世界メシア教 Igreja Mundial do Messias World Church of Messiah

Nota de Publicação na Revista Glória

Nesta ocasião, recebendo a orientação de Kyoshu-Sama, o nome do periódico institucional da nossa organização religiosa – Shin-Zen-Bi (Verdade, Bem e Belo) – passará a se chamar Glory (Glória).

A partir de agosto de 1950 até sua ascensão, Meishu-Sama foi consistente em manter o nome “Glória” no periódico institucional da nossa Igreja Mundial do Messias. Glória é um termo Cristão que, no idioma japonês, é traduzido como Eiko e tem o significado de “irradiante Luz de Deus”. 

Sobre a grande importância de recebermos essa sagrada palavra, mais uma vez, como nome do periódico da Igreja Mundial do Messias, fomos contemplados com um artigo original redigido pelo próprio Masaaki-Sama, sucessor de Kyoshu-Sama, que publicamos na íntegra.

Vamos receber o sentimento que o Masaaki-Sama impregnou em suas palavras como sendo o sentimento de Kyoshu-Sama, que nos revela a vontade de Meishu-Sama no Mundo Material, e receber convictamente a vontade que Deus imbuiu na mudança do nome do periódico institucional.

 

Igreja Mundial do Messias
Departamento de Comunicação

 

 

 

 

Considerações sobre a publicação da Revista Glória

Masaaki Okada
4 de fevereiro de 2020

Meishu-Sama publicou o Jornal Hikari (Luz) entre 8 de março de 1949 e 28 de janeiro de 1950, como periódico institucional da nossa organização religiosa. Todavia, com a instituição da Sekai Meshiya Kyo (Igreja Mundial do Messias), no dia 4 de fevereiro de 1950, o Jornal Hikari passou a ter outro nome, composto por dois ideogramas chineses que, comumente, são lidos como kyusei [kyu significa “salvar” e sei significa “mundo”].

Eu acreditava – e o mesmo ocorria na Igreja – que a leitura dos ideogramas que compõem o nome do jornal era kyusei (salvação). No entanto, na edição Nº 48 desse periódico foi publicado o seguinte comunicado referente à mudança da sua nomenclatura:

Conforme artigo à parte, a Igreja Kannon do Japão e a Igreja Miroku do Japão, existentes até então, foram dissolvidas para a instituição da nova Igreja, a Sekai Meshiya Kyo (世界救世(me-shi-ya) Igreja Mundial do Messias), e, portanto, o Jornal Hikari também passará a adotar o nome Meshiya (救世 Messias).

No nome da Igreja, há a indicação de leitura me-shi-ya em cima dos ideogramas 救世. Então, restava-nos saber qual é a leitura dos mesmos ideogramas no nome do jornal (救世). Além disso, é de se levar em consideração a palavra “também” na frase: “O Jornal Hikari ‘também’ passará a adotar o nome…”. Portanto, será que a nomenclatura “Jornal Kyusei”, que considerávamos ser a forma correta para leitura desses ideogramas durante anos, na verdade, não era “Jornal Meshiya (Messias)”?

Podemos perceber o quanto Meishu-Sama almejava propagar o termo Messias e a sua sonoridade.

Devido à perseguição religiosa que Meishu-Sama sofrera entre maio e junho de 1950, o Jornal Messias ficou temporariamente fora de circulação e a edição Nº 65, publicada no dia 3 de junho de 1950, veio a ser sua última edição.

Após a perseguição religiosa, Meishu-Sama voltou a publicar o periódico da Igreja, mas, nessa ocasião, ele mudou novamente o nome do jornal e trocou “Meshiya (Messias)” por “Eiko (Glória)”. A partir de então, Meishu-Sama usou essa nomenclatura para desenvolver a Obra Divina até sua ascensão.

Mesmo após a ascensão de Meishu-Sama, a nossa Igreja manteve, por algum tempo, a nomenclatura “Glória” como nome de seu periódico institucional. Mas, será que nós refletimos profundamente sobre o significado dessa palavra glória? Será que não carregamos conosco a ideia superficial de que seu significado é apenas “algo brilhante”? Será que nosso discernimento não se limitava ao entendimento de considerá-lo simplesmente como o nome adotado pela Igreja Mundial do Messias no passado?

Originalmente, entretanto, glória é um termo de conotação extremamente cristã e o fato de Meishu-Sama ter nomeado o jornal de sua Igreja com o nome “Glória”, na minha percepção, possui um significado importantíssimo, pois ele utilizou um termo cristão no nome do jornal, que representa o cartão de visita da Igreja. Acredito que os pioneiros da época de Meishu-Sama também sentiam o mesmo.

Ao lermos a edição Nº 66 do Jornal Glória, publicada no dia 23 de agosto de 1950 – a primeira edição com o nome “Glória”, há inúmeras citações do Novo Testamento, pelas quais podemos imaginar a postura sincera das pessoas ligadas à Igreja com relação ao verdadeiro significado de Meishu-Sama ter escolhido o nome Eiko (Glória). [N.T.: Apesar de Meishu-Sama ter dado vários nomes ao seu jornal, a numeração sempre foi contínua. Assim, o jornal nasceu com o nome Hikari (Luz) até o número 47; no número 48 mudou para Meshiya (Messias) e foi até o número 65; e, a partir do número 66 passou a ser chamado de Eiko (Glória) até sua última edição.]

Na edição Nº 66, foi publicado o artigo intitulado O que é glória que começava na página 1 e terminava na página 2, que reproduzo abaixo, alguns trechos. Favor atentar para o fato de que o texto original foi revisado e antigos ideogramas chineses foram alterados para os atuais; citações da Bíblia foram adaptadas para versão atual [em português, foi utilizada a Bíblia Almeida Revista e Corrigida 2009] e incluídos caracteres fonéticos para facilitar a pronúncia [no original em japonês].

O Jornal Messias, que existiu até hoje, passou a se chamar Eiko (Glória). Assim sendo, dissertaremos acerca do sentido religioso desse termo.

Em João 1:9-14, encontrado no Novo Testamento, consta o seguinte:

 

Ali estava a luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

 

Podemos apresentar a seguinte exegese: A verdadeira Luz veio a este mundo e ilumina todos os povos; o mundo foi criado por ele, mas o mundo não sabia disso. […] No entanto, aqueles que dele souberam e creram nele como o Cristo, receberam o direito de serem feitos filhos de Deus; essas pessoas não nasceram do sangue nem são resultado da vontade carnal; também não são fruto do anseio humano, comum na sociedade, mas vieram ao mundo conforme a vontade de Deus. Em outras palavras, receber o direito de serem feitos filhos de Deus não é mérito de um feito humano, mas sim da vontade de Deus.

[…] Todos nós vimos o brilho da glória do filho de Deus que veio ao mundo dos homens como ser humano; trata-se do filho unigênito de Deus, o Pai, e, diferente do direito de ser feito filho de Deus outorgado a outras pessoas, é cheio de graça e verdade; ou seja, é a pessoa repleta de Luz que salva a humanidade do pecado, transmite-lhe a verdade e a liberta da força do mal. Eis o significado desse trecho. […] Vejamos então o Prólogo do Evangelho de João:

 

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Este veio para testemunho […] (João 1:1-7).

 

Ou seja, o espírito de Deus existia desde o princípio junto ao seu poder de expressão (o Verbo); enfim, o Verbo era Deus; o Verbo estava com Deus, ou seja, tudo e todos foram criados pelo “poder de criação de Deus”; toda Criação é única e nada foi criado sem o Logos (Verbo) – o poder de criação de Deus.

O autor do Evangelho de João conclui que João veio para provar que o Cristo é a Luz do mundo – Logos, que todos deveriam acreditar em Cristo, pois estavam prestes a receber sua salvação.

Assim sendo, glória é o poder de criação do Universo. Em outras palavras, é o poder de expressão do próprio Deus. Mais precisamente falando, é uma palavra de louvor ao Salvador (Messias = Cristo).

Há inúmeras discussões teológicas se realmente Jesus corresponde ou não a esse contexto, mas, evidentemente, não há dúvidas de que far-se-á necessária a vinda do Messias – a glória de Deus – a este mundo no fim dos tempos para realizar o Juízo Final, visto que isso está escrito no Antigo Testamento e no Novo Testamento.

Ao nos depararmos com a publicação do Jornal Glória, não há como impedir que nosso sentimento seja tocado pela revelação de Deus.

Mesmo na primeira página da edição Nº 67 do Jornal Glória, há um artigo intitulado Considerações sobre a publicação do Jornal Glória, que gostaria de apresentar alguns trechos:

Em pouco tempo, o nome deste periódico mudou de Hikari (Luz) para Meshiya (Messias) e Eiko (Glória). Como pode ser visto ao saborear profundamente o verdadeiro significado dessas três mudanças, estas não consistem na mera mudança do nome do periódico, mas sim, no divino plano manifestado pelo Messias. O jornal, procurando estar de acordo com esse plano, abraça uma missão ainda mais importante, mesmo porque, sentimos o quanto é iminente o surgimento de inúmeras situações sociais. Assim sendo, para não ficarem atrasados neste momento de rápida transição, rogamos para que todos os membros possam, cada vez mais, possuir uma crença inabalável e caminharem passo a passo com a evolução deste periódico.

Glória é um termo sagrado e extremamente puro que existe desde os primórdios da humanidade e que perdura por toda a eternidade. […] Luz é a verdade imutável; ilumina o coração e o espírito com a luz da verdade, e a pessoa, ao obter a luz da verdade, torna-se um ser com total união entre o espírito e a carne.

 

Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem ao vosso Pai, que está nos céus (Mateus 5:16).

Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestadas, porque são feitas por Deus (João 3:20-21).

 

O espírito daqueles que detestam a Luz e rejeitam a salvação pelo Messias está imerso nas trevas. Conforme a divindade do Messias se eleva, demônios que apreciam as trevas trabalham desesperadamente para bloquear a Luz.

 

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho e Deus (João 3:17-18).

 

Não há como não ter pena daqueles que vierem a descrer no enviado por Deus como o salvador do mundo no fim dos tempos, deixando de agarrarem-se à sua mão da salvação.

Os fiéis que aceitarem em seu peito a Luz de Deus, iluminados por essa Luz, e refletirem intensamente a salvação pelo Messias, tornar-se-ão pessoas qualificadas para receber a Luz eterna. […]

A Luz do Messias é o esplendor para o mundo inteiro.

É dessa forma que, enquanto liam e desvendavam o Novo Testamento, os pioneiros encaravam de frente o fato de Meishu-Sama ter utilizado a palavra glória, um termo tipicamente cristão.

A primeira publicação do Jornal Glória ocorreu seis meses após a instituição da Igreja Mundial do Messias, realizado no dia 4 de fevereiro de 1950, e eu sinto o ânimo e a intensidade com que Meishu-Sama, por ocasião do Risshun (Início da Primavera) daquele ano, afirmou que a Igreja Mundial do Messias iria atuar em consonância com o cristianismo e desenvolveria a salvação da humanidade, virem das entrelinhas desses artigos e penetrarem em nosso coração. Sinto-me totalmente envolvido com tamanha determinação por parte dos pioneiros em se postarem frente a frente com o cristianismo e a Bíblia.

Reflitamos: Qual é a nossa postura, quando comparada com a do próprio Meishu-Sama e a dos pioneiros que conviveram com ele? Será que possuímos a mesma postura dos pioneiros da época de Meishu-Sama em querer aprender sobre a Bíblia, bem como, com qual espírito precisamos atuar em consonância com o cristianismo para desenvolver a salvação da humanidade?

Meishu-Sama fez uso de inúmeras expressões como: “atuar em consonância com o cristianismo”, “glória”, “Messias”, “o Deus da Igreja Mundial do Messias é Jeová (Javé), o mesmo Deus do cristianismo”, “não há poder superior ao da Bíblia para levar a pessoa a se arrepender dos pecados”, “a Igreja Mundial do Messias se aproximará muito do cristianismo”, “Juízo Final”, etc. Apesar de Meishu-Sama ter explanado, repetidas e repetidas vezes, que a Obra Divina que ele desenvolvia tinha uma relação muito íntima com o cristianismo, quando alguém quis estudar a Bíblia, foi acusado de querer cristianizar os Ensinamentos de Meishu-Sama e até o expulsaram da Igreja.

Devemos admitir que nós não tínhamos consciência do quanto estávamos totalmente afastados do sentimento de Meishu-Sama.

Se acreditamos nos Ensinamentos de Meishu-Sama e pensamos que ao menos devemos colocá-los em prática, precisamos estudar a Bíblia e o cristianismo, assim como os pioneiros o fizeram. Sem isso, jamais abrir-se-ão as portas para o caminho pelo qual atuaremos em consonância com o cristianismo – o caminho para correspondermos ao sentimento de Meishu-Sama.

Tendo em vista que a nomenclatura glória, atribuída ao jornal da Igreja, surgiu na mesma época do nome “Igreja Mundial do Messias”, será que isso não tem relação direta com o desejo de Meishu-Sama – o sentimento de querer atuar em consonância com o cristianismo – imbuído no nome desse periódico?

A impressão que sentimos ao ler o nome da sua organização religiosa – Igreja Mundial do Messias – e o do seu periódico – Glória – é que Meishu-Sama tinha total consciência de que ambas são expressões tipicamente cristãs.

Em apenas quatro meses, o Jornal Messias passou a se chamar “Glória”. Eu achava que, devido à perseguição religiosa que sofrera, Meishu-Sama havia diminuído o ritmo de seus passos. Achava até mesmo que ele havia recuado um pouco.

Porém, eu estava errado. Como fui tolo em pensar assim. Por quê? Porque basta ler as edições Nº 66 e Nº 67 do Jornal Glória para compreender que Meishu-Sama não recuou ao nomear o periódico como “Glória”. Pelo contrário, sou obrigado a afirmar que ele evoluiu – teve uma grande evolução, pois seus atos e palavras manifestavam concretamente o forte desejo de querer atuar em consonância com o cristianismo.

Entretanto, após a ascensão de Meishu-Sama, a Sekai Meshiya Kyo (Igreja Mundial do Messias) foi transformada em Sekai Kyusei Kyo (Igreja Messiânica Mundial); o Meshiya Kaikan (Templo Messias) em Kyusei Kaikan (Templo Messiânico) e, com isso, o sagrado nome Messias foi sendo apagado por completo, ao mesmo tempo em que o que Meishu-Sama ensinou sobre a consonância com o cristianismo foi, de fato, suprimido. Será que, com isso, pouco a pouco não foi desaparecendo a conotação tipicamente cristã dos primeiros exemplares do Jornal Glória e, ao invés desse sentido, a palavra glória não passou a ser vista somente como uma palavra comum?

A partir do Culto do Início da Primavera deste ano, exatos 70 anos após Meishu-Sama ter instituído a Igreja Mundial do Messias, os senhores passaram a realizar suas atividades religiosas sob o mesmo nome: Igreja Mundial do Messias.

Naturalmente, penso que o nome do nosso periódico precisa estar em consonância com esse fato. Assim sendo, não há nomenclatura mais adequada do que glória, devido à importância que Meishu-Sama deu para esse termo.

No entanto, o uso de dois ideogramas chineses – 栄光 – para expressar a palavra glória, como foi feito por nós ao longo de muitos anos, talvez, com o passar do tempo, venha também enfraquecer o sentido tipicamente cristão desse termo.

Assim sendo, creio que o nome em inglês – Glory – seja o mais adequado. Sem sombra de dúvidas, glória é uma palavra tipicamente cristã, mas sinto tratar-se da palavra pela qual aceitaremos de braços abertos o mesmo sentimento de Meishu-Sama de 70 anos atrás, quando ele nomeou seu jornal como “Glória”.

O artigo Considerações sobre a publicação do Jornal Glória, que mencionei acima e foi publicado na primeira página da edição Nº 67 do periódico, foi concluída com a seguinte frase:

Por ocasião desta publicação do Jornal Glória, vamos clamar em alta voz: “Aleluia!”; glória àqueles que acreditam no Messias e que servem para cumprirem a vontade do Messias!

Por ocasião desta primeira publicação da Revista Glória – periódico da Igreja Mundial do Messias, junto aos senhores eu quero entoar em alta voz: “Aleluia!”; e, crendo no espírito divino alojado em nosso interior, cujo nome é Messias, quero servir de corpo e alma a Deus em prol da concretização da Sua vontade!

Em nome do Messias, que é uno a Meishu-Sama, glória ao Deus eterno, e somente a Ele.

Versão em PDF: Considerações sobre a publicação da Revista Glória

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