“Vamos dizer sim para Meishu-Sama!”

 

Igreja Mundial do Messias – Culto Mensal de Julho
Sede da Igreja Mundial do Messias, Atami
1º de julho de 2020

Para nós, seguidores de Meishu-Sama, o que é a felicidade?

Será que a salvação existe dentro de nós?

Por que nascemos? Para onde vamos?

No relato de gratidão que foi lido há pouco, escutamos que havia a necessidade de se tomar medicamentos e, ao ministrar Johrei no fármaco naquele momento, houve uma mudança de sentimentos, onde a pessoa passou a pensar: “Não, a Luz de Deus existe dentro de toda a criação, incluindo este medicamento. Além disso, a Luz de Deus também existe dentro de mim e no interior de todas as pessoas”.

Sinto tratar-se de um ponto extremamente importante.

Nas Palavras de Luz, Meishu-Sama afirma que “Deus é Luz. E onde há Luz, paz, felicidade e alegria são abundantes” e que “Vós que desejais Luz e prosperidade, vinde!”. Meishu-Sama diz que a Luz existe; que a Luz de Deus existe.

Em “Características peculiares da salvação pela nossa religião”, Meishu-Sama afirma que, para salvar o próximo, o homem precisa primeiramente se elevar ao Paraíso e salvar seu semelhante, puxando-o para cima. Não é a afirmação de que o Paraíso vai surgir, mas que ele existe.

Meishu-Sama afirma que a Luz de Deus e o Paraíso existem dentro de nós.

Ou seja, Meishu-Sama está afirmando que essas são as características peculiares da salvação pela nossa religião.

E que isto é um “ponto que difere de todas as religiões” e que “melhor dizendo, chega a ser o contrário”.

Ao analisar esta frase de Meishu-Sama “Melhor dizendo, chega a ser o contrário”, temos que pensar: então, o que acontece em outras religiões? Creio que seja algo assim: como os membros buscam a Luz e o Paraíso, desejando um dia ser banhados pela Luz, desejando algum dia adentrar o Paraíso e tornarem-se uma pessoa maravilhosa, as organizações religiosas por sua vez, incentivam seus membros a acumularem virtudes e a fazerem inúmeras dedicações.

No entanto, o mesmo aconteceu conosco, seguidores de Meishu-Sama.

Ao longo dos anos, “culto, Johrei e dedicação”, “acúmulo de virtudes”, “donativo”, “encaminhamento” entre outras dedicações eram tidas como práticas pelas quais evoluíamos pouco a pouco, nos tornaríamos entes paradisíacos e assim, conseguiríamos salvar outras pessoas. Com isso, assumimos a postura de ficar apenas na expectativa.

Isto não é uma exceção mesmo para o cristianismo.

Por exemplo, os cristãos também, quando dizem ou fazem algo a alguém que não deveriam, certamente muitos dizem que não são perfeitos e que precisam se arrepender e receber o sangue expiatório de Jesus. Dessa maneira, buscam pouco a pouco se tornarem uma pessoa melhor. Os cristãos acreditam que o aumento de pessoas como essas fará o cristianismo expandir.

Mas, no nosso caso, sabemos que quando acabamos fazendo ou dizendo algo inconveniente a alguém inúmeros sentimentos vêm à tona em nosso próprio coração. Nesses momentos, nós não deixamos que o desfecho seja somente o arrependimento. Assim como no relato de gratidão lido há pouco, todos sabem que Deus reuniu os sentimentos de muitas pessoas em nosso coração, e que isto possibilita ofertarmos esses sentimentos a Ele.

É igual ao que Meishu-Sama afirmou em “Características peculiares da salvação pela nossa religião”, não é verdade? É justamente por sermos entes paradisíacos que os sentimentos de várias pessoas se reúnem dentro de nós e somos capazes de entregá-los a Deus no Paraíso. Eis o que vem a ser a salvação, a construção do Paraíso.

Meishu-Sama nos afirmou: “Jesus disse que o Reino de Deus se aproxima. No entanto, eu construirei o Paraíso”. É exatamente isso, não acham?

Não é preciso ser uma pessoa maravilhosa. Para começar a salvar, não é necessário, antes, dedicar com afinco para, um dia, tornar-se uma pessoa maravilhosa – um ente paradisíaco.

Pelo contrário, diariamente inúmeros sentimentos vêm à tona, não é verdade? Como no relato de gratidão lido há pouco, inúmeros sentimentos relacionados ao coronavírus surgem ao ir até o hospital. Da mesma forma, vivemos inúmeros sentimentos na relação com vizinhos ou familiares. Isto, por si só, significa que já estamos sendo utilizados na obra de salvação. Estamos sendo utilizados na obra de construção do Paraíso.

Portanto, os senhores estão vivos, vivendo seu dia a dia, e isto por si só significa que já estão construindo o Paraíso, que a construção do Paraíso já está sendo realizada. Quem prega isso é a nossa Igreja Mundial do Messias. Como ela é maravilhosa e nós fazemos parte dessa obra.

Assim sendo, será que, por sermos uma existência maravilhosa, já nos tornamos um ser perfeito? Será que já somos perfeitos, já fomos salvos e não há mais nada a fazer? Eu acho que não.

Afinal, para nós, somente Meishu-Sama é a imagem de um ser perfeito, não é verdade?

Como seguidores de Meishu-Sama, precisamos almejar a imagem de Meishu-Sama, um ser perfeito.

E o que vem a ser a perfeição de Meishu-Sama? É o nascimento do Messias. No ano que antecedeu a sua ascensão, Meishu-Sama sofreu sintomas de um derrame cerebral hemorrágico. Mas, ao invés de achar que acabaria perdendo sua própria vida, ele nasceu de novo. Ele nasceu de novo na vida de Deus, como Seu filho!

Esta é a imagem do ser perfeito para nós, seguidores de Meishu-Sama.

Nós já chegamos até esse estado? Ainda não, não é verdade?

Assim sendo, cada um de nós precisa seguir em frente, procurando se aproximar de Meishu-Sama e despertar para a alma de Deus – Messias – que existe em nosso interior.

Ao escutarem nascer de novo como Messias, talvez muitas pessoas pensem ou sintam que lhes foi dito algo extraordinário, mas, na verdade, não há com o que se surpreender.

Por quê? Porque Meishu-Sama disse que “o ser humano se torna um animal quando decai, e se torna deus quando se eleva”. Meishu-Sama disse que precisamos nos tornar deuses.

Meishu-Sama tornou-se uno a Deus, que está vivo dentro dele. Meishu-Sama se elevou, tornou-se uno a Deus – tornou-se um ser humano divino, como ele havia dito.

Mas isto não é algo exclusivo de Meishu-Sama. Meishu-Sama disse que “o ser humano se torna um animal quando decai, e se torna deus quando se eleva”. Ou seja, ele está dizendo que essa é a missão do ser humano. Ele afirma que a missão do ser humano é se aproximar de Deus e se tornar um deus.

O animal em questão é simbolizado pelo instinto de autodefesa: retruca o que lhe é dito e tenta fazer de tudo para se proteger. Nós vivenciamos constantemente isso todos os dias, não é verdade? Quem nunca pensou em retrucar o que determinada pessoa lhe disse?

Se vivermos todos os nossos dias, de manhã até à noite, fazendo só isso, decairemos cada vez mais e, um dia, talvez seremos existências que realmente se assemelham a um animal.

Mas, não é isso. Ao invés de emanarmos esse tipo de pensamento animalesco, se pensarmos: “Não! Esse pensamento veio para me salvar. Ó Deus, entrego-o em Vossas mãos”, conseguiremos evoluir. Cada vez mais vamos nos elevar e conseguiremos nos tornar um ser em união com Deus, que está acima de todos nós. Este é o significado de evoluir: se elevar e se encontrar com Deus.

Portanto, temos que decidir: queremos nos tornar animais ou deuses? Precisamos fazer essa escolha.

E, se fizermos assim como Meishu-Sama fez, ou seja, se conseguirmos nos tornar existências consideradas seres divinos, essa será a verdadeira felicidade e alegria para nós.

Além disso, muito se fala acerca de filho de Deus. Muitos dizem que todos os seres humanos são filhos de Deus, que somos irmãos e irmãs e que, por isso, precisamos manter as pazes uns com os outros. Isso é dito frequentemente, até mesmo pelo cristianismo. Logo, creio que haja a seguinte questão: nós já nos tornamos filhos de Deus? Será que já nos tornamos ou não filhos de Deus?

Se todos nós já tivéssemos nos tornado filhos de Deus, por que Meishu-Sama disse que ele nasceu de novo? Para ter dito nascer de novo, isto significa que, evidentemente, alguém deu à luz. Para nascer de novo, faz-se necessário que alguém dê à luz.

Assim sendo, acerca de quem deu à luz Meishu-Sama, certamente foi Deus e não o ser humano.

Além disso, o fato de Jesus ter que dizer: “Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”, significa que nós ainda não somos filhos de Deus. Jesus está querendo nos dizer que, por não sermos filhos de Deus, precisamos nascer novamente.

Se formos levar em conta o que somos hoje, nós ainda somos, em suma, filhos de seres humanos. Nós ainda somos filhos de seres humanos; como Meishu-Sama afirma, ainda somos filhos de um ser animal.

Queremos terminar como filhos de um ser animal? Ou, queremos nos tornar filhos de Deus? Nosso fim será como um animal ou queremos nascer de novo e nos tornarmos filhos de Deus? Acredito que precisamos fazer essa escolha.

Nós ainda não somos filhos de Deus. Ou seja, não podemos nos autoproclamar: “Eu nasci de novo”. Deus é quem precisa reconhecer isso e dizer: “Sim, você é meu filho”.

Porém, não podemos perder as esperanças só porque ainda não atingimos essa condição.

Afinal, a alma de Deus existe dentro de nós e, só por estarmos sendo guiados até ela, já significa que não há margem de erro quanto a isso!

Além disso, o caminho que nos levará até ela não é nenhum calvário. Agora, nós estamos caminhando rumo à perfeição do nosso ser enquanto somos utilizados na obra que constrói o Paraíso!

Portanto, dentro do que estamos vivendo atualmente, não existe nada que seja negativo.

Mesmo que inúmeros sentimentos venham à tona, eles são em prol da obra de construção do Paraíso – a obra de salvação. E, além disso, o verdadeiro sentido de cada etapa dessa jornada é o caminho que nos levará à perfeição e à união com Deus em uma só existência. Estamos percorrendo o caminho em que conseguiremos nos tornar filhos de Deus, e não terminarmos como filhos de um ser animal.

Temos as Sagradas Palavras de Meishu-Sama, não é? Existem vários tipos de Sagradas Palavras.

As “Palavras de Luz” também são Sagradas Palavras, o texto que mencionei há pouco intitulado “Características peculiares da salvação pela nossa religião” e a frase de Meishu-Sama: “O cristianismo diz que o Reino de Deus se aproxima, mas eu construirei o Paraíso”, também são Sagradas Palavras. Existem, além destas, outras inúmeras Sagradas Palavras que Meishu-Sama nos legou.

Viemos desviando nossos olhos de questões que, para Meishu-Sama, são relacionadas à perfeição do ser humano, como tornar-se um ser divino, tornar-se filho de Deus e nascer de novo. Caímos na pretensão de achar que havíamos entendido e sempre dizíamos que “estas Sagradas Palavras querem dizer isto” ou que “isto significa aquilo”, mas, na verdade, estávamos perdidos na escuridão. Caímos na pretensão de achar que havíamos entendido, mas, na verdade, sempre estivemos perdidos na escuridão. Éramos existências que mereciam ser chamadas de filhos de um ser animal.

Porém, Kyoshu-Sama nos ensina: “Não. O que é realmente mais importante para nós, seguidores de Meishu-Sama, é compreender que o ponto mais importante está no fato de Meishu-Sama ter sofrido um derrame cerebral hemorrágico e, apesar de ter sentido tanta dor, legou-nos o nascer de novo como filhos de Deus” e “Isto transpassa todas as Sagradas Palavras de Meishu-Sama, todas as suas realizações e todo o seu legado”.

Assim sendo, tínhamos até hoje várias compreensões acerca das Sagradas Palavras, mas temos que “jogar a toalha” e dizer para Meishu-Sama: “Eu não havia entendido. Eu não entendi”. É importante para nós jogarmos a toalha, dizendo: “Ó Meishu-Sama, o senhor nos deixou uma grande legado, mas como minha compreensão era deveras baseada na conveniência humana, não entendia nada”, e manter a postura de dizer: “Eu não entendo nada, mas quero aceitar. Quero aceitar a imagem de um ser perfeito de Meishu-Sama, aceitar o nascer de novo como Messias”.

Mesmo porque, as Sagradas Palavras de Meishu-Sama são repletas de mistérios; são extremamente profundas.

Mas por causa disso, será que devemos desistir? Será que não há nenhuma “pista” para seguirmos? Eu acho que há. Pois o próprio Meishu-Sama – o próprio Meishu-Sama – mostrou para nós, com o seu próprio corpo, o nascer de novo como Messias.

É aqui onde está a nossa salvação!

Meishu-Sama, apesar de ter sentido tanta dor, legou-nos o nascimento do Messias. Ele fez isso para quem? Foi para cada um de nós! Ele legou essa realização para nós!

Existem muitas coisas que Meishu-Sama nos legou. Não precisamos nos justificar se não conseguimos entendê-las. Obedientemente, temos que dizer: “Não entendi nada. Meishu-Sama, eu jogo a toalha. Mas, aceito todo o vosso legado”. É só isso e nada mais. A única coisa que nos resta é apenas dizer sim para Meishu-Sama!

Apesar de termos que dar essa resposta, sempre acabamos procrastinando por dizer que “isso é diferente” ou que “não tenho essa sensação”.

Mas eu repito: antes de tudo, temos que responder sim e dizer: “Meishu-Sama, eu não entendo nada. Eu jogo a toalha. Eu aceito tudo do senhor”. É só isso e nada mais.

Assim sendo, a alegria que sentíamos até hoje é, em outras palavras, a alegria sentida por filhos de seres humanos, a alegria de filhos de um ser animal. No entanto, existe a alegria concedida pelo verdadeiro Pai – a maravilhosa alegria e paz que deve ser saboreada como filhos de Deus e não como filhos de um ser animal. Ela transcende completamente a alegria humana e acredito que certamente iremos saboreá-la.

O que vem mesmo a ser a felicidade para nós, seguidores de Meishu-Sama?

A conclusão da felicidade de Meishu-Sama, o ápice da sua felicidade, foi conseguir se encontrar com o verdadeiro Pai, tornando-se filho de Deus. Essa é a verdadeira alegria para Meishu-Sama.

E isso não é uma fantasia, porque Deus e o Paraíso existem dentro de cada um de nós.

É inaceitável que nossa vida termine como um filho de um ser animal! Será que nosso destino não é nos tornarmos filhos de Deus, e sermos uma existência realmente maravilhosa?

Portanto, mesmo que inúmeros sentimentos e pensamentos venham à tona diariamente, não há nisso nenhum fator negativo, pois isso já é a obra de salvação. O Paraíso existe dentro de nós, a salvação existe dentro de nós. Nós almejamos a felicidade. Todos nós queremos ser felizes, não é verdade? Entretanto, isto não é uma história inventada, porque a felicidade existe dentro de nós. Certamente chegará o dia em que nos encontraremos com Deus, o dia em que ficaremos frente a frente com Ele. A alegria que sentiremos com isso é imensurável e, agora, estamos percorrendo o caminho que nos levará até ela.

Assim sendo, estou determinado a seguir em frente com grande alegria e esperança – mesmo que muitas coisas aconteçam diariamente – e quero caminhar com grandiosa esperança junto a todos os senhores.

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