Saudação do Masaaki-Sama

 

“Quem é o Senhor do Perdão?”

 

Igreja Mundial do Messias – Culto de Agradecimento pela Colheita
Sede da Igreja Mundial do Messias, Atami
1º de dezembro de 2020

Bom dia!

Hoje é 1º de dezembro e estamos a exato um mês do fim deste ano, um ano em que muita coisa aconteceu, não é? A pandemia pelo coronavírus ainda continua e, realmente, foi um ano de muitos acontecimentos.

Com relação à Obra Divina, tivemos progressos notáveis. No dia 4 de fevereiro deste ano, o nome Igreja Mundial do Messias, concedido por Meishu-Sama há 70 anos, ressuscitou. Meishu-Sama concedeu esse nome porque o considerou necessário para salvar a humanidade, mas, dois anos após a sua ascensão, esse nome foi alterado para Igreja Messiânica Mundial. No entanto, 63 anos após essa alteração, o nome Igreja Mundial do Messias ressuscitou este ano pelas mãos dos senhores.

Nesse sentido, o ano de 2020 ficará realmente marcado para sempre na história da humanidade, pela sua importância, não só para nós, membros da Igreja Mundial do Messias, mas também para a salvação da humanidade.

Esse mérito que os senhores conquistaram é algo que ficará marcado por toda eternidade, obviamente no Mundo Material, e também no Mundo Espiritual. Assim sendo, desejo agora saudar os senhores mais uma vez nessa época em que estamos perto do fim do ano, transmitindo minhas felicitações a todos os senhores que contribuíram para esse ano realmente maravilhoso. Meus sinceros parabéns a todos.

Obviamente, o nome Igreja Mundial do Messias é importante. Mas, nós estamos almejando o sentimento de Meishu-Sama imbuído nesse nome, o sentimento que Meishu-Sama imbuiu na instituição da Igreja Mundial do Messias, e isso sim é o fator mais importante. E o que vem a ser esse sentimento? Por ocasião da instituição da Igreja Mundial do Messias – tenho mencionado isso constantemente – Meishu-Sama foi entrevistado pelo periódico da Igreja e, naquela ocasião, foi questionado quanto ao significado global da Igreja Mundial do Messias. Essa é uma pergunta grandiosa, pois se trata do que viria a ser a razão de existência da Igreja Mundial do Messias no mundo. A resposta de Meishu-Sama a essa pergunta representa o núcleo, a alma da Igreja Mundial do Messias – aquilo que anteriormente eu disse ser o que considero como a diretriz de difusão da Igreja.

Então, o que Meishu-Sama disse a esse respeito? Ele disse que é pela fé que queria guiar a humanidade rumo à felicidade, mas que temos o cristianismo no Ocidente e o que fora dito por Jesus Cristo era muito próximo daquilo que ele próprio estava dizendo, afirmando que ele e a nossa nova religião desejam atuar em consonância com o cristianismo para cumprir, de corpo e alma, nossa divina missão de salvar a humanidade e conduzi-la na direção correta. Meishu-Sama afirmou que, para salvar a humanidade e conduzi-la na direção correta, queria atuar em consonância com o cristianismo e que cumpriria isso de corpo e alma.

Talvez isso era a diretriz de difusão da Igreja Mundial do Messias naquela época, mas eu sinto que hoje nós também precisamos aceitá-las como palavras extremamente importantes.

Portanto, este ano, em especial após a ressurreição da Igreja Mundial do Messias, sentimos que à primeira vista a Obra Divina foi “obstruída” pelo coronavírus, mas houve inúmeras evoluções e, de fato, nota-se uma evolução rumo à consonância com o cristianismo. Entretanto, é possível que algumas pessoas pensem ou sintam: “Desse jeito, será que a Igreja Mundial do Messias não está parecendo cada vez mais com uma igreja cristã?” Mas, na prática, essa evolução não está sendo realizada de forma arbitrária pelos nossos pensamentos e sentimentos.

Isto porque, na época em que a Igreja Mundial do Messias foi instituída por Meishu-Sama, o reverendo Issai Nakajima, que era o seu maior discípulo, veio a falecer e, naquela ocasião, Meishu-Sama disse: “Nossa religião, a Igreja Mundial do Messias, se aproximará muito do cristianismo. Eu pensei sobre isso no passado, mas agora, finalmente, chegou a hora disso se materializar”.

Ele disse que “a Igreja Mundial do Messias, se aproximará muito do cristianismo. Eu pensei sobre isso no passado, mas agora, finalmente, chegou a hora disso se materializar”. Meishu-Sama afirmou isso há 70 anos, mas o quanto podemos dizer que nos aproximamos do cristianismo durante todos esses anos? Pelo contrário, ao invés da aproximação com o cristianismo, demos mais importância à realização de atividades que visavam a aceitação da sociedade e estávamos prestes a nos tornar algo que nem parecia mais religião, não é?

A aproximação com o cristianismo não foi criada de forma unilateral por Kyoshu-Sama. Pelo contrário, aconteceu de forma natural dentro da situação caótica que surgiu no seio da Igreja. E, certamente, apesar de Meishu-Sama já ter afirmado isso há 70 anos, nós não correspondemos a esse seu sentimento. Mas Meishu-Sama quer, a qualquer custo, confiar o seu próprio sentimento aos seus membros, e deve ser por isso que neste ano, a Igreja Mundial do Messias conseguiu ser ressuscitada e a Obra Divina avança com uma velocidade surpreendente, na forma de consonância com o cristianismo e aproximação ao cristianismo. Será que não seria isso?

Porém, durante muitos anos nós não caminhamos dessa maneira e, portanto, achamos que a forma com que avançamos atualmente seja diferente da fé em Meishu-Sama que compreendíamos até hoje, e também, da maneira que desenvolvíamos a Obra Divina de Meishu-Sama. Talvez seja esse o motivo de existirem em nosso interior sentimentos em relação a como hoje estamos desenvolvendo a Obra Divina, como por exemplo: “É difícil de aceitar”, “Não concordo” e “Não consigo acompanhar”.

Naturalmente, isso é inevitável, pois até hoje não havíamos participado de uma Obra Divina como esta que está sendo desenvolvida atualmente.

Todavia, agora, sob a liderança de Kyoshu-Sama, caminhamos rumo à concretização do verdadeiro sentimento de Meishu-Sama. Somos verdadeiramente afortunados e, além disso, sinto-me realmente grato em poder caminhar junto aos senhores durante este ano.

Em meio aos sentimentos que afloram em nós, como: “É difícil de aceitar” e “Não concordo”, existe em particular o que Meishu-Sama disse a respeito de Jesus ser o Senhor da Redenção e ele próprio ser o Senhor do Perdão – acredito que muitos conhecem essas Sagradas Palavras.

Meishu-Sama se expressou da seguinte maneira: “O Senhor da Redenção é aquele que roga pelo perdão, aquele que suplica o perdão a Deus. Mas o Senhor do Perdão não roga pelo perdão, pois ele próprio é quem perdoa”. Por isso, as pessoas interpretam que ele é superior a Jesus. Essas Sagradas Palavras realmente existem e acho que muitas pessoas estão presas a elas.

Será que até hoje não usamos essas Sagradas Palavras para alimentar o argumento de que, mesmo Meishu-Sama dizendo que atuaria em consonância com Jesus e com o cristianismo, Meishu-Sama é o Senhor do Perdão e Jesus é o Senhor da Redenção e, por isso, Meishu-Sama é superior?

No entanto, antes de qualquer coisa, aqui pelo menos Meishu-Sama está reconhecendo Jesus como o Senhor da Redenção, mas, mesmo assim, o único sentido que demos a essas Sagradas Palavras é que Meishu-Sama é superior, e só. Chegamos até aqui sem nunca termos dito: “Ah, Jesus é o Senhor da Redenção, não é? Eu aceito. Eu o reconheço”. Mas neste ano, graças a Kyoshu-Sama, aprendemos que Meishu-Sama reconheceu isso, e ele deseja que, primeiro, aceitemos Jesus como o Senhor da Redenção e creio que, pouco a pouco, nós estamos tendo a permissão de chegar até esse ponto.

Mas se for assim, será que somos capazes de dizer: “Eu aceitei Jesus como o Senhor da Redenção. Meishu-Sama é o Senhor do Perdão. De agora em diante, Jesus, o Senhor da Redenção, e Meishu-Sama, Senhor do Perdão e salvador do mundo, caminharão de mãos dadas para avançar a salvação da humanidade”? Creio que não seja algo tão simples assim.

Afinal, os cristãos não pensam que Jesus seja apenas o Senhor da Redenção. Os cristãos pensam que Jesus é tanto o Senhor da Redenção quanto o Senhor do Perdão, o Senhor da Salvação.

Acho que todos conhecem o sacramento da confissão, que aparece frequentemente em filmes na televisão ou no cinema. A confissão consiste em confessar os próprios pecados a um padre. Após escutar a confissão, o padre diz algo como: “Seus pecados foram perdoados em nome de Jesus Cristo”. Ou seja, os cristãos acreditam que Jesus é o Senhor do Perdão e, por esse motivo, creem que seus pecados são perdoados pelo sacramento da confissão.

Na Bíblia, também há um episódio que retrata Jesus como o Senhor do Perdão. De acordo com os evangelhos, quando Jesus entrou em uma determinada cidade, o povo soube e veio ao seu encontro, se reunindo na casa em que ele estava. Então, Jesus começou a pregar. Foi quando um homem paralítico ficou sabendo, conversou com as pessoas que estavam ao seu redor, e disse: “Como Jesus veio até aqui, quem sabe ele não me cura?” Assim, quatro pessoas carregaram esse homem paralítico, deitado na própria cama, e o levaram onde Jesus estava. Como ele era paralítico, levaram ele na cama com colchão e tudo.

Mas ao chegarem na casa onde Jesus estava, esperançosos que o enfermo fosse curado, havia tantas pessoas ao redor de Jesus que nem conseguiram entrar na casa. O que eles fizeram então? Não sei como, mas eles levaram a cama com o paralítico deitado nela até o telhado da casa, e lá em cima, imaginaram em qual local Jesus estava, fizeram um buraco no teto e baixaram o paralítico com a cama e tudo até onde Jesus estava.

Imaginem: enquanto Jesus pregava e curava pessoas em um local superlotado, de repente um buraco se abriu no teto e por ele desceu uma cama com um paralítico deitado nela. Uma situação surpreendente, não acham?

Então, o que Jesus fez foi dizer ao paralítico: “Filho, teus pecados estão perdoados”. Com isso, um grupo de fariseus – religiosos que conheciam muito os ensinamentos do judaísmo – começaram a pensar em seu coração: “Quem pode perdoar pecados, é só um: Deus! O que Jesus diz são blasfêmias sobre Deus”. Jesus, por sua vez, já sabendo como eram os pensamentos deles, disse-lhes: “O que vocês acham mais fácil dizer para esse homem? Que seus pecados foram perdoados? Ou que ele se levante, ande e volte para casa?” Então Jesus continuou dizendo: “Para vocês saberem que o Filho do Homem – essa expressão se refere a Jesus – tem o poder nesta Terra de perdoar os pecados, vou lhes mostrar”. E se voltou para o paralítico e disse: “Levante-se, ande e volte para casa”. Assim, nesse mesmo instante aquele homem que estava deitado na cama se levantou, louvou o nome de Deus e voltou andando para casa. Quem presenciou essa cena pensou: “Deus outorgou um poder maravilhoso a Jesus!” É esse episódio que está escrito na Bíblia (Marcos 2:1–12).

O que eu quero dizer é que, para os cristãos, Jesus é, em absoluto, o Senhor do Perdão. Afinal, ao dizer “filho, teus pecados estão perdoados”, um paralítico que estava acamado por tanto tempo de repente se levantou e voltou para a própria casa andando. E todos os que presenciaram essa cena ficaram realmente surpresos.

Portanto, por mais que digamos: “Jesus não é o Senhor do Perdão; ele é apenas o Senhor da Redenção. Meishu-Sama é o Senhor do Perdão”, os cristãos jamais aceitarão isso. Mesmo porque, para os cristãos a Bíblia é absoluta. Questionarão se estamos querendo dizer que esse episódio na Bíblia é mentira e, caso justifiquemos que “nas Sagradas Palavras de Meishu-Sama está escrito assim”, nunca chegaremos a um acordo. Ficaremos sempre falando um para o outro: “Não, não é isso”. Isso não mudaria durante séculos ou milênios e jamais seremos capazes de concretizar o que Meishu-Sama disse acerca da consonância com o cristianismo, a unificação das religiões e a salvação da humanidade. Ficaremos defendendo os próprios argumentos durante séculos, não é?

Na verdade, apesar de, por um lado, Meishu-Sama ter dito que Jesus é o Senhor da Redenção e ele próprio o Senhor do Perdão, por outro lado ele afirmou querer atuar em consonância com o cristianismo e que se aproximaria muito do cristianismo. Realmente nota-se aqui uma contradição. Outro exemplo: Meishu-Sama afirmou que construiria o Paraíso Terrestre, mas por outro lado escreveu a caligrafia “O Paraíso Terrestre existe no meu coração”. Ou seja, ele faz duas afirmações que aparentemente se contradizem. Assim sendo, ao invés de selecionar somente o que consideramos ser de fácil compreensão em suas Sagradas Palavras, temos que buscar compreender pontos que, à primeira vista, parecem ser contraditórios. É isso o que Meishu-Sama espera de nós.

No entanto, até hoje, apesar de contradições como essas existirem, na prática, temos ignorado as Sagradas Palavras que dizem que devemos atuar em consonância com o cristianismo e fingimos que só existem as Sagradas Palavras onde diz que Jesus é o Senhor da Redenção e Meishu-Sama é o Senhor do Perdão, justificando a nossa fé. Talvez isso teria sido, ou ainda estaria sendo difundido nos países cristãos. Todavia, no Japão, onde existem poucos cristãos, assuntos como quem é Jesus e quem é o Senhor do Perdão praticamente não vinham à tona.

Com relação ao que podemos fazer sobre as contradições que acabei de mencionar, isso é uma alternativa, ou seja, deixar de lado a questão referente a atuação em consonância com o cristianismo e apenas adotar um outro ensinamento, uma das Sagradas Palavras.

Porém, há algo que precisa ser dito. Se avançarmos dessa maneira, seremos obrigados a afirmar algo como: “A Bíblia está errada”, “Não tem sentido o que muitas pessoas fizeram até hoje em rogar o perdão dos próprios pecados a Jesus através do sacramento da confissão” e “A história do cristianismo, que considera Jesus como o Senhor do Perdão, está totalmente errada”.

Os senhores realmente acham que os mais de dois bilhões de cristãos no mundo inteiro dirão: “A Bíblia estava errada”, “O episódio da cura do paralítico é uma mentira” ou “A história do cristianismo, na qual as pessoas imploraram o perdão de seus pecados a Jesus, é tudo mentira”? Acho muito difícil que isso venha a acontecer.

Uma outra forma de lidar com as contradições que eu estou mencionando é não as trazer à tona. Ou seja, acerca da questão referente ao Senhor do Perdão e Senhor da Redenção, mantê-la simplesmente como uma questão interna, dizendo que Jesus é apenas o Senhor da Redenção e Meishu-Sama o Senhor do Perdão, que Meishu-Sama é superior a Jesus, que precisa omitir esse assunto perante a sociedade e que a fé em Meishu-Sama consiste nos milagres pelo Johrei, nas atividades relacionadas à agricultura e à arte. Enfim, dizer que questões como o Senhor da Redenção, Senhor da Salvação e Senhor do Perdão são temas complicados, que precisam ser evitados por não querer criar desavenças com o cristianismo. Acho que, na prática, é dessa maneira que foi feito no Japão.

Então, existe um caminho em que eu acredito para lidarmos com essa contradição existente entre as duas Sagradas Palavras que mencionei há pouco.

Obviamente, passei a ter essa crença graças às orientações de Kyoshu-Sama, mas ao mesmo tempo em que acredito nesse caminho, estou convicto de que se trata de uma verdade absoluta.

E o que seria isso? Mesmo tratando-se de Senhor da Redenção, Senhor da Salvação e Senhor do Perdão, no final das contas, esse “Senhor” não é outro senão Deus!

Quem perdoa é Deus; quem salva é Deus; e mesmo que vocês digam que o Senhor da Redenção implora o perdão a Deus, aquele que faz surgir o sentimento de “implorar” é Deus. Assim sendo, apesar de dizermos Senhor da Redenção, Senhor da Salvação ou Senhor do Perdão, estamos nos referindo a um único Deus.

Apesar de Meishu-Sama ter dito que Jesus é o Senhor da Redenção e que ele próprio é o Senhor do Perdão, ambos são um só abaixo de Deus e, portanto, podemos dizer: “Jesus e Meishu-Sama: abaixo de Deus, os dois são um só; Cristo e Messias: abaixo de Deus, os dois são um só”. Assim sendo, na verdade, um não é superior ao outro.

Talvez algumas pessoas queiram me indagar: “Você faz essa afirmação, mas você tem provas?” Eu lhes digo: Há provas. Eu tenho provas.

Conforme eu mencionei no mês passado, ao ser questionado a respeito da definição do termo Messias, Meishu-Sama disse que, quanto a isso, não havia uma definição clara até a primeira metade do século XX, mas finalmente, a partir de então, o poder de Deus se manifestaria. Disse também que estava certo de que, no Ocidente, o Cristo demonstrará o seu verdadeiro potencial. Vejam bem: Meishu-Sama disse que com a manifestação do poder de Deus, estava certo de que o Cristo demonstrará o seu verdadeiro potencial.

Ele também afirmou que, no Oriente, o Messias sem dúvida alguma fará o mesmo, afirmando em seguida que isso não pode ser entendido através dos conceitos religiosos que tivemos até hoje. E o que vem a ser o conceito religioso que tivemos até hoje acerca de Messias? Isso se refere ao conceito de que somente uma pessoa pode ser o Messias, ou definir quem é superior e quem é inferior.

No entanto, Meishu-Sama afirmou que isso não pode ser entendido através dos conceitos religiosos que tivemos até hoje e que, com a manifestação do poder de Deus, o Cristo demonstrará o seu verdadeiro potencial e o Messias também demonstrará o seu verdadeiro potencial. Isso significa que, para Meishu-Sama, Jesus e ele próprio são, abaixo de Deus, dois e, ao mesmo tempo, um só.

Meishu-Sama compôs o seguinte salmo:

“Rodeado por gritos alegres e retumbantes de ‘Aleluia!’, / O Messias-Cristo desce. / E, ah, ele desce tão silenciosamente!”

Muitos talvez o conheçam por fazer parte da Coletânea de Salmos entoados nos cultos matinal e vesperal no Japão.

Sinto que ao compor esse salmo, Meishu-Sama não quis descrever a figura de Messias e Cristo descendo dos Céus como existências distintas uma da outra. Pelo contrário, Messias e Cristo, os dois como um só, desceram dos Céus como o espírito de Deus. Não seria esse o sentido dessas Sagradas Palavras? Não é por causa dessa cognição que Meishu-Sama afirmou que o Messias-Cristo desceu?

É por isso que eu acho esse salmo extraordinário!

Assim sendo, onde desceu esse espírito de Deus que é o Messias-Cristo? Kyoshu-Sama está orientando agora que ele desceu em cada um de nós, e é nisso que nós acreditamos, não é?

Entretanto, se nós dissermos para os cristãos: “A alma de Deus, que é o Messias e o Cristo, desceu em mim”, o que aconteceria? É bem capaz que eles perguntem: “Isso significa que você é a Segunda Vinda de Cristo?”

A Segunda Vinda de Cristo pode não ser muito familiar para os japoneses, mas Meishu-Sama fez inúmeras declarações a respeito da Segunda Vinda de Cristo.

O significado de cada uma dessas Sagradas Palavras é, em suma, o mistério de todos os mistérios. Seria necessário bastante tempo para eu desvendar cada uma delas aqui e agora, mas dentre os salmos que Meishu-Sama compôs com relação à Segunda Vinda de Cristo temos o seguinte:

“Ó cristãos! / Até mesmo vocês se assustarão! / O momento tão esperado por todos, / O momento da Segunda Vinda de Cristo, finalmente chegou!”

Nele, Meishu-Sama afirma que finalmente chegou o momento da Segunda Vinda de Cristo e que, portanto, até mesmo os cristãos se assustarão.

Meishu-Sama afirma que até mesmo os cristãos se assustarão! Ao afirmar que até mesmo os cristãos ficarão surpresos, isso significa que ele estava supondo que alguém ficaria surpreso antes deles. Será que o alguém em questão não seria cada um de nós? Se até mesmo os cristãos se assustarão, quem se assustará antes deles? A resposta é: nós. Meishu-Sama está dizendo que é óbvio que seus seguidores ficarão assustados, mas até mesmo os cristãos se assustarão com isso!

Mas, apesar de Kyoshu-Sama ter orientado que a alma do Messias, a alma do Cristo, existe dentro de cada um de nós, será que nós ficamos pelo menos uma vez assustados? Ao invés disso, nosso sentimento se limitava em saber se nós mesmos aceitamos ou não, se está ou não nas Sagradas Palavras de Meishu-Sama e se acreditamos ou não nisso. Não era isso o que nós sentíamos?

Porém, na verdade, a Segunda Vinda de Cristo, ou seja, a alma do Cristo – bem, afinal, Cristo e Messias são dois e um ao mesmo tempo – a alma do Cristo descer novamente em nós e se alojar dentro de cada um de nós é algo realmente assustador, não é?

Certamente, Meishu-Sama fez inúmeras declarações acerca da Segunda Vinda de Cristo. Ele afirmou que Cristo é uma existência que antecede Jesus, que se trata de uma alma peculiar, que desceu em uma determinada pessoa, entre outras afirmações. No entanto, ele afirma que até mesmo os cristãos se assustarão e, portanto, se a Segunda Vinda de Cristo que Meishu-Sama se refere for algo completamente diferente da visão que os cristãos têm acerca dela, eles não ficarão nem um pouco assustados, não acham?

Mesmo que tivéssemos nossa própria visão da Segunda Vinda de Cristo, tanto para os cristãos como para as pessoas da sociedade em geral, apenas seríamos vistos como um grupo de “esquisitos” com pensamentos estranhos, e não passaria disso.

Porém, se dissermos aos cristãos: “A Segunda Vinda de Cristo que vocês dizem já chegou! Ela já chegou!”, acho que eles ficarão um pouco assustados.

No entanto, ao falarmos isso, surgirá a próxima questão que é referente ao falso cristo. Se alguém disser: “Eu sou a Segunda Vinda de Cristo”, normalmente essa pessoa será tratada como um falso cristo.

Assim sendo, se dissermos para a sociedade e para os cristãos: “Meishu-Sama é a Segunda Vinda de Cristo”, certamente dirão: “Não! Ele é um falso cristo”. Mas nós não estamos dizendo que a Segunda Vinda de Cristo é só Meishu-Sama.

Não só Meishu-Sama, mas nós que somos seus seguidores e os cristãos também – todos nós – somos a Segunda Vinda de Cristo. Portanto, se alguém afirmar que determinada pessoa é a Segunda Vinda de Cristo, é óbvio que ela será vista como um falso cristo. Mas podemos dizer que a Segunda Vinda de Cristo foi consumada dentro de toda a humanidade, sem exceção, dentro de cada um de nós, dentro de todos os seres humanos. A alma que desceu dos Céus – a alma que Meishu-Sama chamou de Messias-Cristo – desceu silenciosamente e habita em nós. Sem que percebamos, ela já desceu. Meishu-Sama disse que ela desce tão silenciosamente. Essa é uma expressão peculiar, não acham? Sinto que ele quis alertar a todos que essa alma já chegou até nós sem que percebamos.

Mas, acerca disso, para aqueles que querem me dizer que “não, só Meishu-Sama é a Segunda Vinda de Cristo”, certamente vão me questionar se há como provar o que estou dizendo e se tenho provas de que a Segunda Vinda de Cristo não é apenas para Meishu-Sama, mas também para todos nós. Então, deixem-me lhes dizer o seguinte: Eu tenho. Eu tenho provas.

Creio que muitos saibam que, durante os encontros com os membros, Meishu-Sama respondia a inúmeras perguntas feitas por seus seguidores. Certa ocasião, teve um membro que fez uma pergunta relacionada a Jesus e Meishu-Sama respondeu dizendo que, através da expiação dos pecados, Jesus Cristo assumiu os pecados de toda a humanidade e que, portanto, tínhamos que orar a Jesus e agradecer por esse grandioso amor. Entretanto, ele disse que isso foi bom até então, mas que já não era mais necessário. Principalmente para quem tinha se tornado membro da Igreja Mundial do Messias, já não havia mais essa necessidade. Isso porque o Cristo já havia retornado. Foi isso que Meishu-Sama disse, e também afirmou que há um profundo significado nisso e que, futuramente, ele o explicaria detalhadamente. (Revista Paraíso Terrestre, N.º 28)

Meishu-Sama disse que o normal seria nós agradecermos a expiação dos pecados por Jesus Cristo dizendo: “Muito obrigado por assumir os nossos pecados”, mas que isso já não era mais necessário após nos tornarmos membros da Igreja Mundial do Messias porque o Cristo já havia retornado.

Assim sendo, o normal seria nós precisarmos venerar e orar agradecendo a expiação dos pecados por Jesus Cristo. Mas, se aceitarmos que nós somos a Segunda Vinda de Cristo, já não será mais necessário venerar e orar dessa maneira, não é? Afinal, nós seríamos isso! A nossa verdadeira essência seria a própria alma do Cristo e, portanto, já não se trataria mais de rogar a alguém: “Por favor, perdoais os pecados”. Isto porque, nós mesmos seríamos esse alguém!

Além do mais, Meishu-Sama não está afirmando: “Somente eu não preciso mais venerar”. Ele afirma que se nos tornarmos membros da Igreja Mundial do Messias, não será necessário venerarmos. Ou seja, se a Segunda Vinda de Cristo não tivesse sido consumada dentro dos membros da Igreja Mundial do Messias, não teria como ele fazer essa afirmação, não é? Caso a Segunda Vinda de Cristo tivesse acontecido somente em Meishu-Sama, ele teria dito algo como “venerem somente a mim” ou “vocês precisam venerar, mas eu não tenho que fazer isso”. Mas, ao invés disso, Meishu-Sama disse que “não será mais necessário venerar, caso se tornem membros da Igreja Mundial do Messias. Por quê? Porque a Segunda Vinda de Cristo já aconteceu”. Além disso, ele também disse que há um profundo significado nisso e que futuramente, o explicaria detalhadamente. Essas Sagradas Palavras foram ditas por Meishu-Sama em 1951, mas, mesmo assim, acabamos não recebendo essa explicação detalhada e assim viemos até hoje. No entanto, será que não começamos a receber “dicas” sobre esse profundo significado graças ao que Kyoshu-Sama está orientando agora?

Originalmente, a Segunda Vinda de Cristo para os cristãos significa que, algum dia, Jesus Cristo voltará e, nesse momento, ocorrerá uma seleção entre pessoas boas e pessoas más; os maus serão extintos e apenas os bons restarão, estabelecendo o magnífico Reino de Deus. Eis como é vista a Segunda Vinda de Cristo e os cristãos esperam por ela. Eles esperam pelo retorno de Jesus Cristo e o estabelecimento do Paraíso habitado somente por pessoas boas.

Nós, porém, já não estamos mais esperando por isso. Cremos que a alma do Deus Altíssimo já existe em nós e que o Paraíso já foi estabelecido.

É por isso que nós podemos dizer aos cristãos: “Evidentemente, Jesus é o Senhor da Redenção, o Senhor da Salvação e o Senhor do Perdão”. Mas não é só isso. Há algo que nós precisamos transmitir a todos os cristãos: “Mas, ainda lhes resta a questão referente à Segunda Vinda de Cristo; ainda lhes resta a questão referente ao estabelecimento do Reino dos Céus”.

Podemos dizer aos cristãos o seguinte: “É nisto que nós, membros da Igreja Mundial do Messias, acreditamos”, “Acreditamos que Jesus Cristo já retornou dentro de cada um de nós; o Reino dos Céus já foi estabelecido. E não é só isso. Também acreditamos que a Segunda Vinda de Cristo, tão almejada por todos vocês, cristãos, já foi consumada dentro de cada um de vocês; o Reino dos Céus que todos vocês tanto esperam também já chegou”, “Por isso, mesmo que sentimentos ruins surjam dentro de todos vocês, não há a necessidade de ficar para sempre achando que eles precisam ser perdoados”, “A razão de sentimentos ruins virem à tona é porque o Reino dos Céus já chegou; é por ele ter chegado que muitas pessoas, que estão dentro de nós e que não sabiam disso, se reúnem em nosso coração desejando entrar em contato com a salvação do Reino dos Céus”, “Não é que, doravante, construiremos um mundo melhor. Obviamente, isso ocorrerá no final, mas não ficaremos somente falando que o mundo está repleto de problemas enquanto esperamos pelo Reino dos Céus”, “Isto porque, o mundo ideal já existe dentro de nós – o Reino dos Céus na Terra, o melhor de todos os mundos, já está pronto”, “É porque ele já está pronto que muitas pessoas querem entrar nele e ter contato com a salvação do Reino dos Céus, e é por isso que muitos problemas ocorrem no mundo e muitos sentimentos e pensamentos se reúnem em nosso coração” e “Dentro de nós, já existe a Luz, que é a mais sublime salvação. Se dentro de nós existe a mais sublime salvação, é óbvio que muitas pessoas vêm até nós em busca dela, pois todos querem ir para um local bonito, não é mesmo?” É isso o que podemos dizer a todos os cristãos.

Além dos cristãos, geralmente as pessoas na sociedade pensam o seguinte: “Será que o mundo não se tornará, gradativamente, num mundo harmonioso? É por esse motivo que precisamos nos empenhar”. Porém, nós não somos assim. Meishu-Sama afirmou que existe a grandiosa harmonia de Deus, ou seja, dentro de cada um de nós, o mundo harmonioso de Deus já foi edificado.

A salvação final e decisiva – a salvação final e decisiva para toda a humanidade – que não foi alcançada e nem realizada no cristianismo foi informada a todos nós e é isso o que nos foi confiado por Deus.

Quando penso a respeito disso, acho que a razão pela qual Meishu-Sama disse: “Jesus é o Senhor da Redenção e eu sou o Senhor do Perdão”, provém da sua forte autoestima. Acho que ele disse isso devido à forte autoestima que sentia pela grande missão que lhe foi confiada: a última e decisiva salvação.

Evidentemente, talvez essa salvação não tenha sido concretizada no cristianismo, mas, na verdade, Jesus deixou o protótipo do Senhor do Perdão. O que nós estamos tentando fazer agora não é algo tão pequeno como dizer: “Jesus é superior” ou “Meishu-Sama é superior”. Não é isso. Estamos participando de algo em uma escala muito maior, muito maior.

Portanto, embora vários sentimentos surjam dentro de vocês ao ouvir algo como “atuar em consonância com o cristianismo” ou “a Igreja Mundial do Messias vai se aproximar muito do cristianismo”, ou ouvir outras questões relacionadas ao cristianismo, vocês devem se lembrar que Meishu-Sama disse que fatores relacionados a Cristo ou Messias são algo que “não pode ser entendido através dos conceitos religiosos que tivemos até hoje”.

E será que realmente conseguimos entender o que Meishu-Sama quis dizer ao afirmar que quando Deus manifestar Seu poder, Jesus Cristo também manifestará o dele? Será que conseguimos entender o significado de “Messias-Cristo”? Não, nós não conseguimos, não é? Nós não fomos capazes de entender as Sagradas Palavras de Meishu-Sama até hoje, mas agora, através de Kyoshu-Sama, finalmente estamos começando a entendê-las um pouco mais.

Falta apenas um mês para o término do ano. Não devemos apenas terminar este ano sem fazer nada com os nossos sentimentos incertos e desconfortáveis relacionados à atuação em consonância com o cristianismo e ao fato de nos aproximarmos dele, mas sim, devemos pôr um ponto final nesses sentimentos antes que este ano termine. Ainda temos mais um mês, portanto, vamos encarar de frente o que estamos sentindo com relação ao cristianismo, decidir como queremos avançar de agora em diante e acabar com quaisquer sentimentos remanescentes. Será que vocês conseguem isso?

Se não for assim, então isso significa que nós queremos voltar novamente para aquela fé antiga? Não, não queremos voltar, não é verdade? Nós já decidimos que vamos percorrer este caminho. Assim sendo, ao invés de passarmos a virada de ano presos a sentimentos e pensamentos incompletos e imprecisos que existem em nós – sentimentos que se acumularam em nosso coração como dúvidas, não se sentir convencido ou achar difícil acompanhar o ritmo atual – como a maravilhosa Obra Divina vai avançar cada vez mais a partir do próximo ano, temos que definir claramente dentro de nós, o seguinte: “O caminho que eu estou percorrendo agora é o caminho da verdadeira salvação por Meishu-Sama”, e decidir que trilharemos esse caminho com grande esperança. Estou realmente ansioso em poder percorrê-lo a partir de hoje e no próximo ano também, juntamente aos senhores.

Cada um de nós, qualquer um de nós, primeiro veio a conhecer Meishu-Sama através dos milagres pelo Johrei e, por esse motivo, está aqui hoje. Isso é algo absolutamente inegável. Por quê? Porque Deus nos contemplou com uma bênção como essa.

No entanto, Meishu-Sama, em seu último ano de vida terrena, quando anunciou que havia nascido de novo como o Messias, usou a seguinte expressão para se referir ao que aconteceu com ele: um milagre acima de qualquer milagre. Ele reuniu os principais ministros em sua residência, o Hekiun-so, e quando anunciou suas palavras a respeito do nascimento do Messias, disse que era um milagre acima de qualquer milagre. Naquela época, porém, não ocorreu nenhum milagre com relação às dores causadas pelos sintomas do derrame cerebral hemorrágico que o fazia sofrer muito. As dores ainda continuavam e Meishu-Sama ascendeu aos Céus no ano seguinte sem que o derrame cerebral tivesse sido curado.

Portanto, o primeiro milagre que recebemos através do Johrei foi, em suma, um milagre da vida humana. Estávamos prestes a perder a vida ou sofríamos dores físicas, mas isso foi curado e todos recebemos a vida humana, a saúde humana – a vida neste mundo, a saúde neste mundo. No entanto, receber o milagre acima de qualquer milagre não é receber a vida humana, mas sim, a vida eterna.

O primeiro milagre através do Johrei foi um milagre que levou todos à vida humana. O milagre acima de qualquer milagre é um milagre que os leva à vida eterna. E foi esse sublime milagre que Meishu-Sama nos legou em seus últimos anos de vida terrena. Assim como a doença de Meishu-Sama não se curou, apesar de este sublime milagre ter acontecido, pode ser que o mesmo ocorra conosco. Mesmo ao tomarmos conhecimento desse sublime milagre, pode ser que não sintamos nada. Simplesmente podemos pensar: “Tudo bem. Mas e daí?” No entanto, embora não houvesse nenhum sinal ou mudança aparente, Meishu-Sama disse que nascer de novo como o Messias era um milagre acima de qualquer milagre.

Acredito que todos nós ficamos realmente felizes quando recebemos o primeiro milagre através do Johrei. Acho que nem sequer passou pela nossa cabeça as metas a serem alcançadas ou como faríamos para difundir às outras pessoas. Movidos pela alegria que transbordava por termos recebido a vida, queríamos que muitas pessoas soubessem que existe algo tão maravilhoso como isso. Acho que era isso o que queríamos transmitir.

Porém, agora nós sabemos do milagre acima de qualquer milagre da vida eterna, que é muito melhor do que isso. Um milagre que supera a alegria que tivemos ao receber o primeiro milagre da “carne”. Na verdade, estamos recebendo o mais sublime de todos os milagres. A Segunda Vinda de Cristo, o espírito de Deus que desce rodeado por gritos alegres e retumbantes de “Aleluia!”, tudo isso existe dentro de nós! A alma de Deus, o Reino dos Céus, já chegou ao nosso interior. O que a humanidade tanto ansiou, o que os cristãos tanto ansiaram já existe dentro de cada um de nós, já existe dentro da humanidade!

É isso o que nós passamos a ficar sabendo. Por isso, acho estranho as pessoas ficarem pensando em “como transmitir” isso a outras pessoas, enquanto o natural seria querer ardentemente transmitir, independentemente da forma. Mas, para dizer a verdade, Deus predeterminou que toda a humanidade receberá essa salvação um dia. Portanto, estou convencido que o júbilo de entrar em contato com esse verdadeiro milagre – o júbilo de saber que a Segunda Vinda de Cristo já chegou, que o Paraíso já chegou – definitivamente tocará o coração das pessoas e, por meio da vibração do nosso júbilo, Deus reunirá muitas pessoas, uma de cada vez. E chegará o dia – esse dia certamente chegará – em que seremos unidos como um só ser sob o nome Messias perante Deus, junto a Meishu-Sama e Jesus. Não importa o quanto vocês neguem, certamente esse dia vai chegar.

Muito obrigado.

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