Saudação do Masaaki-Sama
Culto do Outono
Hotel RIHGA Royal, Osaka, Japão
14 de outubro de 2019

Parabéns a todos pelo Culto do Outono.

No vídeo que assistimos há pouco, foi mencionado sobre “perseguições”. Todos que estão reunidos aqui hoje sofreram, independentemente de ser em pequena ou grande escala, algum tipo de perseguição devido à atual purificação na nossa Igreja.

Creio que muitas pessoas foram expulsas da unidade religiosa ou da igreja que frequentavam, ou foram impedidas de irem lá. Ou, ainda, passaram a ser criticadas, caluniadas e difamadas por amigos com os quais professaram amigavelmente a fé por muito tempo.

Quanto aos reverendos e ministros que eram contratados, caso não dessem ouvidos às determinações descabidas da Igreja, eram transferidos para locais de trabalho que não tinham nenhuma relação com o papel que lhes havia sido confiado até então. Muitos sofreram cortes salariais e outros foram demitidos. Também há reverendos e ministros que foram excluídos do cadastro de membros.

Numa escala muito maior, temos a Igreja Su no Hikari, que criou a diretriz de difusão “Vamos nos empenhar para aprender com a postura e as palavras de Kyoshu-Sama”, tendo como base a frase “o Líder Espiritual – Kyoshu-Sama – herda a sagrada obra de Meishu-Sama”, exatamente como está determinado no estatuto da Igreja Messiânica Mundial, que pode ser considerado como a “constituição da Igreja”. Apesar disso, um determinado grupo de pessoas dentro da Igreja Messiânica Mundial, inexplicavelmente, passou a fazer alarde de que essa diretriz de difusão é incompatível com ela e, atualmente, alegam de forma unilateral que expulsaram a Igreja Su no Hikari da Igreja Messiânica Mundial.

Kyoshu-Sama também sofreu todo e qualquer tipo de perseguição. Foram divulgados textos que atentam contra a dignidade humana de Kyoshu-Sama, que até foram publicados em revistas sensacionalistas. Por fim, cometeram um ato vil, que nem sequer merece ser mencionado e que é algo que um legítimo seguidor de Meishu-Sama jamais cometeria. Ou seja, espionar até mesmo a privacidade de Kyoshu-Sama, fotografando-o secretamente.

O próprio Meishu-Sama, em sua vida religiosa, sofreu inúmeras perseguições, uma após a outra e, em especial, pouco após instituir a Sekai Meshiya Kyo – Igreja Mundial do Messias. Como todos sabem, após isso, ele foi alvo de uma perseguição religiosa e chegou a ser levado para uma delegacia na cidade de Shizuoka, onde foi severamente interrogado. Além de revistas de pouca tiragem, Meishu-Sama também recebeu inúmeros ataques de outros grandes meios de comunicação e grandes jornais de circulação nacional, como os jornais Asahi Shimbun e Yomiuri Shimbun.

Dessa forma, eu acredito que todos nós, igualmente, sofremos algum tipo de perseguição.

Entretanto, eu penso o seguinte: Qual é a vergonha de sofrer perseguições por ser convicto naquilo que acredita?

Ao invés disso, quero agradecer a Deus por não ter sido utilizado por Ele para, em meio à série de acontecimentos na nossa religião, proferir calúnias e difamações, ou espionar outras pessoas só porque não pensam como nós pensamos ou porque não fazem como nós queremos.

Obviamente, não há margem de erro no fato de Deus estar utilizando as pessoas que protagonizaram esses atos, pois essa dedicação também é necessária. Sim, é verdade que nós também não sabemos quando e de que forma seremos utilizados por Deus, mas desejamos, na medida do possível, sermos úteis na obra que alegra e torna felizes as pessoas ao nosso redor.

Por isso, eu sinto que, dentro das várias circunstâncias atuais na Igreja, nós temos realmente que agradecer a Deus por termos conseguido avançar de forma justa e aberta, perseverantes na nossa fé, ao invés de cometermos atos que geram sentimentos de culpa, como os cometidos por certas pessoas.

Então, por que sofremos perseguições? Como disse há pouco, isso é porque somos convictos na nossa crença e naquilo que acreditamos. E também, levando em conta a situação que estamos vivendo agora, é porque queremos caminhar junto a Kyoshu-Sama, que está sempre buscando o sentimento de Meishu-Sama. Penso ser esses os motivos pelos quais sofremos perseguições.

Assim sendo, o que Kyoshu-Sama orienta? Como eu sempre tenho dito, isto é algo que se resume em um único ponto: “Nós, seguidores de Meishu-Sama, queremos seguir os seus passos? Queremos ou não seguir os passos do fundador da nossa religião? Queremos ou não ter Meishu-Sama como o modelo a ser seguido?”. Creio ser esse o único ponto que Kyoshu-Sama tem questionado a cada um de nós.

Então, qual foi a conclusão da vida de Meishu-Sama? Qual foi a conclusão da vida religiosa de Meishu-Sama? Qual foi o seu ponto culminante? É o “nascer de novo como o Messias”. Isto não é uma ilusão. É um fato incontestável que realmente aconteceu.

Se aceitamos as orientações de Kyoshu-Sama e queremos ter Meishu-Sama como modelo a ser seguido, isso significa que cada um de nós carrega consigo a missão de nascer de novo como Messias.

Se for esse o caso, não somos mais apenas um ser humano, pois a alma do Messias está dentro de nós e temos que reconhecer isso. Precisamos reconhecer que a alma de Deus – a Sua luz que brilha intensamente – existe dentro de nós.

A respeito de “perseguição”, Meishu-Sama diz que o maior temor para todos aqueles que perseguem outras pessoas é a luz. Se reconhecermos que a luz do Messias existe em nosso interior, isso significa, como Meishu-Sama também disse, que “a hierarquia do Messias é a mais alta que se pode alcançar” e que Messias é o “Rei dos reis”, e temos que aceitar o fato de que em nosso interior existe algo que é temeroso e possui a maior de todas as autoridades.

Para nós, isso não é nada conveniente. Afinal, vivemos até hoje conforme a nossa própria conveniência. Vivemos priorizando nossos desejos, interesses, e queremos que o poder de decisão seja nosso. Foi assim que vivemos até hoje. Mas, ao reconhecermos que existe algo dentro de nós com autoridade maior que a nossa, passamos a não conseguir mais agir como fizemos até hoje, ou seja, não vamos mais conseguir viver priorizando nossos sentimentos e desejos.

É por isso que, em meio às inúmeras circunstâncias pelas quais a Igreja passa atualmente, o fato de Kyoshu-Sama estar orientando que a luz do Messias existe no interior de cada um de nós acabou fazendo com que algumas pessoas passassem a pensar: “A presença de Kyoshu-Sama desagrada, atrapalha, e se ele continuar passando essa mensagem, vai nos dar problemas”. É por isso que o atacaram.

Se isso for aceito, não será mais possível continuar com o estilo de vida em que o ser humano é quem comanda tudo. Eis o porquê de eles sentirem que era necessário atacar Kyoshu-Sama. Fizeram isso para se proteger. Também viram que foi necessário atacar todos aqueles que acreditaram nessa mensagem de Kyoshu-Sama. O surgimento da luz do Messias é inconveniente para eles e, por isso, não tiveram outra alternativa senão atacar os senhores.

Além disso, possivelmente pensávamos que não fazíamos nenhuma perseguição contra Meishu-Sama, mas ele deu o nome de Sekai Meshiya Kyo – Igreja Mundial do Messias – à sua religião, legou o nome Templo Messias e, apesar de ter dito que nasceu de novo como o Messias, sinto que, na prática, nós mesmos asfixiamos tudo isso durante décadas.

Creio que o objetivo de uma perseguição é apagar a existência de determinadas pessoas, fazer com que elas desapareçam. Ou, ainda, acabar com o sentimento das pessoas que acreditam em certa mensagem.

Então, será que, só porque sofremos perseguições, a mensagem de que a luz de Deus existe dentro de cada um de nós será apagada? Será que a mensagem de Deus pode ser apagada só porque o ser humano a atacou? Eu penso que não.

Jesus de Nazaré nasceu 2 mil anos atrás, entre os judeus. Desde antes disso, o povo judeu esperou por milhares de anos pelo Messias. E todas as profecias apontavam que o ser chamado Jesus de Nazaré era o tão esperado Messias. Apesar disso, quando Jesus apareceu na Terra trazendo consigo o nome Messias, os sacerdotes judaicos não aceitaram sua existência e, por ser algo desagradável para eles, o atacaram.

Isto porque o povo judeu, desde a época de Moisés, veio se empenhando em proteger os ensinamentos outorgados por Deus. Para isso, realizaram cultos a Deus, fizeram donativos a Ele e inúmeras outras práticas. Para eles, proteger esses ensinamentos era a própria vontade de Deus, e se empenharam para executar isso com eficácia.

No entanto, Jesus disse que todos precisam se arrepender e que todos seres humanos, sem exceções, são pecadores. Jesus trouxe consigo mensagens muito fortes: “Não importa o quão sincero pareça estar orando a Deus. Você está realmente voltando seu coração a Deus? Não, você não está! E quanto ao seu coração ao doar a Deus? Você está realmente entregando sua oferta com um coração sincero? Não, você não está! Será que existe um ser humano perfeito? Não, não existe!”. Jesus veio ao mundo trazendo consigo essas mensagens e com o nome do Messias, que possui a autoridade absoluta.

Naquela época, apesar de tantas profecias, o povo judeu não conseguiu aceitar o nome Messias que surgiu sobre a superfície terrestre. E, por fim, Jesus foi crucificado e morto, e os discípulos que creram nele foram alvos de uma perseguição intensa.

Creio que há nisso a profunda vontade de Deus, mas a luz do Messias que chegou à Terra se perdeu por causa disso? Certamente, parece que ela se perdeu por um período de 2 mil anos, mas chegou a hora, e Deus sentiu que queria, novamente, concretizar Seu próprio sentimento e preparou Meishu-Sama para deixar, no Japão, um protótipo para que o ser humano possa finalmente nascer de novo como o Messias.

Entretanto, até mesmo a mensagem sobre a luz do Messias, transmitida por Meishu-Sama, estava prestes a ser apagada pelas nossas próprias mãos. Apesar disso, por considerá-la importante, Meishu-Sama, desejando transmitir seu sentimento aos membros pelos quais sente muito amor, está agora transmitindo através de Kyoshu-Sama: “Essa luz, a luz do Messias, existe dentro de cada um de vocês!”. Os senhores estão reunidos aqui hoje porque acreditam nisso!

Por isso, sinto que, por mais que haja perseguições, se essa mensagem reflete o próprio sentimento de Deus, ela jamais será apagada. Afinal, o ser humano não é capaz de apagar Deus.

Meishu-Sama nos ensina que até mesmo as grandes religiões, quanto maiores forem, maiores serão as perseguições que elas terão de sofrer.

Há 2 mil anos, Jesus veio à Terra trazendo consigo o sagrado nome Messias. E, apesar de ter sofrido perseguições e ter sido morto na cruz, existem hoje, depois de 2 mil anos, mais de 2 bilhões de cristãos no mundo inteiro.

Os cristãos acreditam que somente Jesus é o Messias. Mesmo assim, são mais de 2 bilhões de cristãos. Nós cremos que a sagrada luz do Messias não se limita somente a Jesus ou a Meishu-Sama, mas reconhecemos e acreditamos que todos os seres humanos a receberam em seu interior.

Pensando dessa forma, como é grande a missão de pessoas como nós, que caminham agora junto a Kyoshu-Sama. Sinto que não há como compará-la com a missão dos 2 bilhões de cristãos. Por isso, é natural sofrermos perseguições. É por ser grande, por ser uma existência que se tornará uma grande religião, que somos alvos de perseguições.

Hoje, a população global supera os 7 bilhões de pessoas, sendo que mais de 2 bilhões são cristãos. No Japão, mesmo não sendo cristã, a pessoa sabe que “Cristo” existe, por causa do Natal. Hoje, todos os seres humanos, de alguma forma, conhecem o nome “Cristo”.

“Cristo” é a tradução para o idioma grego do termo hebraico “Messias”. Embora haja diferença no som espiritual, elas possuem o mesmo significado.

A palavra “Cristo” já é conhecida por todos os seres humanos. Ela está com sua base consolidada.

Mas, pouco se sabe sobre o seu verdadeiro significado, sobre o verdadeiro significado da palavra “Messias”. Agora, no entanto, nós nos tornamos os primeiros a saberem sobre esse evangelho.

É por isso que nós temos a missão de transmitir o seu verdadeiro significado. Eu acredito que esse é o caminho para a verdadeira união das religiões, para a salvação da humanidade e para a construção do Paraíso Terrestre que Meishu-Sama mencionou.

Como vimos no vídeo exibido há pouco, ao ser questionado se é possível estabelecer a paz mundial pela força da religião, Meishu-Sama respondeu: “Acredito em absoluto!”. E disse que existe Cristo no Ocidente e Messias no Oriente, sendo que, se essas duas grandes forças atuarem em consonância, e se todos os membros batalharem seriamente em prol da paz, certamente, a paz eterna será estabelecida.

Kyoshu-Sama acredita nas palavras e no sentimento de Meishu-Sama.

E eu acredito neste Kyoshu-Sama.

Muito obrigado.

 

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