Nós não ocultaremos Deus e a religião

 
Meishu-Sama

Vocês podem achar estranho ouvir isso de mim, mas antes do fim da Segunda Guerra Mundial, eu não pude fazer nada relacionado à religião. Eu estava fazendo algo chamado de Terapia Purificadora Japonesa, que é uma forma de terapia popular, mas dificilmente eu chamaria isso de obra apropriada. Depois da guerra, veio a liberdade religiosa e, finalmente, pude fazer algo religioso. Eis o porquê da minha Igreja ter crescido e se tornado o que é hoje, e por isso pude publicar livros como Nós Salvaremos os Estados Unidos

Sermão de 20 de outubro de 1952

Desde antes, eu queria atuar como religião, mas isso era simplesmente impossível antes do fim da Segunda Guerra Mundial. Portanto, relutantemente, fiz algo chamado Terapia Purificadora, uma forma de terapia popular. Não tive outra escolha, pois o que era relacionado à religião estava simplesmente fora de questão. Mas o fim da guerra trouxe a liberdade religiosa e, finalmente, pude fundar uma organização religiosa.

Sermão de 17 de dezembro de 1952

Durante aquela época, a sociedade criticava muito as novas religiões e, portanto, não tinha o que fazer. Eu não podia dizer que religião era o que eu queria fazer. Mesmo com relação ao tratamento, tive que esconder nossa verdadeira identidade e fazer isso como uma terapia popular, sob o nome de Terapia Purificadora Japonesa. Naquela época, as autoridades estavam em alerta máximo contra a religião, então não pude fazer nada. Mas a guerra acabou e a liberdade religiosa passou a existir, o que foi uma grande bênção para mim. Pude, após tantos anos, registrar oficialmente minha organização religiosa em agosto de 1947 e iniciar minha obra religiosa. A partir de então, pude fazer o que realmente queria fazer.

Sermão de 16 de junho de 1953

Originalmente, a minha Igreja Mundial do Messias iniciou oficialmente suas atividades como organização religiosa em agosto de 1947. Até então, a opressão vinda dos oficiais era tão severa que fui forçado a fazer minha obra na forma de terapia popular, sob o nome de Terapia Purificadora Japonesa. Posto isso, como o poder de cura era fraco sem a fé, então fiz algumas pessoas reverenciarem a imagem de Kannon. A fé Kannon era algo tradicional e aceito pelas autoridades – acho que vocês podem visualizar o quanto eles odiavam as novas religiões. Mas como eu fui sortudo! Depois da guerra, veio a democracia e a liberdade religiosa, e agora eu consigo avançar minha obra por meio de uma organização religiosa, aberta e publicamente.

“Porque a nossa Igreja floresce”,
30 de setembro de 1953

 
Kyoshu-Sama

Na sociedade, muitas vezes escutamos algo como “flores para um mundo melhor”, onde plantamos flores com o objetivo de criar um ambiente mais belo ao nosso redor, o que, por sua vez, serve para a melhoria da mente humana, prevenindo assim, por exemplo, que jovens se envolvam em crimes. Bem, vocês captaram a ideia, certo? Através das flores, as pessoas estão tentando confortar e acalmar a mente humana. Sim, é claro que isso não é uma má ideia, mas será que na sociedade essas atividades são o mesmo que “criar o Paraíso por meio das flores”, sobre o qual Meishu-Sama explanou? Não, elas não são. Há uma enorme diferença entre o que as pessoas fazem na sociedade e o que Meishu-Sama nos ensinou.

Em “Características peculiares da salvação pela nossa religião”, Meishu-Sama disse que o que ele faz é “diferente de todas as outras religiões”, não disse? Portanto, há uma diferença e, na verdade, precisa haver uma diferença entre “criar um mundo melhor”, sobre o qual as pessoas na sociedade geralmente falam, e “criar o Paraíso”, sobre o qual Meishu-Sama explanou.

Não se equivoquem. Nosso objetivo é, obviamente, tornar esse mundo um lugar melhor, mas o que Meishu-Sama quis dizer quando ele disse: “criar o Paraíso”?

Agora, podemos substituir a palavra Paraíso por o Mundo de Deus, certo? O mundo de Deus é o Paraíso, não é? Se assim for, será que existe algum mundo, seja espiritual ou material, que não é governado por Deus?

Não, certo? De fato, será que Deus não vive até mesmo em um deposito de lixo? Será que Deus não vive em todos os nossos sentimentos, tanto bons quanto ruins? Sim, Ele vive. Ele gerou esses sentimentos, pois Ele é o Criador de tudo.

Deus é quem criou tudo o que existe e, ao mesmo tempo, governa tudo o que criou. O mundo invisível e o mundo visível, todas as dimensões no Universo e até mesmo o passado, presente e futuro – todos são governados por Deus. É esse Deus que avança a Sua obra de salvação dentro de cada um de nós agora mesmo.

No que diz respeito às atividades com a flor, a diferença entre nós e aqueles que fazem coisas similares na sociedade é que quando nós, seguidores de Meishu-Sama, preparamos um arranjo floral em algum lugar, reconhecemos que não há local que não seja o mundo de Deus, incluindo o local que vamos ornamentar com flores. Nós reconhecemos que o Paraíso de Deus já existe no local onde vamos ornamentar com flores.

Acerca da Ikebana e da Arte
24 de outubro de 2018


Masaaki-Sama

Embora a Associação Promotora da Terapia Purificadora Japonesa, uma organização não-religiosa, estivesse crescendo e atraindo muitos membros, Meishu-Sama decidiu fechá-la e, no lugar dela, fundou a Igreja Kannon do Japão, uma organização religiosa, em 1948. Meishu-Sama fez isso enquanto havia muitos que se opuseram a esse movimento e, como resultado, eles o deixaram. Em suma, a principal preocupação de Meishu-Sama não era se suas atividades seriam aceitas pela sociedade ou não. Nossa atitude deve ser a mesma.

Hoje em dia, as pessoas falam a respeito de “alimento orgânico”, alimento natural ou isso e aquilo, certo? Na minha opinião, acho que estamos nos iludindo com essas coisas, pensando que a civilização humana avançou de alguma forma. Quando falamos sobre alimentos orgânicos, costumamos dizer que a ciência provou algo ou que o poder da Natureza é grande, ou algo parecido. Mas, por que ninguém admite o poder de Deus? Quando vamos fazer isso?

Eu diria que somos realmente bons em ocultar Deus, não acham? Quando tentamos divulgar a Agricultura Natural, nós dizemos: “Já que o mundo natural é a criação de Deus, está tudo bem em dizer à sociedade: ‘Vamos valorizar o poder da Natureza e comer alimentos saudáveis!’” – somos muito bons em ocultar Deus. Mas devemos ser o oposto, certo? O que devemos dizer ao mundo inteiro quando divulgamos a Agricultura Natural é o seguinte: “Já que Deus preparou o mundo natural, vamos agradecer ao Deus único quando nos alimentamos”. Será que essa não é a atitude correta, caso nosso desejo seja divulgar a Agricultura Natural de Meishu-Sama?

Dizemos que “precisamos remover elementos religiosos na divulgação da Agricultura Natural” ou que “precisamos que o maior número possível de pessoas se junte a esse movimento”. Tudo isso é aceitável, mas de que adianta desenvolvermos a Agricultura Natural de Meishu-Sama, se ocultamos Deus? “Nossa! Agora eu sei que Deus desenvolve e prepara todas as safras e alimentos!” – é isso, certo? Queremos apenas que o maior número de pessoas pense dessa maneira, certo?

[…] Ou será que nós temos vergonha de apresentar Deus ao mundo quando divulgamos a Agricultura Natural? Não, certo? Na verdade, não devemos ter vergonha de trazer Deus à tona em tudo o que fazemos. Caso contrário, Meishu-Sama pode nos dizer: “Vejo que vocês estão ocultando a palavra Deus. Qual é a razão para vocês fazerem isso? Será que Deus é algo para se ter vergonha?” Precisamos realmente começar a mudar nossa maneira de fazer as coisas, uma a uma.

Encontro com ministros
31 de outubro de 2016

 
Publicado na Revista Glória, N.º 16, 1º de maio de 2021

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