Palavras de Kyoshu-Sama

 

Igreja Mundial do Messias – Culto do Paraíso Terrestre

 

Sede da Igreja Mundial do Messias, Atami

15 de junho de 2020

Parabéns pelo Culto do Paraíso Terrestre da Igreja Mundial do Messias realizado hoje.

Meishu-Sama, há exatos 70 anos, instituiu a Igreja Mundial do Messias no Risshun (Início da Primavera). Os senhores, desejando herdar verdadeiramente este sentimento e servir de forma efetiva na sagrada obra de salvação, decidiram realizar suas atividades religiosas pelo nome Igreja Mundial do Messias, dando início a uma nova jornada a partir do Culto do Início da Primavera deste ano.

Passaram-se cerca de quatro meses desde esse Culto do Início da Primavera. Crescia em todos o desejo de poder, finalmente, dar início a essas atividades, mas, justamente nesse momento, surgiu a pandemia do novo coronavírus e os senhores não conseguiram iniciar as atividades que a princípio haviam pensado.

Tornou-se impossível a realização de inúmeros eventos e encontros, a começar pelos cultos nos quais participa um grande número de membros. Foram impostas restrições até mesmo quanto ao ato de visitar ou se encontrar com outras pessoas, situações que trouxeram obstáculos para o cotidiano social.

Situações como esta ocorreram no mundo inteiro, fazendo com que todos os campos de atividades, a começar pela política e economia, entrassem em um estado caótico.

Independentemente da proporção dos acontecimentos, tornou-se impossível realizar tudo o que até hoje considerávamos ser comum ou natural, e o que senti, através das imensas restrições que nos estão sendo impostas, foi que Deus deseja que percebamos algo com isso. O que poderia ser isso?

O primeiro pensamento que me veio à mente foi que sempre achamos natural sermos nós quem determina ou realiza algo, sendo que, na verdade, tudo isso só é possível graças ao fato de Deus estar permitindo acontecer.

Sou obrigado a reconhecer que eu pensava sobre isso de forma leviana.

Deus está sempre observando nossas ações.

Portanto, nos momentos em que pretendemos decidir ou colocar algo em prática, creio que o maior respeito para com Deus é relatar-Lhe tudo, até mesmo aquilo que achamos insignificante, e, além disso, reconhecer a atuação de Deus, independentemente de tudo correr ou não conforme pensamos.

Será que não é dessa forma que Deus, agora, está atuando com intensidade para que possamos, por pouco que seja, voltar nosso coração para Ele?

Além disso, sempre que percebemos ou acreditamos com alegria e entusiasmo que algo é a verdade, surgem dentro de nós o desejo e a necessidade de transmitir isso às pessoas ao nosso redor, ao maior número de pessoas.

Obviamente, isto é algo muito importante e maravilhoso, mas, acredito eu, que aqui existe um ponto no qual precisamos ficar atentos.

Possivelmente, sentimos orgulho de nós mesmos ao conhecermos ou percebermos a verdade; acreditamos que somos seres superiores ao próximo e talvez transmitimos isso a outras pessoas como que se fosse nós quem adquiriu esse conhecimento ou como sendo algo que nós percebemos.

Essa atitude impede que outras pessoas compreendam o que estamos tentando lhes dizer e, por outro lado, pode até causar-lhes uma verdadeira sobrecarga.

Pensando bem, por muito tempo vivemos sem ter consciência da missão original que nos foi atribuída ao nascermos neste mundo.

Vivemos até hoje sem saber que o nosso verdadeiro pai é o Deus Único e que, com a Sua graça, carregamos conosco uma alma à qual foi dado o nome Messias.

Além disso, vivemos até hoje sem saber que o fato de termos agido como se essa alma nos pertencesse é o pecado que cometemos para com Deus.

Também vivemos até hoje sem saber que esse pecado foi expiado, que fomos salvos como seres perdoados e que, junto a muitas pessoas, estamos sendo criados e educados para nascermos como filhos de Deus.

Precisamos carregar sempre conosco a consciência de que, embora tenhamos vivido dessa maneira, fomos levados a despertar para essa verdade através de Meishu-Sama. Não devemos nos esquecer de gravar profundamente este fato em nosso coração.

Ao mesmo tempo, sinto que, até hoje, Deus veio nos protegendo para que não fôssemos orgulhosos demais ao nos comunicarmos com outras pessoas e pudéssemos nos lembrar que fomos guiados à verdade somente pela graça de Deus.

Atualmente, em meio às inúmeras situações ocasionadas por uma partícula que existe no novo coronavírus, pensei acerca da nossa maneira de pensar em relação a toda criação.

Meishu-Sama compôs o seguinte salmo:

“Grandiosa é a bênção da Natureza. / Ela transformou uma alma invisível, única, em um ser humano!”

Bênção da Natureza significa a bênção de toda criação.

Através deste salmo, Meishu-Sama está nos mostrando que nós – que em essência, somos a existência da alma – possuímos um corpo físico e uma autoconsciência, devido à existência de toda criação.

A sensação do “eu”, que cada um de nós possui, ou seja, nossa autoconsciência, realmente só passa a existir graças à existência de toda criação.

Todos os elementos fundamentais, bem como as partículas, as células, o planeta Terra e todo universo fazem parte da criação.

A criação e todos nós somos unos em um só corpo com o Senhor Deus, o Deus Único, que vive por toda eternidade.

Graças a toda a criação existir, somos capazes de respirar neste mundo; conseguimos ver, ouvir e sentir, bem como nos é possível pensar e raciocinar.

Também é graças a toda a criação que podemos orar, agradecer, regressar, entregar, enfim, conseguimos voltar nosso coração a Deus.

Toda a criação, que existia conosco no Paraíso – o local do início da criação – veio à Terra trazendo consigo a vontade concedida pelo Senhor Deus, que é dar vida aos Seus filhos.

O desejo de toda a criação é fazer com que nós, assim como Meishu-Sama o fez, nasçamos de novo como filhos de Deus – Messias. Toda a criação quer ser útil a Deus, que almeja a concretização dessa vontade.

Apesar de nossa autoconsciência fazer parte da própria criação, nós não voltamos nossos olhos para a vontade imbuída nela, ou seja, para a vontade de Deus, e usamos toda a criação como algo útil ao nosso próprio cotidiano, considerando-a como algo que existe para preencher nossos desejos.

Apesar de a política, a economia, a religião, a ciência, as ideologias, todas as culturas e até mesmo a civilização terem sido preparadas para concretização da vontade da criação do Senhor Deus, nós as consideramos como obras que, ao invés de priorizar a vontade de Deus, priorizam os interesses humanos.

Dessa maneira, a autoconsciência, que surge a partir da criação, e todos os campos da obra humana, que têm como base a autoconsciência, representam o final da primeira etapa da criação de Deus, a qual Meishu-Sama se referiu como mundo da noite.

Assim como Meishu-Sama anunciou o fim do mundo da noite, Deus colocou um ponto final na primeira etapa da criação que existia dentro de cada um de nós.

O fato de Deus ter colocado um ponto final, significa que Ele, que voltou Seus olhos para nós apesar de termos Lhe menosprezado, enviou Jesus Cristo à Terra e recebeu o sangue expiatório ofertado por Jesus como o sangue redentor que perdoou nossos pecados no passado, no presente e no futuro, fazendo com que nos tornássemos livres do pecado, acolhendo-nos no Paraíso, o mundo do início.

Agora, assim como Meishu-Sama anunciou a transição para o mundo do dia, Deus adentrou na segunda etapa da criação, onde Ele utiliza cada um de nós como seres livres do pecado para com Deus, acolhe inúmeras pessoas no Paraíso e reconstrói tudo como algo novo.

De fato, Deus veio exercendo esse poder dentro de nós até hoje; nós simplesmente não sabíamos disso. É por esse motivo que Deus fez emergir todas as circunstâncias atuais neste mundo, ou melhor, fez com que todos os tipos de pensamentos e sentimentos humanos emergissem através do atual estado caótico em que o mundo se encontra.

Portanto, acerca da situação que nos envolve atualmente, talvez sintamos que a Obra Divina está estagnada, porque não conseguimos realizar atividades como foi feito até hoje, mas isso nunca acontece.

Deus está agora, com Sua bênção e autoridade, liberando ilimitadamente Sua própria força dentro de nós.

Creio que Deus está realizando a sagrada obra do Johrei, que consiste em reconstruir tudo como algo novo, ao estender Sua sagrada mão ao coração repleto de preocupações e inseguranças de muitas pessoas no mundo inteiro, reunindo tudo dentro dos nossos sentimentos, e, através do sonen de cada um de nós, perdoa toda obra realizada pela humanidade até hoje, acolhendo em Sua sagrada mão tudo como algo que possui vida.

Isto porque, em nosso interior existe o perdão de Deus, que é o fundamento da Transição da Noite para o Dia.

Isto porque, em nosso interior, existe a igreja que traz consigo o nome Messias, o sagrado nome que expia, purifica, salva e ressuscita tudo como algo novo.

Será que não chegou a hora de reconhecermos isso, de recebermos por iniciativa própria o perdão de Deus imbuído no sagrado nome Messias, assim como Meishu-Sama o fez, e regressarmos ao Paraíso junto a muitas pessoas e toda criação, entregando-nos, juntamente a tudo o que existe, na sagrada mão da salvação de Deus?

A sagrada mão do Johrei do Senhor Deus existe dentro de nós!

Nós não ficamos um segundo sequer sem sermos utilizados na sagrada obra do Johrei do Senhor Deus.

Meishu-Sama compôs o seguinte salmo:

“A voz dos fiéis / É projetada de seu coração sincero. / Teria ela o poder de influenciar e mudar o mundo? / É claro que sim!”

Sinto que Meishu-Sama está tentando nos dizer que o sincero coração de Deus se faz presente dentro do coração dos membros, e a voz que emana do sincero coração de Deus tem o poder de influenciar e mudar o mundo.

Dentro de nós não existe somente um coração instável, no qual existe uma mescla de bem e mal.

No centro da nossa consciência existe o sincero coração de Deus, Seu sagrado e verdadeiro coração.

Existe o sagrado sentimento de salvação, que é querer nos salvar a qualquer custo, para tornar todos os seres humanos, que Deus tanto ama, como Seus filhos.

A sagrada voz de Deus, que emana de Seu sagrado coração, através do Paraíso invisível aos nossos olhos, ecoa por toda superfície terrestre, o mundo visível. Não tem como isso não acontecer.

Como seguidores de Meishu-Sama, corresponderemos a essa sagrada voz de Deus se conseguirmos entregar nossos sentimentos a Ele dizendo: “Ó Deus, juntamente a tudo que existe, regresso ao Paraíso, local onde existe a verdadeira salvação. Que a Vossa vontade se concretize. Em nome do Messias, que é uno a Meishu-Sama, entrego-me à Vossa sagrada mão”. Será que, se conseguirmos agir dessa maneira, a onda do sonen de Deus não trará paz e tranquilidade imensuráveis ao mundo que vive imerso no redemoinho de preocupações e inseguranças?

Que a salvação e a paz da igreja que traz consigo o sagrado nome Messias, que existe dentro de nós, sejam compartilhadas com tudo e todos sobre a Terra, através do ar que inspiramos e expiramos.

Devolvo a Deus, a quem o nome Messias é uno, toda glória, autoridade e bênção.

Muito obrigado.

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