Saudação do Masaaki-Sama
Culto do Paraíso Terrestre
Numazu, Japão
15 de junho de 2019

Boa tarde a todos!

Atualmente, assim como o culto de hoje, os cultos especiais são realizados em locais alugados. Hoje, estamos em Numazu; o Culto da Primavera foi na cidade de Osaka e o Culto do Natalício de Meishu-Sama foi realizado na cidade de Shizuoka, não é verdade? Kyoshu-Sama começou a participar de cultos especiais realizados em locais alugados há exatamente um ano, no mesmo dia 15 de junho, quando o Culto do Paraíso Terrestre foi realizado em Osaka. Desde então, passado exato um ano, pensei em todas essas coisas e fiquei muito comovido por participar do culto de hoje.

Quanto aos cultos, nosso sentimento até hoje era: “No Solo Sagrado. É no Solo Sagrado!”. Mas, ao refletir sobre como celebramos os cultos antigamente, será que houve algum momento em que a oração de Kyoshu-Sama ficou tão profundamente gravada em meu coração e alma? E, ao entoarmos a Oração Amatsu-Norito, unidos no mesmo sentimento, emociono-me tanto ao ponto de não conseguir entoá-la. Será que isso já havia acontecido até hoje? As saudações do Presidente da Igreja são repletas do sentimento de querer servir a Kyoshu-Sama.

Também nos emocionamos ao assistir aos vídeos, momentos em que choramos e nos alegramos. Depois, escutamos as palavras de Kyoshu-Sama, onde rimos com os trocadilhos que ele faz no começo e recebemos suas palavras com o coração sereno.

Há exato um ano, no dia 15 de junho, foi anunciado o Hino Regresso ao Lar, cuja letra foi composta por Kyoshu-Sama. Juntos, cantamos esse hino e, nessas ocasiões, sentimos a alegria por poder regressar à casa do Senhor, o nosso verdadeiro lar, pois éramos existências que estavam perdidas, mas passamos a conhecer Deus. Não conseguimos mais cantá-lo sem que lágrimas escorram pelo nosso rosto. Sinto-me repleto dessas emoções, do início ao fim de cada culto.

Até pouco tempo atrás, eu também participava dos cultos no Solo Sagrado. Mas, será que eu sentia a mesma emoção em cada momento do culto, como sinto agora? Será que houve ocasiões em que eu não consegui entoar toda a Oração Amatsu-Norito, tamanha era a emoção que eu estava sentindo naquele momento?

Pensando dessa maneira, de fato cada culto é realizado em locais diferentes e imagino que todos devam enfrentar inúmeras dificuldades. Hoje, por exemplo, está chovendo e há outros fatores, como os meios de transporte. Realmente, não deve ser fácil. Mas, sinto que o mais importante é participar de um culto com os senhores, unidos no mesmo sentimento.

Meishu-Sama nos deixou caligrafias sagradas como “O Reino dos Céus existe no centro do meu coração” e “O Reino dos Céus na Terra existe no meu coração”. Ou seja, mesmo tratando-se de um Solo Sagrado, o verdadeiro Solo Sagrado existe dentro de cada um de nós.

Através dos cultos, ao sentirmos alegria e nos emocionarmos, estamos saboreando a alegria de o verdadeiro Solo Sagrado existir em nosso interior, a alegria de estarmos junto a Deus. Não seria essa a razão de nos emocionarmos?

É verdade que a preparação de cada culto pelos staffs e o deslocamento dos senhores até esses locais é algo muito árduo, mas todos os cultos são repletos de alegria. Hoje, vim participar do Culto do Paraíso Terrestre com o sentimento de querer agradecer a Deus e a Meishu-Sama pela permissão de realizarmos mais este culto.

Daqui em diante, os locais dos cultos continuarão mudando e, possivelmente, os senhores passarão por inúmeros transtornos, mas eu quero continuar participando com todos os senhores dos cultos realizados em um local onde escutamos a oração entoada por Kyoshu-Sama, em que entoamos a Oração Amatsu-Norito unidos pelo mesmo sentimento e em que nos emocionamos e nos alegramos juntos. Espero, portanto, poder contar com a compreensão de todos os senhores.

Atualmente, temos um novo panfleto: “Quem Somos Nós – Nascemos na Terra para nos tornarmos filhos de Deus”. Tenho escutado inúmeras opiniões a seu respeito. Há pessoas que dizem “isto é realmente o desejo de Meishu-Sama!”, e o entregam com alegria. Também há pessoas que, mesmo não conhecendo nada a respeito de Meishu-Sama, dizem: “Senti-me feliz ao ler o panfleto”.

Por outro lado, existem pessoas que dizem, “mas é diferente dos panfletos que tivemos até hoje”, “parece um panfleto do cristianismo; não consigo distribui-lo”, “tudo evolui e se renova tão rápido, que não consigo acompanhar o conteúdo…”. Também tenho escutado opiniões como estas.

Em especial, também tenho escutado opiniões como: “Os panfletos que tínhamos até hoje falavam claramente sobre o Johrei e, por esse motivo, era fácil distribuir para quem estava enfermo. Mas, essas informações não estão no novo panfleto e, portanto, é difícil de entregá-lo. Também não sei com que sentimento devo entregá-lo para uma pessoa que esteja enferma”.

Sinto que muitos sentimentos vêm à tona quando entregamos o panfleto para uma pessoa que esteja enferma. Surgem vários sentimentos, incluindo os sentimentos humanos, como o de querer ministrar-lhe Johrei a qualquer custo ou o desejo de que isso tenha ligação com o ingresso dessa pessoa na fé. Entretanto, no fundo dos nossos corações, certamente há o desejo de que essa pessoa seja salva. Sinto que entregamos o panfleto com o desejo de que, a qualquer custo, essa pessoa adentre o caminho da salvação.

Pensando dessa maneira, sinto que cada um de nós precisa refletir sobre o que significa “salvação”.

Para nós, a única referência para compreender “o que é a salvação” é Meishu-Sama, não é verdade? E, para nós, a única maneira para conhecermos “o que é a salvação” é a vida de Meishu-Sama e o caminho percorrido por ele.

Assim sendo, qual foi a conclusão da vida de Meishu-Sama? Assim como Kyoshu-Sama sempre tem nos transmitido, Meishu-Sama, em seus últimos anos de vida na Terra, disse: “Nascer de novo como o Messias”. Eis a conclusão da salvação de Meishu-Sama, não é verdade?

Mas, Meishu-Sama disse isso em meio aos sintomas de um derrame cerebral. Meishu-Sama não afirmou que havia nascido de novo como o Messias após ter se curado do derrame cerebral. Muito pelo contrário, Meishu-Sama disse que ele próprio havia nascido de novo como o Messias, em meio as dores que sentia devido aos sintomas do derrame cerebral.

O normal seria dizer: “Estou totalmente curado do derrame cerebral. Já estou recuperado do derrame cerebral. Tornei-me um ser especial”. Mas, com Meishu-Sama não foi dessa forma.

Acredito que, o que realmente Meishu-Sama sentiu, foi: “Existe de algo muito mais importante do que a cura ou não da enfermidade”.

Meishu-Sama recebeu a mensagem de Deus: “Você nasceu de novo!” e “Você se tornou o Messias, um filho Meu!”. Acredito que, naquele momento, Meishu-Sama deva ter sentido: “Isto sim é a verdadeira salvação”.

Ao anunciar o nascimento do Messias, Meishu-Sama disse que isso era um “milagre acima de qualquer milagre”. Repito, era um “milagre acima de qualquer milagre”. Geralmente, o milagre é associado a cura de uma doença. É assim que nos referimos ao milagre, não é verdade? No entanto, Meishu-Sama disse que o nascimento do Messias é um “milagre acima de qualquer milagre”.

Isto significa que, naquele momento, Meishu-Sama percebeu que existia um milagre muito mais sublime do que a cura de uma enfermidade e que esse é o verdadeiro milagre; a verdadeira salvação.

Dessa forma, o que Meishu-Sama nos legou em seus últimos anos de vida, ou seja, “nascer de novo como o Messias”, é a verdadeira mensagem de salvação de Meishu-Sama.

O significado de “salvação”, para cada um de nós, não pode ser outro senão a conclusão da salvação para Meishu-Sama: “Nascer de novo como o Messias”.

As publicações para distribuição que tivemos até hoje, explicavam sobre o Johrei como sendo algo que cura doenças; em outros casos, comprovavam cientificamente o Johrei. Entretanto, o que não podemos deixar passar despercebido ou não devemos nos esquecer é que existem pessoas que estão sofrendo por terem contraído uma doença incurável. Doenças incuráveis são enfermidades que jamais serão curadas. Também há purificações que persistem por muito tempo, que não melhoram, mesmo que a pessoa receba muito Johrei. Há casos em que, pelo contrário, a pessoa acaba piorando. Existem pessoas que contraem câncer ou outras doenças semelhantes ao câncer que, mesmo recebendo bastante Johrei, acabam falecendo sem obter a cura.

Se, para nós, “salvação” é algo que consiste na cura de uma doença, será que somos capazes de dizer “você não tem salvação”, àqueles que contraíram uma doença incurável? Será que somos capazes de dizer “ele não tinha salvação” para os familiares e parentes de uma pessoa que, apesar de ter recebido Johrei e ter se empenhado muito nas práticas da fé, acabou falecendo muito jovem sem ter obtido a cura? Acredito que não. Porém, mesmo não dizendo tais palavras, se reconhecermos que salvação é a cura de uma enfermidade, é como se estivéssemos agindo da mesma forma.

Mas, Meishu-Sama nos mostrou o que é a verdadeira salvação! Isto é: “Há algo mais maravilhoso do que a cura ou não de uma enfermidade!”, “Todos vocês também nasceram como filhos de seres humanos, mas o nosso verdadeiro Pai existe!” e “A verdadeira felicidade, a verdadeira salvação, é nos encontramos com o nosso verdadeiro Pai!”. Creio que essa é a verdadeira mensagem de salvação que Meishu-Sama nos legou enquanto estava sofrendo devido ao derrame cerebral.

Meishu-Sama, ao dizer: “nascer de novo” nos mostrou que isto significa a existência de “alguém” que o deu à luz. Se ele disse “nascer de novo”, é sinal que existe “alguém” que o deu à luz, não é verdade? Sem sombra de dúvidas, esse “alguém” é Deus. Foi Ele quem deu à luz Meishu-Sama. Nesse momento, Deus outorgou um nome ao Seu filho. Esse nome é “Messias”. É por isso que Meishu-Sama disse: “nascer de novo como o Messias”. Não havia outra forma para expressar isso.

Por conseguinte, o fato de Meishu-Sama ter anunciado que havia nascido de novo como o Messias, mesmo não tendo obtido a cura do derrame cerebral, significa que a verdadeira salvação não é somente para as pessoas que obtiveram a cura de uma enfermidade; também há salvação para aqueles que não obtiveram a cura de enfermidades, e a verdadeira salvação é algo que todos os seres humanos recebem igualmente. Sinto que ele nos mostrou isso através do seu próprio corpo.

Portanto, o que eu desejo transmitir hoje é que, se os senhores tiverem a oportunidade de entregar o panfleto, façam questão de entregá-lo para pessoas que estão enfermas.

Nessa ocasião, podem dizer “você se sentirá melhor ao ler essa mensagem”. Acho que não é ruim falar dessa forma. Entretanto, creio que, na verdade, o melhor seria dizer: “Sinceramente, não sei se a sua enfermidade irá melhorar ao ler esta mensagem. Mas, acredito que o que está escrito nesse panfleto consiste na verdadeira felicidade e na verdadeira salvação”.

Como resultado, essa pessoa pode tanto negar como aceitar. No entanto, independentemente de a pessoa aceitar ou não, sem sombra dúvidas a verdadeira mensagem de salvação contida no nome Messias chegou até ela, não é verdade?

Pode ser que essa pessoa pense: “Nossa, é mesmo! Eu não serei uma existência sem salvação, mesmo que venha a falecer sem obter a cura dessa enfermidade. Fui salvo por ter me encontrado com o verdadeiro Pai e por estar unido a Ele através do nome Messias”. Por mais que este seja um pensamento momentâneo, isso é a confirmação de que fomos utilizados no verdadeiro trabalho de salvação de Meishu-Sama, não é verdade?

Continuando a falar sobre o anúncio que Meishu-Sama fez sobre o nascimento do Messias, ele também disse: “Para que a humanidade seja salva, ‘eu’ tenho que aparecer”. Ele disse isso ao anunciar que havia nascido de novo como o Messias, após ter tido um derrame cerebral. Isto significa que, para que a humanidade seja salva, o Messias tem que aparecer.

Consequentemente, o sentimento de Meishu-Sama ao dizer “para que a humanidade seja salva, o Messias tem que aparecer”, está condensando no panfleto que nós entregamos atualmente. Assim sendo, devemos entregá-lo com confiança e convicção.

A maior alegria para nós, seguidores de Meishu-Sama, é servir para alegrá-lo. Mas, qual foi a maior alegria de Meishu-Sama? Certamente, foi ter nascido de novo como Messias. Creio que Meishu-Sama, mesmo em meio as dores do derrame cerebral, sentiu uma alegria capaz de suprir aquela dor. Acho que ele deva ter sentido: “Nossa, eu tenho um verdadeiro Pai!”, “Eu recebi um nome e esse nome é Messias!” e “Isto é uma alegria insubstituível!”.

Meishu-Sama compôs um salmo que diz: “Eu percebi o seguinte, e gostaria que soubessem, / Salvar todas as pessoas é ensiná-las / O caminho da vida eterna”. Ou seja, para salvarmos todas as pessoas, temos que ensinar-lhes o caminho da vida eterna. “Todas as pessoas”, engloba tanto os que foram curados de sua enfermidade como também os que não forem curados. Se todas as pessoas não forem salvas, isso não será a verdadeira salvação, não é verdade?

A eternidade pertence a Deus e, por isso, tornar-se Seu filho e ligar-se ao nome Messias é o único caminho da vida eterna. Mesmo não tendo se curado do derrame cerebral, Meishu-Sama nos legou a Verdade sobre o nascimento do Messias para que possamos ser utilizados na obra que salvará todas as pessoas.

Portanto, como seguidores de Meishu-Sama, sinto que não existe alegria maior do que servir nesse caminho, através da entrega do panfleto em que está contida a mensagem da verdadeira salvação de Meishu-Sama. Creio que Meishu-Sama e Deus, que utiliza Meishu-Sama, estão agora muito felizes.

O que Meishu-Sama mais deseja é que cada um de nós sirva no verdadeiro trabalho de salvação, na verdadeira a obra de salvação que não faz distinções. Trata-se da salvação de ligar todas as pessoas ao nome Messias, independentemente se a pessoa teve sua doença curada ou não.

Espero, a partir de hoje, uma data tão especial em que é celebrado o Culto do Paraíso Terrestre, poder me empenhar com afinco para, juntamente a todos os senhores, servir nessa obra de salvação. Conto com a colaboração de todos os senhores!

Muito obrigado!

 

Versão em PDF: Culto do Paraiso Terrestre_Masaaki-Sama

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