerar Seus servidores? Como poderíamos ser Seus servidores? É verdade; somos tal qual Meishu-Sama. Obviamente, não merecíamos ser “computados” como servidores de Deus. Mas agradeçamos a Deus e ao Seu amor infalível! Deus fez com que encontrássemos Meishu-Sama e nos permitiu saber onde é o nosso verdadeiro lar e o que devemos nos tornar. Agora podemos viver com esperança, acreditando que, um dia, nós também poderemos nascer de novo como filhos de Deus e ser somados à Sua lista de servidores!

Com essa esperança gravada profundamente em nossos corações, sob a liderança de Meishu-Sama, vamos servir a Deus com persistência e perseverança. Vamos servir na obra divina de tornar todas as coisas novas e criar um futuro brilhante, independentemente do tipo de papel que Deus nos dê!

 

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