Culto de Ano Novo e Aniversário de Fundação da Igreja

Salmos de Meishu-Sama

Com a chegada do Ano Novo,
Vamos glorificar, celebrar e louvar a Deus,
Pois vejo um sinal
De que o plano de Deus finalmente está para se desenvolver!

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Ó Deus Altíssimo,
Vós sois o senhor da salvação
E descestes do Céu à Terra.
Permiti-me vislumbrar a Vossa grandiosa luz!

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O poder que manifesto provém do espírito do Sol.
Ele dispersa as trevas deste mundo aparentemente imutável!

 

Sagradas Palavras de Meishu-Sama

 

“Seja um cidadão do mundo”

A partir de agora, todos precisam se tornar cidadãos do mundo, caso contrário, tornar-se-ão sem utilidade. Contarei um episódio interessante a esse respeito. Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, um veterano veio me visitar e, indignado, disse-me: “Não entendo porque tivemos que nos render desta vez. Não consigo aceitar isso de forma alguma”. Eu não demonstrei nenhum interesse em suas palavras. Então, perplexo, ele me perguntou: “O senhor não é japonês?”. Ao que prontamente lhe respondi: “Não. Eu não sou japonês”. Surpreso e trêmulo, ele indagou: “Então, de que país é o senhor?”. A essa pergunta, dei uma resposta sem rodeios: “Em suma: sou um cidadão do mundo”. Ele ficou pasmo e desorientado e, depois, implorou-me que lhe explicasse para que pudesse entender exatamente o que eu havia dito. O que escreverei abaixo tem como base a explicação que dei a esse senhor na ocasião. […]

Um poema famoso, em estilo tanka, de autoria do grande Imperador Meiji, diz o seguinte: “Quando consideramos todos os povos de além-mar nossos irmãos e irmãs, como poderiam o mar e os ventos se enfurecerem?”. É exatamente assim. Se todos pensassem dessa forma, a paz mundial seria estabelecida já amanhã. Se todos os seres humanos se tornassem pessoas de mente aberta assim, todas as nações do mundo seriam como uma família e não haveria motivo para guerras, não é mesmo? Ainda hoje, é comum ouvirmos: “Isso é política nacional!” ou, então, “Esse é o espírito do nosso país!”, “O nacionalismo precisa ser respeitado!” e “O nosso país é a terra dos deuses!”. Muitos se apegam às suas ideologias e formam grupos fechados, enquanto outros tratam como inimigos aqueles que não se enquadram em seus padrões. Essa forma autocentrada de pensar não só desvia o país do caminho certo como, também, obstrui a paz mundial. Portanto, digo que, no mínimo, hoje todos os japoneses deveriam se tornar cidadãos do mundo, visto que assinamos o Tratado de Paz de São Francisco. Os japoneses deveriam descartar a visão limitada, a forma shojo de pensar, e adotar uma visão ampla, a forma daijo de pensar. Nos próximos anos, essa maneira ampla de pensar será a mais avançada de todas e o mundo precisará de pessoas com esse tipo de visão. Aliás, o mesmo ocorre na religião. Hoje seria anacrônico diferenciar ou segregar uma religião das outras e preocupar-se com o grupo ou comunidade religiosa a que um indivíduo pertence. Não é minha intenção vangloriar-me disso, mas vejam a nossa religião. Nossa religião não se importa de forma alguma em ter contato com outras religiões e conhecê-las. Não temos uma maneira limitada, tacanha, de pensar. Na realidade, temos prazer em conhecer outras religiões, porque nossa religião prega a paz o objetiva trazer harmonia para a humanidade e transformar o mundo em uma única família. Consideramos todas as outras religiões como nossas companheiras e tentamos avançar junto a elas amigavelmente, de mãos dadas.

Jornal Glória, N.º 124, 3 de outubro de 1951
(trechos)

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