Versão em PDF: Ordem_Masaaki-Sama

Boa tarde!

Como seguidores de Meishu-Sama, há um questionamento muito sério que devemos nos fazer.

Isto é: Meishu-Sama continua vivo ou não?

Ele está vivo ou, para ser mais claro, ele está morto? Qual deles seria?

Dentre os senhores, acho que existem pessoas que pensam: “Isso não é um questionamento tão sério. É óbvio que Meishu-Sama está vivo e atuando. Não há nada mais óbvio do que isso!” Mas eu acho que isso não se resume em algo tão simples assim.

Vocês querem que Meishu-Sama esteja vivo, ou melhor, querem que Meishu-Sama esteja vivo somente se ele agir e pensar como vocês desejam. Não é o que vocês dizem? Vocês querem que a imagem de Meishu-Sama que vocês criaram esteja viva.

Mas se Meishu-Sama estivesse realmente vivo agora, ele poderia lhes dizer que o que vocês estão fazendo agora não está de acordo com o desejo dele. Vocês estão prontos para que esse Meishu-Sama esteja vivo?

E quem é esse Meishu-Sama? É o Meishu-Sama que subitamente retirou os nomes Kannon e Miroku do nome da Igreja, fundou a Igreja Mundial do Messias e, com relação ao Johrei, afirmou em seus últimos anos de vida terrena que “o Johrei já não é mais tão importante”. E não é só isso. Trata-se do mesmo Meishu-Sama que fez com que toda essa revolução ocorresse em apenas poucos anos!

Já se passaram várias décadas desde a ascensão de Meishu-Sama. O que realmente Meishu-Sama deseja agora? Alguém seria capaz de dizer o que realmente ele deseja agora? Será que vocês o conseguem?

Vocês podem querer dizer: “Estou vivendo de acordo com a vontade de Meishu-Sama”. Ou “estou fazendo isto e aquilo porque isso é o que Meishu-Sama quer”. Bem, se Meishu-Sama estivesse realmente vivo, ele poderia dizer diretamente: “Não é isso o que eu quero”. Ele pode claramente rejeitar o que vocês estão fazendo agora.

Muitos sabem disso, mas o número de dissidências que professam a fé em Meishu-Sama é muito grande. Existem muitas organizações religiosas que veneram Meishu-Sama como seu fundador. Assim sendo, se Meishu-Sama estivesse de fato vivo, como naturalmente a vontade de Meishu-Sama é única, se existissem, por exemplo, dez organizações religiosas, talvez Meishu-Sama afirmasse o seguinte: “Dentre essas dez organizações, nove não correspondem ao meu sentimento”. Ou talvez ele dissesse claramente: “A organização que corresponde ao meu sentimento é esta!” Bom, também poderia acontecer de nenhuma das dez organizações servir, e talvez ele dissesse: “Nenhuma corresponde ao meu sentimento”. O que faríamos se Meishu-Sama dissesse isso? Não teríamos o que fazer, não é verdade?

Vocês podem querer dizer para Meishu-Sama o seguinte: “O que nós estamos fazendo é baseado em teus ensinamentos, Meishu-Sama! O que fazemos é aceito e elogiado pela sociedade, Meishu-Sama! Estamos trabalhando junto às pessoas ao nosso redor, Meishu-Sama! Somos altamente reconhecidos por muitos, Meishu-Sama!” Mas, não importa o que vocês digam para Meishu-Sama, se ele disser para vocês: “Não é isso o que eu quero”, senhores, isso será o ponto final da história.

Então, quando penso nisso tudo, mesmo que vocês queiram que Meishu-Sama esteja vivo e ativo, devo lhes dizer que eu duvido. Será que vocês realmente querem que Meishu-Sama esteja vivo? Bem, isso não é tão fácil quanto vocês pensam.

Então, na verdade, o questionamento que devemos fazer a nós mesmos não é se Meishu-Sama continua vivo ou não, mas se realmente queremos que Meishu-Sama esteja vivo ou não. Esse é o questionamento que cada um de nós deve fazer a si próprio. É isso o que eu penso.

O Meishu-Sama que age e pensa conforme vocês desejam: eu acho que é esse Meishu-Sama que vocês querem que esteja vivo. O Meishu-Sama que aprova e aplaude e brinda o que vocês fazem: é esse Meishu-Sama que vocês querem que esteja vivo. Mas será que vocês querem que um Meishu-Sama que tenha autoridade absoluta e incontestável esteja vivo? Vocês querem?

“A sua postura de fé não corresponde nem um pouco ao meu sentimento”: o que faríamos se Meishu-Sama nos dissesse claramente isso? Seria o nosso fim. Mas, se ele estivesse de fato vivo, existiria a possibilidade de ele nos dizer essas palavras, não é?

Facilmente dizemos: “Sim, Meishu-Sama está vivo. Sim, quero que ele esteja vivo”. Mas será que vocês conseguem dizer isso com coragem e realmente querem falar isso? Eu acho que cada um de nós precisa pensar seriamente a respeito disso.

Preciso, então, entrar no assunto referente à Igreja Messiânica Mundial. A própria Igreja Messiânica Mundial considera que Meishu-Sama está vivo e atuando, certo?

E o que isso significa? Significa que a Igreja Messiânica Mundial possui um regulamento, onde isso está determinado.

Como todos sabem, as regras que mais devemos seguir e obedecer como membros da Igreja Messiânica Mundial estão claramente estipuladas no estatuto e nos regulamentos da Igreja. Ambos são de natureza um pouco diferente. O estatuto é para as autoridades, mas os regulamentos estabelecem as regras da nossa fé, que tipo de caminho de fé os membros da Igreja Messiânica Mundial devem trilhar.

Agora, os regulamentos da Igreja indicam claramente o que vem a ser o Kyoshu da Igreja Messiânica Mundial e qual é o seu papel dentro da Igreja. Em uma dessas regras está estipulado que “Kyoshu herda a sagrada obra do fundador”, ou seja, Kyoshu-Sama é aquele que sucede a Meishu-Sama e herda sua sagrada obra. Isso é uma regra da nossa Igreja.

Não existe meia-interpretação para “herdar a sagrada obra do fundador”. Ou seja, Meishu-Sama ascendeu aos céus em 1955 e, com isso, ele passou a não estar mais fisicamente aqui na Terra. Será que isso significou o fim da Obra Divina de Meishu-Sama no Mundo Material? Não, não significou. Existe alguém que herda a obra de Meishu-Sama, e essa pessoa é Kyoshu-Sama.

“Após sua ascensão, Meishu-Sama estará vivo e atuando através do Líder Espiritual, Kyoshu, da Igreja Messiânica Mundial”. Isso, em poucas palavras, é uma regra da nossa Igreja estabelecida claramente nos regulamentos da Igreja. Caso alguém não esteja satisfeito com essa regra, essas pessoas não precisam ser membros da Igreja Messiânica Mundial.

Foi por isso que, após a ascensão de Meishu-Sama, primeiro a sua esposa assumiu essa herança, tornando-se Nidai-Sama – Segunda Líder Espiritual. Posteriormente, essa herança foi assumida pela filha de Meishu-Sama, que se tornou Sandai-Sama – Terceira Líder Espiritual – e, depois dela, o Sr. Yoichi Okada, neto de Meishu-Sama, assumiu sua herança e se tornou Yondai-Sama – Quarto Líder Espiritual, o atual Kyoshu-Sama. Bom… agora estamos passando por essa “pequena” desavença, não é?

Logo após a determinação “herda a sagrada obra do fundador”, existe um trecho importantíssimo no regulamento da Igreja que é: “unifica a Igreja Messiânica Mundial com base nos ensinamentos”. Ou seja, o Kyoshu da Igreja Messiânica Mundial herda a sagrada obra do fundador e unifica a Igreja Messiânica Mundial com base nos ensinamentos.

Então, surge aqui um questionamento: o que vem a ser esses “ensinamentos”? Isto porque, no final das contas é possível interpretar as Sagradas Palavras de Meishu-Sama de muitas maneiras e é por isso que, como eu disse há pouco, surgiram tantas dissidências.

E o que seriam os “ensinamentos” citados na frase “com base nos ensinamentos”? Após a ascensão de Meishu-Sama, quem é que agora tem a autoridade para decidir o que são os ensinamentos na Igreja Messiânica Mundial? Isso também está estipulado nos regulamentos da Igreja. Neles está escrito que “o Kyoshu define os ensinamentos da Igreja; o Kyoshu define os fundamentos e linhas gerais dos ensinamentos da Igreja”. Esse é o regulamento.

Acho que vocês conhecem muito bem o que Nidai-Sama disse acerca da autoridade doutrinária, que é muito idêntico ao conteúdo do regulamento que citei agora.

Nidai-Sama disse: “Agora que ele ascendeu, Meishu-Sama vai transmitir sua vontade aos Kyoshus que o sucederem. A única pessoa que tem autoridade para interpretar os ensinamentos, ou as Sagradas Palavras, de Meishu-Sama e decidir como liderar os membros da Igreja é o Kyoshu. Quando lerem os ensinamentos de Meishu-Sama, vocês devem gravar em seu coração que estão fazendo isso sob a autoridade do Kyoshu, sob a interpretação do Kyoshu”. Foi isso o que Nidai-Sama disse.

Até certo ponto, isso é mais do que óbvio, não é? Existe uma imensidão de Sagradas Palavras e sua interpretação pode ser feita de várias formas. É por isso que surgiram tantas dissidências.

Com relação a quem define o direcionamento dos ensinamentos da Igreja, existe o seguinte pensamento: “Esta pessoa está dizendo isso, mas aquela pessoa já diz outra coisa”. Ou seja, caso não esteja definido quem é o responsável pelos ensinamentos, as práticas de fé praticamente não avançam, não é? Sempre haverá uma discórdia. Enquanto um defende: “O que esta pessoa está dizendo é o correto”, outro vai discordar: “Não! O correto é o que aquela pessoa está dizendo”. Ou seja, nunca vai chegar a um consenso. Até mesmo entre os militares, se não houver uma linha de orientação bem clara, fica muito difícil de controlar a tropa, não é mesmo? Se existirem dois superiores, vai sempre ficar na dúvida: é para seguir a orientação deste ou daquele?

Então, estes são os regulamentos da Igreja Messiânica Mundial. Primeiro, Kyoshu-Sama define o que os ensinamentos de Meishu-Sama significam. E, através desses ensinamentos que o próprio Kyoshu-Sama define, ele unifica a Igreja Messiânica Mundial. Essa é a Igreja Messiânica Mundial.

Nidai-Sama assumiu após a ascensão de Meishu-Sama. Nidai-Sama tinha relação com a Oomoto e, ao mesmo tempo em que falou muito a respeito de Meishu-Sama, enfatizou a existência de Deus. Obviamente, não há como resumir tudo o que Nidai-Sama explanou em poucas palavras, mas, em todos os casos, ela explicou acerca do quão importante Deus é.

Sandai-Sama, herdando a linha de pensamento de Nidai-Sama, deu muita importância ao lado artístico. É claro que Meishu-Sama e Nidai-Sama também mencionaram a Arte, mas como está definido que é o Kyoshu de cada época quem define o caminho que será trilhado pela Igreja Messiânica Mundial, Sandai-Sama assim o fez.

Estamos agora na geração do Quarto Líder Espiritual, e o que Kyoshu-Sama está nos transmitindo é que, o mais importante para nós, seguidores de Meishu-Sama, é o que Meishu-Sama disse em seus últimos anos de vida terrena, ou seja, “nascer de novo como Messias”, não é? Kyoshu-Sama está dizendo que o nome da Igreja acabou sendo alterado para Igreja Messiânica Mundial, mas Meishu-Sama, quando fundou a Igreja, deu a ela o nome de Igreja Mundial do Messias, não é? Kyoshu-Sama também está dizendo que, precisamos refletir sobre o significado de Meishu-Sama ter afirmado: “O Johrei já não é mais tão importante” e “De agora em diante, será a era do sonen”, não é? Kyoshu-Sama também diz que, o que Meishu-Sama queria dizer, ao afirmar que somos “a soma total de nossos inúmeros antepassados”, é que muitos antepassados existem dentro de cada um de nós, não é? E Kyoshu-Sama vem nos transmitindo isso, por achar que se trata de algo importante.

Talvez sintamos que isso seja diferente do caminho que percorremos até hoje, mas tudo isso foi dito por Meishu-Sama. “Atuar em consonância com o cristianismo”; “Igreja Mundial do Messias”; “De agora em diante, será a era do sonen” – foi Meishu-Sama quem disse tudo isso. Não é de mais ninguém. E é por isso que Kyoshu-Sama, sentindo tratar-se de algo realmente importante para todos os seguidores de Meishu-Sama, tem nos transmitido isso.

Mas, por discordarem disso, as pessoas que se autoproclamam “diretores executivos” da Igreja Messiânica Mundial alegam de forma unilateral que Kyoshu-Sama violou a doutrina e que eles o expulsaram. Resumindo, foi assim que se sucedeu.

Só que o regulamento da Igreja Messiânica Mundial rege que é Kyoshu-Sama quem define o que são os ensinamentos. Eles não têm essa autoridade. Antes de tudo, para a Igreja Messiânica Mundial, Kyoshu-Sama é quem herda a sagrada obra de Meishu-Sama.

As pessoas que se autoproclamam “diretores executivos” da Igreja Messiânica Mundial reconhecem o seguinte: “Ao invés de Kyoshu-Sama, somos nós, os diretores, quem herda a sagrada obra de Meishu-Sama”. Eles alegam que Kyoshu-Sama violou a doutrina porque pensam da seguinte maneira: “Somos nós que sabemos o que são os ensinamentos de Meishu-Sama” e “Somos nós quem entende o sentimento de Meishu-Sama”. Ou seja, eles reconhecem o seguinte: “É dentro de nós que Meishu-Sama está vivo e atuando”. Se não pensassem dessa forma, eles não conseguiriam fazer o que fizeram.

A Igreja Messiânica Mundial precisa ter um Kyoshu e, por isso, aquelas pessoas “empossaram” o seu próprio Kyoshu-Sama. O “Quinto Líder Espiritual” da Igreja Messiânica Mundial. O seu nome é Nobuyuki Watase, que é um pesquisador de hinduísmo, professor emérito da Universidade Tokai e diretor de uma coligada da MOA Toho no Hikari. É isto o que eles alegam: o Sr. Nobuyuki Watase é o atual “Kyoshu-Sama” da Igreja Messiânica Mundial.

Embora eu diga “Nobuyuki Watase”, eles se referem a ele como “Nobuyuki Okada”. Bem, como membro da família Okada, eu não o quero na nossa família, não… Brincadeiras à parte, eu não acredito que a linha de pensamento deles seja considerar o Sr. Nobuyuki Watase como aquele que herda a sagrada obra do fundador e como aquele que unifica a Igreja Messiânica Mundial com base nos ensinamentos. Obviamente, ele é o que pode ser chamado de “Kyoshu marionete” ou um “enfeite”, pois ele só existe porque o regulamento exige a investidura de um Kyoshu. Aqueles que sustentam o Sr. Nobuyuki Watase nesse cargo acreditam que Meishu-Sama está vivo e atuando dentro deles. Essa é a crença deles.

Falei um pouco sobre isso no Culto do Início da Primavera, mas, resumindo, eles espionaram Kyoshu-Sama. Isso é um fato. A MOA Toho no Hikari – na prática, são aqueles que se autoproclamam como a “diretoria executiva” da Igreja Messiânica Mundial – seguiu, filmou e fotografou secretamente Kyoshu-Sama, sendo que muitas pessoas consentem com esse ato covarde. Tudo isso são fatos, não são?

Vejamos: caso Meishu-Sama estivesse vivo e atuando dentro da MOA Toho no Hikari ou dentro das pessoas que se autoproclamam “diretores executivos” da Igreja Messiânica Mundial, isso significaria que Meishu-Sama os ordenou a cometer a espionagem. Caso fossem eles que herdassem a sagrada obra de Meishu-Sama, cometer uma espionagem seria coerente ao sentimento de Meishu-Sama. Seria isso, não é?

Se Meishu-Sama, a existência mais importante para nós, fosse alguém que ordena ou aprova o ato covarde de seguir e filmar alguém secretamente, eu digo que devemos abandonar a nossa fé de uma vez por todas. Não chegaremos a lugar nenhum professando nossa fé seguindo esse tipo de fundador.

Pensemos: em primeiro lugar, por que acreditamos em Deus? Será que não é porque queremos nos tornar uma existência devota e imaculada, e chegar o mais perto possível de Deus? Não é por isso? Então, se o próprio fundador que admiramos for alguém que aprova o ato covarde de seguir e filmar alguém secretamente, qual é o sentido de ser um seguidor desse tipo de fundador?

Por outro lado, o que aconteceu com Kyoshu-Sama? Ele se encontrou com um amigo cristão, estudou a respeito da Bíblia, e isso foi considerado um problema. Mas Kyoshu-Sama não fez isso em momentos de aparição pública. Em meio aos seus inúmeros afazeres na Obra Divina, ele poderia ter aproveitado o final de semana para se divertir, ou se descontrair. Ele poderia ter ido jogar golfe, mas usou momentos de descanso em prol da fé.

Certamente ele agiu assim porque Meishu-Sama nos deixou o termo Messias e falou sobre o coro Aleluia, bem como sobre a atuação em consonância com o cristianismo e a respeito da importância da Bíblia. Kyoshu-Sama dedica 24 horas do seu dia, todos os dias, em prol da fé e da concretização do sentimento de Meishu-Sama, dedicando até mesmo seus dias de descanso para estudar sobre o cristianismo e a Bíblia.

Através de quem Meishu-Sama está atuando? É através daqueles que cometeram e aprovam o ato covarde de seguir e filmar alguém secretamente? Ou é através de Kyoshu-Sama que, mesmo em seus dias de folga, empenha-se para aprender sobre o cristianismo e a Bíblia, a fim de buscar a verdadeira vontade de Meishu-Sama? Em qual deles é?

A resposta, acredito eu, é tão óbvia.

Assim Kyoshu-Sama o tem feito, tanto para corresponder ao sentimento de Meishu-Sama quanto para nos guiar, a qualquer custo, rumo ao verdadeiro sentimento de Meishu-Sama. Não é por isso?

“Estude a respeito disso. Aprenda. Saiba qual é o meu verdadeiro desejo e se aproxime, por pouco que seja, de mim”: particularmente, creio ser isso o que Meishu-Sama ordenou a Kyoshu-Sama.

Agora, levando em consideração tudo o que eu disse, será que temos o direito de julgar o ato covarde de seguir e filmar alguém secretamente? Não, nós não temos.

Será que podemos ser petulantes ao ponto de julgá-los e dizer que eles são maus, que eles não prestam? A resposta é: não, não podemos.

“Não julgueis”: ao nos transmitir isso, Meishu-Sama afirmou que, ao invés de julgar o próximo, devemos julgar a nós mesmos. Além disso, não julgueis é algo que foi dito por Jesus, como consta na Bíblia: “porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós” (Mateus 7:2).

Espionar alguém é um ato covarde, uma covardia extrema, não é? Então, por que não podemos simplesmente julgar um ato desses como sendo um mal? É porque, primeiro, precisamos pensar no motivo que os levou a cometer um ato como esse.

Quanto a essa razão, acho que, naturalmente, eles tiveram seus inúmeros motivos, mas, ao analisarmos profundamente isso, certamente foi porque eles acham que, ao invés da diretriz traçada por Kyoshu-Sama, a diretriz deles, que atende a sua conveniência, é a melhor. Eles queriam viver uma vida que prioriza seus próprios desejos. Será que não seria isso?

Então, se o motivo for esse, será que nós não possuíamos esse mesmo pensamento e sentimento para com Deus?

Entendemos que existe a vontade de Deus. Mas, ao invés de priorizá-la, será que não priorizamos a alegria mundana e a nossa conveniência, ou seja, colocamos a nossa família e nós mesmos na frente das coisas, adotando um estilo de vida que prioriza a própria conveniência? E eu também me incluo nisso. Será que não é assim que estamos vivendo?

E vivendo dessa maneira, ao mesmo tempo, será que não estamos tendo atitudes que visam justificar esse nosso pensamento e postura para com Deus? Eu acho que sim. Certamente, sim.

Se Deus olhar para essa nossa postura, certamente Ele nos tratará como covardes que fazem coisas de baixo nível. Deus deve pensar o seguinte: “Na verdade, vocês deveriam escutar o que Eu lhes digo, mas vocês vivem dando prioridade à sua conveniência, não é verdade? Além disso, vocês dizem: ‘é porque Deus disse isto’ ou ‘é porque Meishu-Sama disse assim’, e vivem usando isso para se justificar. Não é assim que vocês fazem?”

Ninguém quer seguir e filmar secretamente alguém, certo? Se tivéssemos sido capazes de perceber nossa postura imperdoável para com Deus bem antes, eles não teriam que cometer esse ato covarde, não concordam? Deus precisou utilizá-los dessa maneira porque éramos muito ignorantes acerca da nossa postura em relação a Deus: eis o porquê.

Deus está nos dizendo: “Vejam o que eles fizeram. Vejam como eles foram covardes e baixos. Mas será que, na verdade, vocês não são como eles? Não é isso o que vocês realmente são?” Deus quis transmitir isso para nós utilizando-os, fazendo-os cometerem esse ato covarde.

Nesse sentido, é somente através da percepção da nossa postura imperdoável para com Deus que podemos realmente fazer com que aqueles que cometeram esse ato covarde cumpram o papel que lhes foi designado por Deus. Isso depende de nós.

Mas se ficarmos somente julgando essa situação, dizendo que “aquelas pessoas são más; eles é que são maus”, o papel designado por Deus para essas pessoas não será concluído nunca.

É por isso que jamais devemos julgar. Muito pelo contrário, sinto que precisamos gravar profundamente em nossos corações o seguinte: “A postura deles é o reflexo da nossa postura”.

Com relação ao fato de em quem Meishu-Sama está vivo e atuando, para nós, ele está vivo e atuando em Kyoshu-Sama. É isso, não é? Mas o que Kyoshu-Sama tem dito é que, na verdade, Meishu-Sama não está vivo e atuando somente dentro de uma pessoa em especial, mas sim, ele está realmente vivo e atuando dentro de cada um dos senhores. Kyoshu-Sama tem dito que Meishu-Sama não vive somente dentro de uma pessoa em especial, como o Kyoshu.

Meishu-Sama está vivo e atuando dentro de Kyoshu-Sama. É esse Kyoshu-Sama que diz: “Meishu-Sama está vivo e atuando dentro de cada um de vocês”.

Podemos pensar que isso seja algo comum, e podemos facilmente não dar valor a isso, mas o fato de Meishu-Sama estar vivo e atuando dentro de nós é, realmente, um assunto muito sério. Meishu-Sama, que nasceu de novo como o Messias, está vivo e atuando dentro de nós. Isso, realmente, é um assunto muito sério.

E quem foi essa existência chamada Meishu-Sama? Meishu-Sama foi aquele que, no final, nasceu de novo como o Messias. Meishu-Sama, que nasceu de novo como o Messias, está vivo dentro de nós. Isso é um assunto muito sério!

Caso isso seja verdade, então qual é a melhor maneira de sermos úteis a Meishu-Sama? Qual é a melhor maneira de servi-lo? A resposta é: tornar-se uno a Meishu-Sama. Essa é a melhor maneira de sermos úteis a Meishu-Sama, não é?

Para Meishu-Sama concretizar o seu verdadeiro desejo sozinho, há limitações, não é? Mas, se muitas pessoas se unirem ao desejo de Meishu-Sama e derem continuidade à Obra Divina de Meishu-Sama, para ele, não haveria nada mais encorajador do que isso. E é por isso que precisamos ser unos a Meishu-Sama que existe dentro de nós, certo? Isso significa que temos que nascer de novo como Messias, assim como Meishu-Sama. Então, sim, embora seja fácil dizer que “Meishu-Sama existe dentro de mim”, na verdade, isso é um assunto realmente muito sério.

Geralmente, o objetivo de todas as religiões – seja o cristianismo ou seja o budismo – é, em princípio, querer se aproximar, por pouco que seja, do ser que é exaltado como o fundador da sua própria crença religiosa. Por que praticamos o Johrei, a Agricultura Natural e atividades relacionadas com a Arte por tanto tempo até hoje? Não é porque queríamos chegar o mais perto possível de Meishu-Sama?

Com relação ao que Kyoshu-Sama tem orientado, em síntese, isso pode ser resumido em um ponto: aproximar-se ou não de Meishu-Sama. Portanto, a conclusão das palavras de Kyoshu-Sama consiste no seguinte: os senhores querem seguir os passos de Meishu-Sama e também nascer de novo como Messias, ou não?

Enfim, o que Kyoshu-Sama está nos ensinando é que devemos nos tornar unos a Meishu-Sama. Será que isso pode ser contra os ensinamentos de Meishu-Sama? Bem, não pode. É por isso que aquelas pessoas precisaram seguir e filmar secretamente Kyoshu-Sama – a fim de encontrar algo para atacá-lo.

Isso significa que, se Kyoshu-Sama estivesse realmente indo contra os ensinamentos, então isso teria que ser discutido em termos de ensinamentos, em termos de doutrina.

Agora, Meishu-Sama disse ou não disse: “Nascer de novo como o Messias”? A resposta é: sim, ele disse.

Kyoshu-Sama está nos ensinando a respeito da importância do sonen, a importância de entregarmos nossos pensamentos a Deus, certo? Meishu-Sama não nos ensinou isso? Ele o fez. Meishu-Sama disse: “O Johrei já não é mais tão importante. De agora em diante, será a era do sonen”.

Kyoshu-Sama está nos ensinando que não existe reencarnação. Meishu-Sama não nos ensinou isso? Ele o fez. Meishu-Sama disse: “Não é reencarnação, mas sim nascer de novo”. E nós não estamos tentando ser unos a Meishu-Sama e nascer de novo? Se a resposta for sim, como podemos dizer que a reencarnação existe quando Meishu-Sama a negou claramente?

Dessa maneira, tudo o que Kyoshu-Sama ensina pode ser encontrado nos ensinamentos de Meishu-Sama. É por isso que é impossível para qualquer pessoa atacar Kyoshu-Sama, alegando que ele é contra os ensinamentos de Meishu-Sama. É por isso que eles precisaram seguir e filmar secretamente Kyoshu-Sama a fim de encontrar algo, alguma informação para atacá-lo e justificar a destituição de Kyoshu-Sama.

Pelo ato covarde deles em seguir e filmar secretamente Kyoshu-Sama, ou seja, pelas suas próprias mãos, eles provaram que Kyoshu-Sama não era contra os ensinamentos de Meishu-Sama. Afinal se Kyoshu-Sama fosse contra os ensinamentos, eles deveriam ter discutido em termos de ensinamentos. Mas por eles não serem capazes de fazer isso, só puderam expulsar Kyoshu-Sama – é o que eles afirmam – forjando uma imagem negativa dele.

Essas orientações: “Nós também nasceremos de novo como Messias” e “Messias é uma existência que está dentro de nós”, são o que Kyoshu-Sama nos tem dito, mas, de fato, é algo que pode existir de forma independente.

Afinal, dependendo da pessoa, ela pode dizer sem sequer mencionar o nome de Kyoshu-Sama que: “Messias é uma existência que está dentro nós” ou “O nosso objetivo é nascer de novo como Messias”. Também existe a possibilidade de alguém dizer algo como: “Olha, existem as Sagradas Palavras de Meishu-Sama que dizem: ‘De agora em diante, será a era do sonen’, portanto, entregue através do sonen” ou “Não é reencarnação, viu?”. E tudo isso pode ser dito sem sequer mencionar o nome de Kyoshu-Sama, como se a própria pessoa tivesse percebido isso. Ela também pode transmitir aos outros como se fosse um conhecimento adquirido. Isto porque, de fato, essas Sagradas Palavras existem.

Entretanto, enquanto Kyoshu-Sama existir nesta Terra, tudo deve ser atribuído a essa existência, a Kyoshu-Sama. Precisamos dizer algo como: “Isso é o que eu aprendi com Kyoshu-Sama” ou “Isso é o que Kyoshu-Sama está nos ensinando”. Precisamos proferir e utilizar a palavra “Kyoshu-Sama” para que tudo seja claramente atribuído a ele, voltado a ele. Por que precisamos fazer isso? Porque, neste mundo, há ordem. A ordem é importante, não é? É por esse motivo.

Os seguidores de Meishu-Sama precisam obedecer a ordem neste Mundo Material. Qual ordem é essa? Primeiro, temos Kyoshu-Sama, que recebe a vontade de Meishu-Sama, e então temos nós, que estamos abaixo de Kyoshu-Sama.

Vocês devem saber que também existe a ordem no Mundo Celestial. Qual ordem é essa? Simplificando, é a ordem na qual Deus reina sobre tudo. É Deus quem possui todo o conhecimento, poder, autoridade e respiração. Ele possui tudo. O que conseguimos fazer? Nada, a não ser nos prostrarmos diante Dele. Deus é a fonte de tudo. Não temos outra escolha a não ser nos prostrarmos diante Dele.

Vocês podem querer dizer que “Estou fazendo isso e aquilo”, e que “Estou fazendo o melhor que eu posso aqui na Terra”, mas sabem de uma coisa? Se Deus tirar a sua respiração, isso seria o mesmo que pôr um ponto final na história, não é? Vocês podem querer dizer: “Eu sei disso e daquilo”, mas se Deus tirar todo o conhecimento e sabedoria que vocês têm, aconteceria o mesmo, não é? Perderíamos tudo.

É por isso que estou dizendo que não temos outra escolha senão nos prostrarmos diante de Deus. Mesmo que sejamos capazes de adquirir algum conhecimento, temos que dizer: “Ó Deus, essa sabedoria provém do Senhor”. Mesmo que a gratidão brote em nosso coração, temos que dizer: “Ó Deus, isso provém do Senhor”. Mesmo realizando algo que requer força, temos que dizer: “Ó Deus, essa força provém do Senhor”. Tudo deve ser atribuído a Deus. É isso, não é?

Acho necessário esse treinamento especial, esse aprimoramento, no Mundo Material.

Isto porque tudo segue a precedência do espírito sobre a matéria e, portanto, o Mundo Material segue a ordem do Mundo Celestial. Obviamente, não estou dizendo que Kyoshu-Sama é Deus. Não é isso. O que eu quero dizer é que no Mundo Material também há uma ordem rigorosa.

Há muito o que Kyoshu-Sama tem nos ensinado aqui na Terra. Portanto, com relação a tudo isso, temos que dizer: “Foi Kyoshu-Sama quem me ensinou isso”. Com isso, faremos com que tudo seja atribuído a ele.

Afinal, temos que nos preparar para, futuramente, quando um dia formos para o Mundo Celestial, sermos capazes de servir corretamente a Deus. É óbvio que estamos servindo a Deus neste exato momento, mas temos que nos tornar capazes de servir a Deus no seu verdadeiro sentido. Para tanto, agora estamos no meio de um “treinamento” aqui neste mundo da forma, ou seja, em um treinamento especial, um aprimoramento, para fazermos com que tudo seja atribuído à existência central.

Menosprezar essa ordem; falar que tudo o que Kyoshu-Sama está nos ensinando significa isso ou aquilo; agir como se tudo isso tivesse sido uma percepção própria; assumir os méritos para si e não atribuir tudo isso a Kyoshu-Sama. Aos que assim agem, no final das contas, quando regressarem ao Mundo Celestial, acho que Deus vai lhes dizer o seguinte: “Recomece tudo do zero”.

Kyoshu-Sama está no Mundo Material. Isso significa que Deus está, neste exato momento, fazendo com que nós passemos por esse aprimoramento, por esse treinamento especial.

Naturalmente, eu compreendo o que muitas pessoas dizem: “Existe o que eu entendo e o que eu não entendo com relação a tudo o que Kyoshu-Sama está nos transmitindo”.

Por exemplo: no Culto do Início da Primavera, realizado recentemente, Kyoshu-Sama orientou a respeito do novo símbolo da Igreja, explanando que esse símbolo está vivo dentro de cada um de nós – que ele está gravado em nós. Vocês entendem o que isso significa? É claro que não é algo fácil de se entender, afinal, não é possível ver isso. Muitos devem pensar: “Onde é que ele está gravado?” ou “O que significa o símbolo estar vivo dentro de nós?”

Mas e se, por exemplo, Meishu-Sama olhasse diretamente para nós e dissesse o seguinte: “Esse símbolo que eu criei está gravado dentro de vocês. Esse símbolo está vivo”. O que diríamos para Meishu-Sama? Certamente diríamos: “Sim! Muito obrigado! Eu aceito isso!” Não haveria outra coisa para dizermos a Meishu-Sama, a não ser isso, não é?

Entretanto, como é Kyoshu-Sama quem está dizendo, e não Meishu-Sama, surgem “obstáculos” dentro de nós como por exemplo: “Será que isso está de acordo com as Sagradas Palavras de Meishu-Sama? É difícil para eu aceitar”. Se pensarmos assim, no final das contas, vai acabar acontecendo a mesma coisa que originou a atual purificação da Igreja.

Se considerarmos que os nossos critérios são superiores aos critérios de Kyoshu-Sama, e com eles, tirarmos nossas conclusões, estaremos nos assemelhando àquelas pessoas que atualmente alegam terem expulsado Kyoshu-Sama.

Obviamente, podemos pensar inúmeras coisas. No entanto, primeiro temos que dizer: “Sim, eu aceito!” e “Muito obrigado” com relação ao que Kyoshu-Sama está orientando. É importante termos essa postura.

Levando-se em conta que, se Meishu-Sama nos dissesse algo diretamente, nós aceitaríamos isso de forma incondicional, e se consideramos que Kyoshu-Sama atua na Terra agora como representante de Meishu-Sama, e que Meishu-Sama está vivo e atuando dentro de Kyoshu-Sama, então se Kyoshu-Sama afirma: “O novo símbolo da Igreja está gravado, está vivo, dentro dos senhores”, não há outra coisa a ser dita a não ser: “Eu aceito!”, não é?

“Bem, entendi perfeitamente. O nosso dever como seguidores de Meishu-Sama é nos tornarmos unos a Meishu-Sama. Temos que seguir os passos de Meishu-Sama e nascer de novo como Messias”. Mesmo pensando dessa maneira, se trilharmos esse caminho, será que conseguiremos cumprir o papel ao qual fomos designados? Não, não vai ser tão fácil assim. Isto porque, resta-nos mais uma questão muito importante.

Isto é: Jesus Cristo. Não seremos capazes de seguir em frente ignorando a existência de Jesus Cristo. Afinal, não só os cristãos, mas muitas pessoas no mundo inteiro possuem a cognição de que Jesus Cristo é o Messias. Caso trilhemos o caminho que nos une a Meishu-Sama, o caminho que nos leva ao nascer de novo como Messias, ainda ficará pendente a questão: e como fica a existência de Jesus Cristo?

É claro que, caso nossa intenção seja viver em um mundo somente nosso, podemos ignorar o que é relacionado a Jesus. Se a nossa intenção for afirmar o seguinte: “A Salvação da Humanidade já não importa mais. Basta viver em um mundo somente nosso. Basta nos tornarmos unos a Meishu-Sama e nascermos de novo como Messias”, então tudo bem. Mas quando chegar a hora em que for preciso proclamar e transmitir para o mundo a salvação por Meishu-Sama e, como sempre tenho dito, se considerarmos que Meishu-Sama é o único Messias, não chegaremos a um acordo com os cristãos porque eles consideram que o único Messias é Jesus. Como sempre digo, nunca vamos sair dessa discussão.

Só que esse não é o caminho que nós acreditamos, não é? Nossa crença é a seguinte: Jesus foi o primeiro a edificar o caminho para o nascer de novo como Messias, mas ninguém herdou isso por um período de dois mil anos. O que Jesus pregou foi dito no Oriente Médio. Dois mil anos depois de Jesus, como que realmente transpassando o tempo e o espaço, Meishu-Sama recebeu a verdade de Jesus – que é a verdade de Deus – no Japão, e nasceu de novo como Messias. Esse Meishu-Sama é um protótipo para a humanidade; Meishu-Sama é um modelo para a humanidade. É por isso que nós não negamos que Jesus é o Messias. Meishu-Sama, evidentemente, é o Messias. E nós nos tornaremos unos a Meishu-Sama e nasceremos de novo como o Messias. Mas esse caminho que leva ao nascer de novo como Messias está aberto para toda a humanidade. Portanto, avançaremos por esse caminho atuando em consonância com o cristianismo, mas isso não significa apenas nos tornamos amigos dos cristãos ou que precisamos estudar mais sobre a Bíblia. Não é isso. Originalmente, temos que transmitir aos cristãos, e para toda a humanidade, a verdade que Meishu-Sama nos confiou. É isso o que nós acreditamos, não é?

Segundo um relato que escutei, foi levantado o seguinte questionamento: “Dentro da atuação em consonância com o cristianismo, não seria melhor nós, seguidores de Meishu-Sama, irmos até uma Igreja Cristã e sermos batizados?”

Naturalmente, compreendo esse fervor. Mas não é isso. Se formos até uma igreja Cristã e recebermos o batismo, isso significa reconhecer que estamos abaixo do cristianismo, que nos submetemos ao cristianismo.

Não é isso o que devemos fazer! Ao invés disso, o que devemos fazer é dizer aos cristãos: “Você pode receber o batismo que Jesus realmente desejou na Igreja Mundial do Messias”. Isso é o que deveríamos estar fazendo. Essa é a nossa missão.

Afinal, o verdadeiro desejo de Jesus é o caminho para toda a humanidade nascer de novo como Messias. Assim sendo, o que temos que dizer aos cristãos é o seguinte: “Vocês não querem receber, na Igreja Mundial do Messias, o batismo que leva a esse caminho?”

Foi dito: receber o batismo em uma Igreja Cristã. Mas, pensemos: entre a Igreja Mundial do Messias e o cristianismo, qual é superior? A resposta é: somos nós quem está acima. Bom, a expressão “acima”, propriamente dita, é um pouco exagerada, mas com relação ao nosso senso missionário, à nossa autoestima, acredito que seja isso mesmo.

Assim sendo, não é somente estudar sobre a Bíblia ou ir a uma Igreja Cristã, escutar inúmeros sermões e dizer: “Nossa, que maravilhoso”. Não é isso. No Culto do Natalício de Meishu-Sama e no Culto de Ano Novo, fiz várias explanações a respeito da Oração do Senhor, e o que Kyoshu-Sama está orientando é algo que não é explicado no cristianismo. “Os antepassados estão dentro de nós e é por isso que inúmeros sentimentos e pensamentos vêm à tona. Vamos entregá-los”: isso não é dito no cristianismo, correto? Isso porque, no cristianismo, a cognição a respeito dos antepassados não chega a esse ponto. “Todos precisam nascer de novo como Messias”: isso também não é dito no cristianismo porque os cristãos acham que somente Jesus é o Messias.

Se formos estudar sobre a Bíblia e o cristianismo, precisamos fazê-lo com o objetivo de proporcionar aos cristãos conhecerem o verdadeiro desejo de Meishu-Sama e de Jesus, que Kyoshu-Sama está nos ensinando agora. Temos que fazer isso com o intuito de adquirirmos referências para salvar os cristãos. Se o objetivo for esse, tudo bem.

Espero que não ocorra algo como diz o ditado: “Foi buscar lã e voltou tosquiado”. Realmente não é o caso de ir receber o batismo na Igreja Cristã e dizer: “O cristianismo é maravilhoso”.

A Igreja Mundial do Messias, na verdade, é uma existência que está no topo do mundo religioso japonês. E mesmo em âmbito mundial, sem se comparar com o próprio Jesus, é uma religião maravilhosa que transcende de longe o atual cristianismo.

Assim como consta no salmo entoado hoje, mesmo que Meishu-Sama nos dê um papel insignificante para nos incluir em sua obra, isso é algo realmente honroso. Nós fomos informados que podemos salvar a humanidade no seu verdadeiro sentido. Se compreendermos o tamanho da nossa missão e a grandeza dessa obra, não tem como não desejar um papel nessa obra, mesmo que seja insignificante.

Também nas Sagradas Palavras lidas hoje, Meishu-Sama afirma o seguinte: “Lembrem-se: há muitos substitutos seus”. São palavras que chegam a assustar, mas, em suma, não está forçando nada. Somente aqueles que realmente anseiam de todo coração servir nesta obra, mesmo que seja num papel insignificante, é que poderão trilhar este caminho. Eis o sentido dessas Sagradas Palavras. Por isso, Meishu-Sama está nos fazendo o seguinte questionamento: “Você quer realmente trilhar esse caminho?” Não é simplesmente: “Já que há muitos substitutos seus, então desista”. Não é isso. Aqui, nota-se a severidade do amor de Meishu-Sama.

Através de Kyoshu-Sama, na verdade nós estamos, agora, sendo informados de um caminho maravilhoso e, portanto, ao invés de ir a uma Igreja Cristã e receber o batismo, temos que avançar com muita autoestima e orgulho.

Afinal, se recebermos o batismo no cristianismo, o que significou o momento em que nos tornamos seguidores de Meishu-Sama? Será que existem duas vontades de Deus? Quando nos tornamos seguidores de Meishu-Sama, foi o momento em que recebemos a vontade de Deus, não foi? Certamente, no momento em que ingressamos na fé, talvez ainda não tínhamos percebido o verdadeiro sentido da existência de Meishu-Sama. Mas, agora, fomos informados a respeito disso.

Naturalmente, tornar-se um seguidor de Meishu-Sama pode significar várias coisas. Mas, para um cristão, vocês podem dizer: “Ao me tornar um seguidor de Meishu-Sama, já recebi o batismo que Jesus realmente deseja”. Afinal, qual é o verdadeiro desejo de Jesus? Não é que toda a humanidade nasça de novo como filhos de Deus? E Meishu-Sama não alcançou esse desejo de Jesus? E não somos nós quem está unido a esse Meishu-Sama?

Existe somente um batismo. Se houvesse dois batismos, isso significaria que existem duas vontades de Deus, mas não é o caso, certo? A vontade de Deus também é única.

Nós realmente fomos guiados a um tremendo caminho – no bom sentido. Adentramos, no bom sentido, um tremendo caminho. Meishu-Sama, através de Kyoshu-Sama, está agora nos guiando com muito vigor. Convictos disso, vamos trilhar esse caminho com grande orgulho.

Muito obrigado.

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