Boa tarde!

Hoje está chovendo e sou grato por ver os senhores reunidos, apesar da chuva, para estarem com Kyoshu-Sama. Muito obrigado.

É muito bom participar, na medida do possível, dos cultos oficiados por Kyoshu-Sama todos os meses. Colocarmo-nos nesta atmosfera solene e sentirmos esse nervosismo é necessário e faz bem para o nosso coração e corpo. Foi com esse sentimento que orei há pouco.

Bem, deixem-me começar. Qual a conclusão que nós chegamos em relação ao “Juízo Final” e “separar o bem do mal”, que Meishu-Sama tanto mencionou? Ultimamente, tenho pensado a respeito disso.

No Culto do Paraíso Terrestre citei as seguintes Sagradas Palavras de Meishu-Sama que constam no prefácio de Criação da Civilização: “No Juízo Final, pecadores de pecados graves perecerão e pecadores de pecados não tão graves serão salvos. Aqueles que acreditam nisso alcançarão a vida eterna e sobreviverão como habitantes do Paraíso Terrestre que está por vir”.

Esse é somente um trecho do prefácio de Criação da Civilização, mas acho que, dentro desse trecho, realmente está imbuído o profundo mistério de Deus que Meishu-Sama realmente quis nos transmitir.

Meishu-Sama afirma o seguinte: “Suspeito que ninguém tenha notado isso, mas não há escritos mais difíceis que os meus. O grau de dificuldade deles é incomparável com outros escritos desde a invenção das letras”. Ou seja, não há nada mais difícil de se entender, desde a invenção da escrita, do que as Sagradas Palavras de Meishu-Sama.

Na verdade, mesmo falando “Sagradas Palavras de Meishu-Sama”, trata-se de algo que não pode ser facilmente compreendido pela inteligência humana. Isso significa que até mesmo o trecho que acabei de citar possui um conteúdo extraordinário.

Meishu-Sama está dizendo que aqueles que alcançarem a vida eterna se tornarão habitantes do Paraíso Terrestre. É óbvio que Meishu-Sama alcançou a vida eterna e, em absoluto, se tornou um habitante do Paraíso Terrestre, não é? Falei a respeito disso no Culto do Paraíso Terrestre, mas por ser algo muito importante, gostaria de falar novamente.

Por muito tempo nós temos dito “construção do Paraíso Terrestre”, certo? Mas, se Paraíso Terrestre for o local onde vivem aqueles que alcançaram a vida eterna, nossa ideia preconcebida e noção de “Paraíso Terrestre” serão completamente destruídas, não é? Acho que Meishu-Sama está dizendo algo realmente grandioso aqui.

Os senhores conseguem compreender o significado dessas Sagradas Palavras? “O Paraíso Terrestre é o local onde vivem aqueles que alcançaram a vida eterna”: os senhores conseguem compreender isso?

Então, pensemos: como Kyoshu-Sama está orientando? Quando ouvimos “Paraíso Terrestre”, olhamos para o mundo ao nosso redor e simplesmente pensamos: “A Terra ainda continua um caos. Por isso, o Paraíso Terrestre está muito, muito distante”. Mas Kyoshu-Sama está nos mostrando que, na verdade, nós fazemos parte da Terra, não fazemos? Não estamos aqui na Terra, carregando conosco a sensação do “eu”? Se for o caso, a Terra é representada por essa sensação do “eu”, ou seja, pela vida, certo?

Se a sensação do “eu”, que é a vida, se tornar una ao Paraíso eterno e alcançarmos a vida eterna, será que isso não seria o Paraíso Terrestre que Meishu-Sama queria nos dizer? É isso o que Kyoshu-Sama está orientando. Meishu-Sama também disse claramente que “o lugar onde seres humanos divinos se reúnem é o que eu chamo de Paraíso na Terra”. O que Meishu-Sama está dizendo no prefácio de Criação da Civilização é algo realmente extraordinário.

Ele também está dizendo que “os pecadores de pecados graves perecerão e os pecadores de pecados não tão graves serão salvos”. Será que, entre todos vocês, há alguém que consegue dizer para Deus: “Meu pecado não é tão grave” ou “Eu tenho o direito de ser salvo”? Será que algum de vocês consegue dizer para Deus: “Aquela pessoa é uma pecadora de pecados graves, mas eu sou um pecador de pecados não tão graves”?

Bom, talvez haja entre vocês alguém que pense: “Eu consigo dizer”. Mas temos que, no mínimo, considerar que Meishu-Sama disse que era portador de pecados graves. Em seus salmos, ele disse: “Ó Deus, meu pecado é grave. Mas Vós, ó Deus, não me punistes por isso […]” e “[…] Perdoai-me – eu, cujo corpo, família e antepassados estão repletos de muitos pecados”. O próprio Meishu-Sama disse que seu pecado é grave e que ele está repleto de muitos pecados.

Se assim for, a forma de ele se expressar dizendo “pecadores de pecados graves perecerão e pecadores de pecados não tão graves serão salvos. Aqueles que acreditam nisso alcançarão a vida eterna”, significa que ele acreditava no seguinte: “Eu sou um pecador de pecados graves e, por isso, estou destinado a perecer”, não é? Será que ele não acreditava nisto: “Sou uma existência que precisa se arrepender”? Foi por isso que ele alcançou a vida eterna.

Ou seja, Meishu-Sama escutou de Deus: “Eu o inocento”. Ele estava destinado a perecer, mas Deus lhe disse: “Eu perdoei seus pecados. Eu o inocento”.

Temos também estas Sagradas Palavras de Meishu-Sama: “O que é o Juízo Final?”. Nelas, Meishu-Sama se expressa da seguinte maneira: “Em suma, o que acontecerá é uma divisão entre o bem e o mal, e um julgamento decisivo será proferido. Ou seja, os bons serão declarados inocentes e os maus culpados”. Ele está dizendo que os bons serão declarados inocentes. Além disso, Meishu-Sama também afirma o seguinte: “Por conseguinte, estamos em uma situação terrível: todos os seres humanos na Terra compartilham o mesmo destino que os animais que estão prestes a serem abatidos”.

Meishu-Sama é uma pessoa boa ou má? Meishu-Sama, obviamente, é a pessoa mais bondosa de todas. No entanto, esse Meishu-Sama estava ciente de que ele próprio era um pecador de pecados graves. Assim sendo, “os bons serão declarados inocentes” significa que, independentemente da gravidade dos pecados, o fato de Deus nos inocentar é o mesmo que nos fazer uma pessoa boa, certo? Não há margem de erro nisso.

Mas, mesmo que Meishu-Sama afirme que é uma situação terrível sermos existências que se assemelham a um animal que está prestes a ser abatido, nós não achamos que isso seja uma situação terrível, não é mesmo? Mesmo escutando que “os bons serão declarados inocentes”, sequer chegamos a pensar: “Isso é muito sério” ou “Isso é uma situação terrível”. Assim sendo, todos nós – é claro que eu também me incluo nisso – possuímos uma postura orgulhosa para com Deus.

Porém, se Meishu-Sama foi inocentado, então isso é realmente uma questão muito séria. E nós também devemos receber o veredito de sermos inocentados, certo?

Sim, Kyoshu-Sama disse que “todos já foram perdoados”. Sim, é verdade que o veredito de “inocente” já foi preparado, que Deus já decidiu pronunciar o Seu julgamento para perdoar a humanidade. Mas, se vocês não disserem a Deus, por vontade própria, o seguinte: “Eu sou um pecador e quero ser perdoado”, vocês continuarão sendo pecadores de agora em diante. “Pecadores” significa que ainda tem pecados que não foram perdoados, ou seja, para Meishu-Sama, continuarão sendo considerados como “pessoas más”.

Agora, qual é o caminho para que cada um de nós receba o veredito de inocente? Essa é a maior de todas as questões, não é?

Vejamos as Sagradas Palavras “Arrependei-vos, porque é chegado o fim da noite”. Nelas, ao falar sobre o Juízo Final, está escrito que o executor desse Grande Julgamento é Deus e que esse Deus é quem tem o controle sobre a vida de todos os seres humanos. É por isso que Meishu-Sama afirma: “A única maneira de ultrapassarmos essa terrível situação na qual nos encontramos é implorar a Deus, entregar-nos em Sua mão e sermos perdoados de nossos pecados”. Deixem-me repetir: “A única maneira de ultrapassarmos essa terrível situação na qual nos encontramos” – talvez não achemos que seja uma terrível situação – “é implorar a Deus, entregar-nos em Sua mão e sermos perdoados de nossos pecados”. E ele continua dizendo de forma clara: “Nossos pecados se acumularam a tal ponto que não temos mais como carregar o seu peso sozinhos. É somente através do poder da mão salvadora de Deus que nossos pecados serão eliminados e purificados. Eu repito: essa é a única opção que temos”. Não haveria como Meishu-Sama ter sido mais claro do que isso com relação ao que deve ser feito para recebermos o veredito de inocentes.

Entregarmo-nos na mão de Deus é a única maneira de ultrapassarmos a situação difícil na qual nos encontramos e, também, o caminho para sermos salvos. Eis como ele se expressou.

A única opção é nos entregarmos na mão de Deus significa que nós, conforme está escrito nas Sagradas Palavras que citei anteriormente, estamos em uma situação semelhante à de um animal que está prestes a ser abatido.

Ao ler essas Sagradas Palavras, onde está escrito que “compartilham o mesmo destino que os animais que estão prestes a serem abatidos”, lembrei-me de um provérbio japonês “uma carpa na tábua de corte”. O que eu pensei foi o seguinte: os senhores e eu, todos nós, na verdade somos como “carpas na tábua de corte”, não somos?

Acerca desse provérbio, resolvi pesquisar mais precisamente o seu significado e descobri que ele significa o seguinte: uma situação desesperadora onde o oponente detém a chave da vida ou da morte em suas mãos e, mesmo se debatendo desesperadamente, não há nenhuma maneira de escapar dessa situação. Eis o sentido do provérbio “uma carpa na tábua de corte”.

No nosso caso, esse “oponente” seria Deus, certo? É Deus quem detém a chave da nossa vida ou morte. Obviamente, tratando-se de Deus, não há nenhuma maneira de escapar, mesmo se debatendo desesperadamente. Apesar disso, acho que temos nos debatido desesperadamente como “um peixe em uma tábua de corte”.

Em nome da fé, em nome de “ser uma pessoa melhor”, em nome da prática, temos nos empenhado dizendo algo como: “Eu tenho que fazer isso e aquilo” ou “Eu tenho que melhorar”. Obviamente, tentar o nosso melhor não é algo ruim. Mas, primeiro, precisamos admitir que somos pecadores, sermos perdoados e sermos feitos livres do pecado. Caso contrário, independentemente de qual boa ação vocês façam, será que isso não significa que vocês estão fazendo isso simplesmente para provar aos outros que vocês são pessoas boas, que são melhores do que os outros?

Mas, ao longo de muitos anos, ficamos nos debatendo desesperadamente. Em primeiro lugar, somos como um animal que está prestes a ser abatido e, portanto, não somos capazes de nada. Somos “uma carpa na tábua de corte”. Mesmo assim, apesar da nossa situação ser essa, sempre agíamos como “um peixe em uma tábua de corte” que se debate com vigor. Mas Deus, com Seu sentimento de misericórdia, pacientemente desviou até hoje Seus olhos dessa nossa postura.

Então, temos que pensar acerca de qual mão seria a mão de Deus a qual devemos nos entregar, certo?

Meishu-Sama compôs o seguinte salmo:

“Ó grandiosa mão do Messias! / Toda a criação na Terra, sem exceção, / Será salva por ti!”

Outro salmo:

“Sábios são aqueles / Que obedientemente dependem do Messias / Pois o destino da vida de todas as pessoas / Está na mão dele!”

Meishu-Sama está dizendo que “sábios são aqueles que obedientemente dependem”.

Acerca de nos entregarmos, comumente pensamos que não há tolice maior do que essa, não é? Dizemos que o ser humano possui inteligência, que o ser humano tem força, ou que “eu possuo inteligência; sou capaz de fazer isso”, pensando que entregar-se é uma tolice.

Mas, o que parecia uma tolice para o ser humano era uma sabedoria para Deus. O que parecia ser uma sabedoria para o ser humano era uma tolice aos olhos de Deus.

Nós nos orgulhamos da força humana e pensamos: “Sou capaz de fazer isso. Eu pratico aquilo. Eu professo essa fé”, como se fôssemos sábios, mas, aos olhos de Deus, na verdade isso é uma tolice. E, à primeira vista, a verdadeira sabedoria é, aos olhos humanos, algo que parece tolo.

Afinal, dizer: “Para mim, só existe Deus” e “A única opção é nos entregarmos nas mãos de Deus” é algo que as pessoas em geral consideram uma tolice. Mas para Deus e Meishu-Sama essa tolice é a maior de todas as sabedorias.

Agora, com relação às Sagradas Palavras “Arrependei-vos, porque é chegado o fim da noite”, que diz para nos entregarmos nas mãos de Deus, eis o que vem a ser a conclusão dessas Sagradas Palavras.

Deus confiou a Meishu-Sama a última salvação que é alertar sobre o Juízo Final. Para aqueles que tapam os ouvidos para essa voz de Meishu-Sama que está dizendo “arrependam-se!”, Meishu-Sama finaliza essas Sagradas Palavras da seguinte forma: “Mesmo que você venha a se arrepender, se o fizer somente quando o fim dos tempos chegar, será tarde demais”. Meishu-Sama está fazendo um alerta de que, mesmo se arrependendo, se isso for feito somente quando o fim dos tempos chegar, será tarde demais. Portanto, ele está alertando: “Entreguem-se rapidamente; entreguem-se rapidamente na mão do Messias”.

Meishu-Sama anunciou estas Sagradas Palavras no dia 31 de dezembro de 1949. Foi na véspera do Ano-Novo. Foi em 31 de dezembro de 1949, no último dia do ano de 1949, que estas Sagradas Palavras foram publicadas no Jornal Luz. Ele terminou aquele ano alertando toda a humanidade.

Agora, o que aconteceu no ano seguinte? O que aconteceu no ano seguinte, em 1950? Como todos sabem, no Início da Primavera daquele ano, em 4 de fevereiro, Meishu-Sama fundou a Igreja Mundial do Messias. Aproximadamente um mês antes, na véspera do Ano-Novo, ele emitiu uma mensagem severa e, logo depois da virada do ano, fundou a Igreja Mundial do Messias no Início da Primavera. Eis a nomenclatura religiosa que ele adotou: Igreja Mundial do Messias.

Pessoas que negam o termo “Messias” jamais se tornarão membros da Igreja Mundial do Messias, não é? Meishu-Sama queria reunir ao seu redor aqueles que desejavam receber a salvação através do nome Messias e, assim, ofertar essas pessoas a Deus através dele. Foi por isso que logo no início do ano seguinte à publicação dessas severas Sagradas Palavras ele fundou a Igreja Mundial do Messias e almejou avançar de forma concreta a salvação através do nome Messias em âmbito mundial, pois a salvação não alcança somente o povo japonês.

Ao pensar dessa forma, quanto ao nome Igreja Mundial do Messias, muito se discute a respeito da sua grafia em japonês – se o correto é Meshia ou Meshiya, ou se há ou não caracteres do silabário japonês dessa leitura nos ideogramas chineses, mas isso não vem ao caso – bom, talvez dizer “não vem ao caso” seja um exagero, mas, na verdade, acho que isso é um mero detalhe.

A humanidade ser salva ou não? Isso sim é a maior de todas as questões. Os senhores não acham?

O nome da organização religiosa é importante, mas a salvação da humanidade é muito mais importante. Será que existe algo mais importante do que isso para Deus e Meishu-Sama? Ou seja, isso também é o que há de mais importante para nós.

Então, já que Meishu-Sama fez com que a sua nomenclatura religiosa fosse a Igreja Mundial do Messias, será que podemos concluir o assunto, apenas dizendo: “Entrego nas mãos do Messias Meishu-Sama” ou “Entrego nas mãos do Messias que Meishu-Sama me ensinou”? Como sempre tenho dito, não se conclui assim, não.

Por quê? É porque, em absoluto, resta-nos a existência de Jesus Cristo. Ao trazer à tona o nome “Messias”, não há como fugir da existência de Jesus Cristo.

Meishu-Sama, quando fundou a Igreja Mundial do Messias, disse inúmeras vezes, repetidamente, que a existência de Jesus Cristo se faz presente dentro da salvação pelo nome Messias que ele estava dizendo.

Já citei esse episódio várias vezes, mas quando fundou a Igreja Mundial do Messias, Meishu-Sama foi entrevistado e uma das perguntas que lhe fizeram foi: “Qual é o significado global do nascimento da Igreja Mundial do Messias?” Acerca disso, Meishu-Sama respondeu que a missão da Igreja Mundial do Messias é guiar a humanidade rumo à felicidade, enfatizando que “no Ocidente, existe o cristianismo”; que, com relação a Jesus Cristo, temos que admitir “seu poder divino de trazer a salvação a todo o mundo”; que “o que Jesus Cristo pregou é realmente digno de louvor”; e que, por essa razão, “eu e a nossa nova religião desejamos atuar em consonância com o cristianismo para cumprir, de corpo e alma, nossa divina missão de salvar a humanidade e conduzi-la na direção correta”. Eis o que Meishu-Sama disse.

A questão aqui não é o sentido das palavras “Cristo” e “Messias”. Meishu-Sama afirma claramente: cristianismo. O fundador do cristianismo é Jesus, não é? Meishu-Sama disse que quer atuar em consonância com o cristianismo, cujo fundador é Jesus Cristo, e “cumprir, de corpo e alma, nossa divina missão de salvar a humanidade e conduzi-la na direção correta”. Meishu-Sama, ao desenvolver a salvação da humanidade, vê completamente Jesus e a si próprio como um só.

Com relação à pergunta: “É possível estabelecer a Paz Mundial pela força da religião?”, Meishu-Sama respondeu: “Acredito em absoluto!” Ele tinha uma confiança imensa, por dizer “em absoluto”, não é? Em seguida, ele disse: “Conforme eu disse anteriormente”. Isso significa que ele já havia falado repetidas vezes a respeito disso, certo?

E o que ele disse depois disso foi o seguinte: “Conforme eu disse anteriormente, temos Cristo no Ocidente e Messias no Oriente. A atuação em consonância dessas duas grandes forças fará com que todos os membros, em prol da paz, batalhem seriamente para que, certamente, seja estabelecida a paz eterna”. Essas Sagradas Palavras são sensacionais. Os senhores não acham?

Tanto os membros da Igreja Cristã, no Ocidente, quanto os membros da Igreja Mundial do Messias, no Oriente, são “todos os membros” para Meishu-Sama, ou seja, abaixo de Deus, todos são “um só membro”.

Ademais, ao ser questionado a respeito de o termo “Messias” comumente ser associado a Jesus Cristo, Meishu-Sama respondeu que ainda não havia uma definição concreta sobre o termo Messias, que isso veio ficando pouco a pouco mais claro com a chegada do século XX, e que finalmente havia chegado a época em que Deus revelará Seu verdadeiro poder. Disse também, que estava certo de que, no Ocidente, o Cristo demonstrará o seu verdadeiro potencial e, no Oriente, o Messias fará o mesmo, afirmando também que isso não pode ser compreendido pelos conceitos religiosos que tivemos até hoje e que seria manifestada uma força ainda mais surpreendente. Meishu-Sama tinha plena consciência de que, sob o Deus a qual ele serve, “Jesus Cristo e Meishu-Sama são dois, mas ao mesmo tempo são um só”.

Isso está ainda mais evidente em um salmo que Meishu-Sama compôs:

“Rodeado por gritos alegres e retumbantes de Aleluia!, / O Messias-Cristo desce. / E, ah, ele desce tão silenciosamente!”

Não acho que seja no sentido de Messias e Cristo, os dois, descerem separadamente, pois Meishu-Sama disse “Messias-Cristo” e isso significa que são ao mesmo tempo um só.

Antes de tudo, Meishu-Sama disse que ele é a Segunda Vinda de Cristo. Se ele não aceitasse o primeiro Cristo, como ele poderia ser a Segunda Vinda de Cristo? Isso é impossível.

Basta olhar as inúmeras Sagradas Palavras que mencionei agora. Dentro do “Messias” que Meishu-Sama cita nelas, não está incluso somente Meishu-Sama, mas Jesus Cristo também.

Ao aceitar Jesus Cristo e Meishu-Sama, pela primeira vez entenderemos o verdadeiro significado de nos entregarmos na mão do Messias e alcançarmos a salvação. Meishu-Sama está afirmando isso claramente: já não há mais margem de erro nisso.

Também há o que é referente à Bíblia, certo? Mesmo em suas Sagradas Palavras, Meishu-Sama faz inúmeras citações da Bíblia. Meishu-Sama obviamente lia a Bíblia. Ele disse que, entre todos os livros religiosos no mundo inteiro, não há outro mais poderoso do que a Bíblia para levar as pessoas ao arrependimento de seus pecados.

Ao assistir ao vídeo em que o Presidente dos Estados Unidos, durante a cerimônia de posse presidencial, colocava a mão sobre a Bíblia, Meishu-Sama disse: “Senti algo inexplicável dentro de mim”. E Meishu-Sama pensou que esse era o motivo da magnífica prosperidade atual dos Estados Unidos.

Antes de tudo, Meishu-Sama disse: “Ao ler a Bíblia hoje”, não disse? Ele lia a Bíblia, não lia? Meishu-Sama aceitava completamente a existência de Jesus Cristo e da Bíblia, não aceitava?

Ao pensar sobre isso, no final das contas, o que ficamos sabendo através do ato de seguir, filmar e fotografar secretamente Kyoshu-Sama? Soubemos que Kyoshu-Sama se encontra com um amigo cristão; que vai a encontros de estudos do cristianismo; e que ele está estudando a Bíblia. Por mais que se queira, é impossível que isso se torne um problema.

Viemos até hoje sem saber muitas coisas sobre a época em que Meishu-Sama fundou a Igreja Mundial do Messias, certo? Viemos até hoje sem focar na necessidade de atuar em consonância com o cristianismo e nem nos salmos e Sagradas Palavras que mencionei agora pouco. Se isso persistisse, continuaríamos avançando sem concretizar o verdadeiro sentimento de Meishu-Sama. Até Meishu-Sama reconhece que Jesus Cristo é o Redentor. Mas e nós? Será que alguma vez nós já reconhecemos Jesus como o Redentor?

Para concluir realmente a salvação por Meishu-Sama, precisamos estar cientes de que dentro do termo “Messias” que Meishu-Sama cita estão tanto Jesus quanto Meishu-Sama. Também precisamos nos entregar nas mãos do Messias e, através do sagrado nome Messias, recebermos o veredito de inocentes. Portanto, na verdade todas as pessoas ligadas a Meishu-Sama precisam estar cientes disso.

Embora a intenção daqueles que criticaram Kyoshu-Sama era caluniá-lo e difamá-lo, acho que foi bom eles terem tentado tão arduamente disseminar a informação que obtiveram ao seguir e filmar secretamente Kyoshu-Sama. Porque, ao contrário da intenção doentia deles, por meio da propaganda feita por eles, algumas pessoas provavelmente foram capazes de despertar para a importância de Jesus Cristo na divina obra de Meishu-Sama. Se algo como isso aconteceu, então isso deve ter deixado Meishu-Sama muito feliz.

Digo, portanto, que eles fizeram um “ótimo trabalho”. Não que eu esteja elogiando o “ótimo trabalho” deles, mas foi assim que tanto a Igreja Izunome quanto a MOA Toho no Hikari e certas Igrejas ao redor do mundo, apesar de terem a intenção de atacar Kyoshu-Sama, na verdade foram utilizadas por Meishu-Sama. Meishu-Sama as utilizou para informar a verdade às pessoas ligadas a elas que buscam a verdadeira salvação por Meishu-Sama. Foi isso o que aconteceu, não foi? Afinal, o sentimento de Meishu-Sama é salvar o maior número possível de pessoas, não é?

Em seus últimos anos de vida, Meishu-Sama disse aos servidores mais próximos que caso ocorra uma separação no Juízo Final, sobreviverão cerca de um terço, mesmo entre os membros da Igreja Mundial do Messias. Analisando humanamente, ao pensar acerca do número de pessoas que restou atualmente na Igreja Mundial do Messias, sinto que ocorreu uma separação através da atual purificação na Igreja, conforme Meishu-Sama havia profetizado. É isso o que eu penso.

Então, as pessoas que não aceitaram Meishu-Sama e Jesus serão extintas e nós, por termos aceitado, seremos inocentados: seria esse o desfecho dessa história? Não, na verdade, não termina assim. Será que o seu desfecho seria o seguinte: “Vocês, por não terem aceitado, serão julgados e estão destinados a perecer” e “Nós seremos salvos”? Não, na prática, não termina assim.

Afinal, certamente, ficamos cientes deste caminho graças às pessoas que geraram aquelas críticas. Se isso não tivesse acontecido, sequer pensaríamos a respeito de Jesus Cristo e da atuação em consonância com o cristianismo, terminando nossa vida sem aceitar isso.

É obvio que Kyoshu-Sama e sua esposa, minha mãe, sofreram psicologicamente por terem sido seguidos, filmados e fotografados secretamente. Porém, sem as pessoas que cometeram esse ato, não teríamos conhecido a verdadeira salvação e não teríamos adentrado o caminho que nos tornará pessoas inocentes. Ser ou não inocentado – eis a grande questão. Assim sendo, temos que agradecer de todo nosso coração àquelas pessoas, ao invés de agradecer apenas da boca para fora.

Por mais que aquelas pessoas nos considerem um estorvo e nos critiquem, nós não faremos isso. Afinal, se eles não existissem, a Igreja Mundial do Messias jamais teria ressuscitado, não teríamos aceitado Jesus como o Senhor da Redenção e não pensaríamos acerca da necessidade de atuar em consonância com o cristianismo.

Se assim for, por mais que agradeçamos a eles, ainda não será o suficiente. Todos nós temos que agradecer a todos eles e, portanto, vamos fazer isso.

É natural que algumas pessoas pensem: “Não… Por mais que isso seja dito, é impossível Deus salvar uma pessoa que admite e consente o ato de seguir, filmar e fotografar alguém secretamente”. Mas, na verdade, não é isso.

Afinal, Meishu-Sama compôs o seguinte salmo:

“Deus é o Soberano do Universo. / Ele perdoa qualquer tipo de pecado. / E também pune todos eles!”

Deus “perdoa qualquer tipo de pecado”. Obviamente, não é somente perdoar, pois Ele “também pune todos eles”. Ou seja, certamente existe a seguinte situação: é preciso se arrepender. Aquelas pessoas ainda não chegaram ao ponto de se arrepender. Elas ainda não se arrependeram, mas o perdão já foi preparado. “Se vocês se arrependerem, Eu os perdoarei”: eis o amor de Deus que foi preparado dentro do arrependimento.

Antes de tudo, será que a vida de cada um de nós é motivo de sentirmos tanto orgulho assim? Também me incluo nisso, mas, dentro daquilo que cada um de nós vivenciou nas últimas décadas, houve muitos acontecimentos, certo? Fomos feitos vivenciar várias coisas, certo? Mesmo que não consigamos dizer a outras pessoas, certamente já fomos feitos vivenciar um pecado que nos fez refletir: “Será que isso não é algo imperdoável?” Mas isso aconteceu para que ficássemos sabendo do perdão de Deus.

Ademais, isso não se limita a nós. Entre os membros da nossa família, entre os nossos parentes ou até mesmo entre os nossos conhecidos, pode existir alguém que tenha cometido atos hediondos como aqueles que aparecem na televisão. Mas, na verdade, o perdão está à espera até mesmo de situações como essas. Afinal, Deus “perdoa qualquer tipo de pecado”. Não há exceções. Dessa forma, o amor de Deus realmente é algo grandioso que ultrapassa completamente a nossa imaginação.

Com a aproximação do Juízo Final, mesmo que fiquemos em uma situação semelhante à “uma carpa na tábua de corte”, e por mais que ainda não venhamos a nos arrepender, Deus estará sempre esperando. E, se realmente conseguirmos nos arrepender, Ele perdoará qualquer pecado.

Meishu-Sama compôs o seguinte salmo:

“Ao contemplar o céu e sua imensidão, / Eu reflito. / Como é grande e ilimitada a graça de Deus!”

É realmente assim. O amor de Deus é ilimitado, não é? Deus possui um amor tão imenso que o ser humano não é capaz de medir o tamanho do amor que Deus sente por nós.

Ultimamente, tenho citado repetidas vezes o seguinte salmo de Meishu-Sama:

“Quando chegar o fim dos dias, / Vocês serão levados ao tribunal para serem julgados. / Não importa o quanto vocês se arrependam nesse momento, / Isso será em vão.”

Trata-se de um salmo bastante severo, pois afirma claramente que, quando chegar o Juízo Final e formos levados ao tribunal para sermos julgados, mesmo nos arrependendo nesse momento, não seremos capazes de fazer nada.

Há outro salmo que é considerado o que faz par com o que acabei de citar:

“Ó Deus, / O poder do Vosso grandioso amor se manifestará / No dia do Juízo Final!”

Ele expressa que o amor de Deus se manifestará no dia do Juízo Final.

Que amor seria este? Obviamente, é o amor de querer perdoar qualquer pecado e, ao mesmo tempo, é o amor de um pai pelos seus filhos.

“Como isto me faz sentir humilde: / Vós, ó Deus, tomais conta de tudo o que existe / Assim como Vós amais Vosso próprio filho!”

Esse salmo nos mostra o quão sublime é o sagrado coração de Deus que, assim como ama o Seu filho, ama tudo o que existe – ou seja, toda a humanidade e toda a criação – com um amor paternal.

Então, o que geralmente pensamos é o seguinte: “Mas eu não me recordo de Deus ter se tornado o meu Pai”. Nosso pensamento se resume no seguinte: “Eu nasci em determinada data e essa pessoa é meu pai”, mas, na verdade, assim como dizemos haver a precedência do espírito sobre a matéria, primeiramente Deus deu à luz nós no Paraíso antes de nascermos na Terra.

Mesmo para pais biológicos, quando o filho deles nasce, eles sentem algo como: “Quão precioso é o meu filho”, “Eu faria qualquer coisa por esta criança” ou “Vou proteger essa criança, não importa o que aconteça”. Mas quando Deus deu à luz nós no Paraíso, Ele teve um sentimento de amor por nós que excedeu e muito o dos pais biológicos.

Deus estava totalmente sozinho no início, não estava? Mas Ele queria viver com muitos no mundo da felicidade e decidiu nos gerar. Bem, às vezes, quando nossa vida está miserável, sentimos que queremos dizer a Deus algo como: “Por que o Senhor teve que fazer isso? Por que o Senhor teve que me dar à luz?” Mas quando Deus deu à luz nós, Ele realmente pensou que éramos muito preciosos. Justamente como os pais biológicos amam seus filhos, Deus teve um forte sentimento de amor por nós, pensando: “Oh, como Meus filhos são preciosos. Eu quero protegê-los, não importa o que aconteça. Eu vou perdoá-los, não importa o que eles façam”.

Deus, portanto, decidiu desde o início isto: “Eu perdoarei Meus filhos, não importa o que aconteça. Afinal, Eu os amo”. Deus já decidiu isso.

Dizemos “Juízo Final”, certo? Dizemos que Deus julgará no final, certo? Mas, para dizer a verdade, Ele já havia acabado o Seu julgamento logo no início. No início, Ele já havia proferido o Seu julgamento de perdoar toda a humanidade. Deus já havia decidido que Ele nos perdoaria de qualquer maneira.

Assim sendo, por que Ele teve que usar expressões severas como o “Juízo Final”, “tomem cuidado” ou “muitos perecerão”? Bem, tenho certeza de que Deus estava falando conosco com muita ternura no início, dizendo: “Filhos, Eu sou seu verdadeiro Pai. Vocês podem virar seu rosto para Mim?”

Mas nós éramos muito egocêntricos e considerávamos o mundo humano como o único mundo. Pensamos algo como: “Eu quero prosperar neste mundo”, “Eu quero ter sucesso”. Dessa maneira, não nos importamos em ouvir a voz de Deus, embora Ele estivesse falando conosco com tanta ternura.

Eis o porquê, agora, Deus finalmente não teve outra escolha a não ser agir um pouco mais duro conosco, usando expressões como “Juízo Final”, “Estou lhes avisando”, “Vou separar o bem e o mal” e “Vocês perecerão”. Vocês acham que Deus deseja usar essas palavras aos filhos que Ele ama profundamente? É claro que não.

Mas estamos fazendo Deus agir assim! Estamos fazendo Deus usar essas severas palavras.

Por muito tempo, Deus tem tentado falar conosco com Sua carinhosa voz, dizendo: “Você pode virar o seu rosto para Mim? Eu sou o seu verdadeiro Pai”. Mas, uma vez que vivemos nossas vidas somente buscando a prosperidade no mundo humano, Deus agora precisa se dirigir a nós com duras palavras. Como somos patéticos! Realmente precisamos refletir a respeito da nossa postura para com Deus.

Ao pensar a respeito do amor que Deus está vertendo sobre nós, já que Meishu-Sama disse no salmo que citei há pouco que é algo que nos faz sentir humildes, então não estamos na posição de dizer nada para Deus, não é?

Ele nos amou desde o início, desde o momento em que Ele nos gerou. E Ele possuiu e ainda possui neste exato instante um amor transbordante por todos nós, por cada um de nós.

No Culto do Paraíso Terrestre, realizado há alguns dias, foi anunciada a música “Por ter conhecido o Vosso amor”, cuja letra foi composta por mim. Nela, há um trecho que compus da seguinte maneira: “Nada mais pedirei, além disso”, “Nada mais pedirei, a partir de agora”, mas, na verdade, é praticamente impossível não pedir nada.

Eu próprio penso a respeito do que eu quero para mim ou, se minhas filhas ficam doentes, quero que elas melhorem. Também penso que quero fazer isso ou aquilo. Não é assim que cada um de nós vive sempre pedindo algo para si, tendo isso como uma espécie de força motriz para viver?

Nós estamos sempre pedindo algo, não é? Então, com relação à letra que compus, não quero que vocês a interpretem como “eu sempre pedi até hoje, mas não poderei pedir mais nada de agora em diante; uma pessoa como eu que acaba pedindo, não presta”.

Não é isso, pois, na verdade, Deus sabe perfeitamente que somos pessoas que acabam pedindo e nos perdoa. Uma vez que Deus está dentro de nós, não há a necessidade de pedirmos mais nada. Mesmo assim, nós acabamos sempre pedindo. Mas Deus perdoa até mesmo essa nossa postura e acho que seria muito bom se todos conseguissem voltar o seu coração para isso. É assim que eu penso.

Então, o que me levou a compor a letra dessa maneira é que não há dúvida de que Deus realmente está nos preenchendo com Seu amor transbordante e, portanto, quando escutarem ou cantarem essa música, se vocês conseguirem pensar, mesmo que por uma fração de segundos, o seguinte: “Ah, eu vivi sempre pedindo. Nem sequer me importava com Deus e acabei vivendo até hoje sempre pedindo”, e com isso ter, mesmo que por uma fração de segundos, o seguinte sentimento: “Mas, na verdade, ó Deus, o Senhor está em mim, não é? Já não pedirei mais”, Deus pode nos dizer o seguinte: “Você entendeu muito bem! O Meu amor existe perfeitamente dentro de você”.

Queremos muitas coisas, certo? “Eu quero ser isso ou aquilo”, “Eu quero isso ou aquilo”. Não estou dizendo que vocês não deveriam ser assim. O que eu estou dizendo é que, se vocês conseguirem realmente pensar, mesmo que por uma fração de segundos, o seguinte: “Nada mais pedirei, além disso”, “Nada mais pedirei, a partir de agora”, Deus ficará muito satisfeito e, na verdade, nos dirá: “Eu darei tudo o que você pedir”.

Existem muitas coisas que nós pedimos, não é? Obviamente, o que realmente devemos pedir é para nascer de novo, mas, humanamente falando, há muitas coisas que pedimos, não é mesmo? Assim sendo, acho que não é ruim pedir algo para Deus dizendo: “Caso seja a Vossa vontade, gostaria que o Senhor concretizasse isto”.

Obviamente, não sei dizer se seria bom ficar fazendo muitos pedidos como “eu quero isso, e isso, e isso, e mais isso…”. Mas se dissermos: “Ó Deus, caso seja a Vossa vontade, gostaria que o Senhor fizesse isso por mim”, e caso isso se concretize, conseguiremos dizer: “Ó Deus, muito obrigado!”, não é mesmo? Ao contrário, se não pedirmos nada a Deus, e algo se concretizar, vamos acabar dizendo: “Ah, isso é mérito meu”.

Há o “nascer de novo”, certo? É por isso que dizemos: “Estou trilhando o caminho do nascer de novo”. No entanto, também existem os desejos humanos, certo? Bem, acerca disso, acho que podemos dizer assim mesmo: “Se for a Vossa vontade, que esse desejo seja concretizado”. Só não pode ser um desejo egoísta que cause incômodo às pessoas ao nosso redor.

E, mesmo que esse desejo não se concretize, isso não aconteceu porque Deus pensou na nossa felicidade ou na felicidade das pessoas ao nosso redor e, portanto, temos que aceitar isso dizendo: “O Senhor agiu assim por haver algum motivo, não é? Muito obrigado”.

Pensando dessa maneira, não temos mais nada a dizer para Deus. O amor de Deus é realmente digno de profundo respeito e é algo que faz com que sejamos humildes.

O nosso amor humano não é capaz de perdoar qualquer tipo de pecado. Em absoluto, não é. “Aquela pessoa é desajuizada”: imediatamente pensamos dessa maneira. Mas se conhecermos uma pequena fração do amor de Deus, desse amor imensurável, sentir-nos-emos tão gratos que sequer conseguiremos dizer algo diante de Deus.

Acho que é devido a essa imensa gratidão que Kyoshu-Sama inicia suas palavras dizendo: “Com profundo respeito e temor”. Esse “temor” não significa somente “ter medo”. Ao invés disso, acho que é por sentir que não temos o merecimento de Deus, a quem devemos ter muita gratidão por não medir esforços para nos conceder tantas graças, que Kyoshu-Sama diz: “Com profundo respeito e temor”.

Assim sendo, o que nos resta é ficarmos estáticos diante de Deus. Não há uma única palavra sequer a ser dita diante de Deus.

Meishu-Sama compôs o seguinte salmo:

“Não hesitem. / Sejam abraçados por mim. / Vocês, então, serão salvos instantaneamente / No Paraíso, / No Céu.”

Ao usar a palavra “mim”, Meishu-Sama está se referindo a si próprio e a Deus, que vive dentro de Meishu-Sama. Ou seja, ele está dizendo: “Sejam abraçados. Sejam abraçados por Deus”.

Nós estamos estáticos. Deus está diante dos nossos olhos. Numa ocasião como esta, ficamos indecisos, não ficamos? Pensamos: “Uma pessoa como eu… Um pecador como eu, que viveu desprezando tanto assim a vontade de Deus”, mas Deus nos diz: “Não hesitem”. Isso significa que Ele está nos dizendo: “Não precisa ficar indeciso. Seja abraçado por Mim”. Assim sendo, como ele diz “instantaneamente”, então seremos salvos no Paraíso, no Céu, em um instante. Esse salmo está dizendo que seremos salvos no Paraíso em um piscar de olhos.

A palavra “salvação” tem uma conotação religiosa, certo? Mas não compliquem demais o assunto por causa disso. O que eu quero dizer é que, neste mundo, sentimos júbilo, paz e felicidade, certo? Mas existe um júbilo, paz e felicidade que são muito maiores do que nós somos capazes de sentir atualmente. Isso, eu digo, é a salvação.

Se formos abraçados por Deus, o júbilo e a paz que sentiremos por isso é algo que supera e muito o júbilo e a paz que sentimos neste mundo.

Então, só de saber, apesar de ainda não termos saboreado esse júbilo e paz, que algo maravilhoso como isso foi preparado, que isso foi prometido a nós, o sentimento que brota no coração é o seguinte: “Será que há algo mais gratificante do que isso?” e “O que seria isso senão a própria salvação?”

Por mais que queiramos, não somos capazes de corresponder ao amor de Deus. No entanto, já conhecemos o amor de Deus e ouvimos a voz de Deus. Afinal, ao sermos concebidos no Paraíso chorávamos como crianças recém-nascidas. E Deus conversava conosco. “Eu te amo, viu? Eu te amo”: era isso o que Ele nos dizia.

Realmente vimos Deus com nossos olhos, escutamos a Sua voz e fomos abraçados por Ele naquele momento. Não foi isso que aconteceu? Estamos agora percorrendo o caminho pelo qual poderemos saborear novamente o imensurável júbilo que sentimos naquele momento. Então, não há nada mais gratificante do que isso.

Não há meio para recompensarmos o amor de Deus. Mas, será que a única maneira de viver que nos resta, não seria entregar tudo nas mãos de Deus e viver sob o grandioso e indescritível amor de Deus?

É óbvio que passamos por inúmeras situações a cada instante de nossas vidas. No entanto, nossos dias não seriam mais felizes se vivêssemos cada instante na alegria de estarmos cientes de que há algo maravilhoso que nos foi prometido? Vamos, portanto, caminhar tendo conosco a grandiosa alegria de viver cada instante cientes do amor de Deus, que nos foi prometido.

Muito obrigado.

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