Palavras de Kyoshu-Sama
Igreja Mundial do Messias – Culto do Início da Primavera

Hotel RIHGA Royal, Osaka, Japão
4 de fevereiro de 2020

Parabéns a todos pela realização do Culto do Início da Primavera da Igreja Mundial do Messias.

Desde o Culto do Paraíso Terrestre do ano retrasado, realizamos muitos cultos aqui no Hotel RIHGA Royal, Osaka. Todos os cultos, assim como o de hoje, puderam ser realizados graças à compreensão, cooperação e consideração excepcional que nos foram dispensadas por toda a equipe do Hotel RIHGA Royal de Osaka. Gostaria de agradecer sinceramente a todos os funcionários do hotel. Muito obrigado.

O primeiro salmo de Meishu-Sama que entoamos no Culto do Início da Primavera, que está sendo celebrado hoje, diz:

“Que alegria! / Este ano, / Hoje, / Neste Risshun em que a primavera começa, / Eu fundei a Igreja Messias [Igreja Mundial do Messias]!”.

Esse salmo foi composto por Meishu-Sama há exatos 70 anos, e foi o primeiro salmo da coletânea de salmos para o Culto do Início da Primavera de 1950.

A partir do Risshun (Início da Primavera), que celebramos hoje, dia 4 de fevereiro, será mantido o nome de pessoa jurídica “Sekai Kyusei Kyo Su no Hikari Kyodan”, mas não será mais utilizado o nome “Sekai Kyusei Kyo Su no Hikari Kyodan” (Igreja Messiânica Mundial Igreja Su no Hikari) na execução de suas atividades religiosas. Doravante, estas serão realizadas pelo nome Sekai Meshia Kyo (Igreja Mundial do Messias).

Igreja Mundial do Messias é o nome que Meishu-Sama, há 70 anos, deu à organização religiosa que ele instituiu, a partir do Início da Primavera de 1950.

Acerca da instituição da Igreja Mundial do Messias, Meishu-Sama enfatizou, com convicção, tratar-se da vontade de Deus; que o poder para salvar a humanidade vem do Messias; e que a salvação realizar-se-á ao atuarmos em consonância com o cristianismo.

Sinto que no nome Igreja Mundial do Messias – nome que o próprio Meishu-Sama deu à sua religião – está imbuída a decisão inabalável de querer corresponder à vontade de Deus que lhe foi revelada.

Hoje, exatos 70 anos após a instituição da Igreja Mundial do Messias, os senhores poderão utilizar esse nome, que Meishu-Sama outorgou à sua religião com um sentimento especial. Os senhores se comprometeram em viver tendo Meishu-Sama como modelo para corresponder à vontade de Deus: nascer de novo como filhos de Deus – Messias.

Para Meishu-Sama, hoje nasceram, dentre os seguidores que ele tanto ama, membros que almejam herdar verdadeiramente o seu sentimento. Quão grande é o número de membros que nasceram hoje!

Certamente, Meishu-Sama aguardava ansiosamente pela chegada desse dia.

Quão grande não deve ser a alegria que ele está sentindo.

A alegria que Meishu-Sama sente é a mesma alegria que Deus, o Senhor da Criação, está sentindo.

Deus deu início à criação para dar vida a filhos que são a sua imagem e semelhança.

Antes de iniciar a criação, Deus preparou no Paraíso, o mundo da origem, corpos espirituais que são espíritos divinos. Em outras palavras, Ele gerou nossas almas e, a cada uma delas, concedeu o nome Messias.

No nome Messias está contida a grandiosa alegria de Deus que, como Pai, gerou a alma, o seu próprio espírito divino.

A nossa essência é a alma que recebeu o nome Messias.

Ao sermos enviados à Terra, foi-nos outorgada a alma de Deus; o sopro da vida, que é a força dessa alma; e a consciência, que recebe a alma de Deus. Eis no que consiste o nosso ser – a nossa existência.

O motivo pelo qual fomos enviados à Terra, carregando dentro de cada um de nós uma alma, é regressarmos levando conosco nossa vida e consciência ao Paraíso, que é a terra natal da nossa alma, e renascermos como filhos de Deus. Ou seja, nascermos de novo como Messias – o filho de Deus.

Entretanto, vivemos até hoje neste mundo sem saber que Deus, o Deus Único, é o Pai das nossas almas, e não conhecíamos o nome Messias, que é uno a Deus.

Apesar de dizer que acreditamos em Deus ou que estamos professando a fé em Deus, cometemos o equívoco de achar que a consciência de Deus nos pertence; sentimos orgulho de achar que somos superiores às outras pessoas e usamos a consciência para engrandecer nossos méritos.

Consideramos Deus uma existência que concede graças e salvação conforme à nossa conveniência e, mesmo dizendo que agradecíamos a Deus, em nossa conveniência nós julgávamos se Deus estava ou não atuando e se Sua atuação era grande ou pequena.

Precisamente falando, não percebemos nossa própria postura de agir como se fôssemos Deus.

Essa postura de menosprezar Deus é o pecado que a humanidade carregou nas costas até hoje.

Enquanto carregarmos conosco esse pecado, Deus não conseguirá nos acolher e conviver conosco no Paraíso, considerando-nos como filhos que herdaram Sua consciência.

Quão profunda é a bênção de Deus! Para expiar o pecado que a humanidade cometeu no passado, presente e futuro, dois mil anos atrás Ele enviou Jesus Cristo à Terra e expiou nossos pecados.

Jesus ofertou a Deus, o Pai, o sangue que corria dentro de seu corpo, rogou-Lhe que perdoasse os pecados da humanidade e entregou sua própria alma nas mãos de Deus.

Deus recebeu o sangue ofertado por Jesus como sendo o sangue redentor que consegue expiar os pecados da humanidade no passado, presente e futuro. Com isso, Deus perdoou a humanidade, fez com que ela se tornasse livre de pecados e fez com que Jesus ressuscitasse dos mortos, fazendo com que ele se tornasse o Cristo, ou seja, o Messias – o filho de Deus.

Os pecados de toda humanidade foram perdoados através do sangue redentor de Jesus Cristo, que foi enviado à Terra por meio do imensurável amor de Deus.

Deus preparou o caminho para que a humanidade, no passado, presente e futuro, consiga regressar ao Paraíso, na condição de expiada e perdoada.

Essa é a grandiosa transição da etapa da criação de Deus e, para a humanidade, trata-se de uma grandiosa bênção imensurável.

Através dessa grandiosa transição, concluiu-se a primeira etapa da criação de Deus, que consistia em utilizar tudo o que existia entre o Céu e a Terra na criação de nossa consciência – de nosso coração. Passamos agora para a segunda etapa da criação, ou seja, vivemos o momento em que Deus irá acolher cada um de nós em Seu Paraíso, unindo-nos à Sua consciência, e fazendo com que nos tornemos filhos que herdam a consciência de Deus e vivam com Ele por toda eternidade.

Deus colocou um ponto final na vida sem rumo que tivemos!

Nossa consciência – nosso coração – já foi expiada e perdoada, e Deus, dentro da segunda etapa da criação, nos cria e educa para fazer com que nos tornemos Seus próprios filhos.

O processo em que a humanidade está sendo criada e educada dentro dessa nova segunda etapa da criação foi assimilado por Meishu-Sama como sendo a Transição da Noite para o Dia no Mundo Espiritual. Sinto que, através de nós, Meishu-Sama está querendo transmitir essa bênção para toda humanidade.

Eu sinto que Meishu-Sama, através da força do nome Messias que trouxe consigo a transição da noite para o dia, fundou a Igreja Mundial do Messias para que todos os seres humanos, sem exceções, fossem salvos.

Meishu-Sama desenvolveu a Obra Divina como Igreja Mundial do Messias e, quatro anos após a sua fundação, adoeceu devido a um derrame cerebral no ano de 1954.

Creio que, através da enfermidade denominada derrame cerebral hemorrágico, Meishu-Sama, ao se deparar com o perigo da vida física, representou-nos e arrependeu-se do equívoco de considerar que a alma lhe pertencia e, como Jesus Cristo o fez, ofertou a alma alojada em seu interior a Deus.

Deus recebeu a alma oferecida por Meishu-Sama, concedendo-lhe uma nova alma e, com isso, deu-lhe a vida como um filho Seu.

É por esse motivo que Meishu-Sama, através da grave enfermidade que o atingiu, superou o que o ser humano contém dentro de si chamado de “morte”; referiu-se ao acontecimento que lhe ocorrera como um “milagre acima de qualquer milagre”; e afirmou que o “Messias havia nascido” dentro de si e que isso não era reencarnação, mas sim “nascer de novo”. Convicto disso, anunciou, com muita alegria, que percebera que a vida eterna existia em seu interior.

Nós menosprezamos Deus até hoje, mas, através de Meishu-Sama, Deus nos despertou de um longo período de sono.

Embora não seja do nosso merecimento, nós nos tornamos pessoas conscientes da existência de Deus, o Deus único, e do nome Messias.

Para correspondermos a esse grandioso amor e bênção, tomamos a decisão de servir à vontade de Deus, que é fazer com que todos os seres humanos se tornem filhos de Deus.

Deus está nos dizendo: “Que bom que vocês se relembraram de Mim e regressaram à sua origem”. E, com imensa alegria, está acolhendo cada um de nós em Seu Paraíso.

Deus é o Pai da nossa alma!

Quão imensa não deve ser a alegria e a felicidade para um pai ao ver seus filhos retornarem ao lar porque se lembraram dele!

Agora, Deus está querendo que toda humanidade saboreie essa verdadeira alegria e, para isso, Ele utiliza o nosso coração, que desempenha o papel final na obra de criação.

Em nosso coração não existe apenas a alegria e a felicidade, ocasionadas por inúmeros fatores deste mundo. Nele também existem sentimentos como angústias, tristezas, cólera etc. Além disso, nele existe tanto o sentimento de aceitar o nome Messias como o de rejeitar esse sagrado nome. Mas, através de cada um de nós, Deus está unindo a Si todos esses sentimentos antagônicos como sendo um sentimento único, almejando fazer com que toda humanidade, sem exceções, saboreie a verdadeira alegria.

Para correspondermos ao sentimento de Deus, precisamos regressar ao Paraíso e, em nome do Messias, que é uno a Meishu-Sama, entregarmos a Deus todos esses sentimentos antagônicos como sendo um sentimento único. Por quê? Porque o nosso dever como pessoas que estão unidas à igreja que traz consigo o nome Messias é sermos utilizados com todas as existências na criação do futuro, dentro da verdadeira alegria de Deus.

Deus está vivo dentro de nós e, por esse motivo, precisamos reconhecer que a alegria de Deus já chegou até o nosso coração, que desempenha o papel final na obra de criação, e, juntamente a todas as existências, devolvermos essa glória a Deus.

Nossa alma estava presente na instituição da Igreja Mundial do Messias, realizada há 70 anos, e, através de Meishu-Sama, recebemos a vontade de Deus de instituir a Igreja Mundial do Messias.

É por isso que Deus nos concedeu a permissão de utilizarmos o nome Igreja Mundial do Messias e servirmos em prol da concretização da Sua vontade.

Quão magnifica é a bênção de termos percebido e passarmos a saber que recebemos uma alma cujo nome é Messias, na qual está alojada a vontade de Deus!

Entretanto, apesar de isso ser importante, até hoje nós não relatamos isso a Deus.

Espero que, por iniciativa própria, cada um dos senhores diga: “Ó Deus! Eu achava que Vossa alma me pertencia, mas, na verdade, a minha alma é Vossa! Perdoai-me, por favor!”; e, com esse sentimento, siga os passos de Meishu-Sama e oferte sua alma a Deus.

E, aceitando que dentro do nosso coração existem muitas pessoas que ainda não sabem o que é a verdadeira alegria e a verdadeira salvação, assim como nós não sabíamos, vamos servir como a igreja que lhes transmite esse evangelho, regressar ao Paraíso levando-as conosco e dizer para Deus: “Ó Deus, regresso a Vós trazendo comigo muitas pessoas. Rogo ao Senhor que cada uma delas seja acolhida por Vós como sendo um Vosso filho”.

Para encerrar, vamos oferecer nossa mais sincera gratidão a Meishu-Sama e a Deus, ao qual Meishu-Sama é uno, por nos terem concedido a permissão de utilizar o nome Igreja Mundial do Messias. Vamos renovar nosso coração a partir de hoje e percorrer o caminho da verdadeira fé que Meishu-Sama nos mostrou.

Que a bênção e a paz da igreja que traz o nome Messias possam, através dos senhores, ser compartilhadas com toda a humanidade e com todas as existências.

Muito obrigado.

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