Boa tarde!

Kyoshu-Sama se tornou o líder espiritual em 1998, e foi a partir de 2003 ou 2004 que ele passou a nos guiar rumo a nova fé de Meishu-Sama. Deste então, já se passaram dezessete ou dezoito anos.

Recebíamos suas palavras em cada culto especial e, também, através das viagens missionárias feitas por todo Japão e ao exterior. Além de nos transmitir suas palavras, Kyoshu-Sama respondia diretamente às perguntas feitas pelos membros durante as viagens missionárias, dedicando-se a isso, todo tempo necessário.

Ademais, recentemente recebemos, mensalmente, os Salmos de Kyoshu-Sama. Também há a letra de várias músicas, não é? Temos a letra do hino “Regresso ao Lar” e das músicas “Maravilhosa Graça”, “Tristesse, por Frédéric Chopin” entre outras. É assim que Kyoshu-Sama tem nos guiado e orientado de inúmeras maneiras.

Todas essas informações, na prática, estão disponíveis nas publicações da Igreja. Além disso, também temos um canal no YouTube. Pelo YouTube, é possível assistir aos vídeos das Palavras de Kyoshu-Sama, bem como vídeos com a leitura da Revista Glória (em japonês), que são publicados para as pessoas com deficiência visual e para aquelas que querem ter acesso ao conteúdo pela audição.

É dessa maneira que Kyoshu-Sama tem se empenhado de todas as formas para nos guiar e nos orientar.

É claro que, publicamente, Kyoshu-Sama é um só. No entanto, minha mãe, que os senhores chamam de Mayumi-Okusama, está sempre apoiando Kyoshu-Sama e, juntos, unidos em um só corpo, eles têm se empenhado por nós.

Obviamente, é porque eles querem que despertemos para a verdade e salvação que Meishu-Sama nos deixou. Ademais, foi por haver algo que precisamos perceber, algo que precisamos mudar em nossa maneira de viver, que Kyoshu-Sama tem trabalhado com afinco, sacrificado sua vida, por nós.

Então, eu me pergunto: com relação ao empenho de Kyoshu-Sama ao longo de tantos anos, será que há algo que mudou em nós, se compararmos o nosso eu de dezessete, dezoito anos atrás, com o nosso eu de 2021?

Kyoshu-Sama tem nos orientado nos últimos dezessete anos. Então, qual é a diferença entre o você de hoje e o você de dezessete anos atrás? Que tipo de impacto as palavras de Kyoshu-Sama tiveram em suas vidas? Como vocês estão entendendo essas orientações? Se eu fizer essas perguntas para cada um de vocês, qual será a resposta?

Acredito que haveria inúmeras respostas, mas talvez existam pessoas que podem responder o seguinte: “São orientações maravilhosas, mas muito difíceis de entender” ou “Tenho me empenhado com afinco para compreendê-las, mas é difícil. Portanto, dou importância ao que foi ensinado até hoje”.

Ou pode existir pessoas que digam: “São orientações maravilhosas, mas Kyoshu-Sama é uma existência que está longe do meu alcance. Uma pessoa como eu jamais conseguirá compreendê-lo facilmente”. E, enquanto falam isso, essas pessoas continuam professando a fé como fizeram até hoje.

É dessa maneira que, sinceramente falando, existe em nós a mesma postura daqueles que dariam essas respostas à pergunta que fiz há pouco, certo?

Mas, na verdade, Kyoshu-Sama tem se empenhado por nós ao longo de dezessete, dezoito anos, e não há como concluir todo o grandioso esforço apenas com uma única palavra: difícil. Também acho que não podemos concluir isso dizendo bajulações, como “Kyoshu-Sama é uma existência que está longe do meu alcance”.

Pensei em uma pequena analogia acerca disso. Digamos que uma certa pessoa tenha se casado e o seu cônjuge é uma pessoa que já tinha se divorciado uma vez. Nesse caso, a esposa se casou pela primeira vez e o marido está no seu segundo casamento.

Então, a esposa se empenha para cozinhar, procurando agradar o marido, e serve bons pratos para ele. O marido, por sua vez, diz para ela: “Nossa! Você se dedicou muito para fazer essa comida. Deve ter sido muito difícil e complicado fazer essa comida!”. Ele diz isso, mas sequer prova o prato e vai até a casa da ex-esposa. Lá ele diz: “Gosto desse sabor, pois estou acostumado com ele”, e acaba comendo a comida preparada pela ex-esposa.

Ou poderia haver casos como este: a comida é servida e, então, o marido diz: “Olhando, parece saboroso! Você usou os melhores ingredientes, não foi? Tudo parece tão maravilhoso, que acho um desperdício colocar essa comida na boca”. E, sem sequer provar a comida, o marido se despede e vai até a casa da ex-esposa para, por fim, comer a comida da ex-esposa.

São apenas algumas analogias, mas eu me pergunto se essa não seria a nossa postura com relação às palavras de Kyoshu-Sama. Ou seja, ficamos dizendo que elas são difíceis ou que são maravilhosas, mas, no fim, não conseguimos nos libertar da fé professada até hoje.

Voltemos à analogia: digamos que a esposa tenha preparado a comida e o marido come dizendo: “Nossa! Que maravilhoso”. Até que enfim ele comeu! Até então, o marido sequer havia provado a comida, mas, mesmo comendo pela primeira vez, ele não comeu com satisfação. Então, mesmo não estando totalmente satisfeito, ele colocou os talheres na mesa e disse que ainda estava com fome. Por fim, foi até a casa da ex-esposa e disse: “Gosto desse sabor, pois estou acostumado com ele”. Ou seja, o marido comeu tanto a comida da esposa como a da ex-esposa.

A esposa, por sua vez, sempre espera ver o marido encher a barriga comendo somente a comida que ela prepara, mas como o marido age dessa forma, fica triste e isso é um desperdício de comida, não é?

Assim sendo, se refletirmos essa analogia com as palavras de Kyoshu-Sama, é o mesmo que dizer: “As Palavras de Kyoshu-Sama, são maravilhosas”, estudá-las, mas, mesmo assim, ainda querer continuar a praticar a fé professada até agora, como se fosse uma espécie de apego persistente nela. Seria uma postura como essa, não é?

Embora Kyoshu-Sama esteja querendo nos transmitir a verdadeira fé de Meishu-Sama, ao invés de ficarmos satisfeitos com isso, queremos dar continuidade à fé que foi professada até agora. Isso, na verdade, é uma falta de respeito para com Kyoshu-Sama, que está se empenhando por nós.

Então, o que vem a ser exatamente essa “fé que professamos até agora”, que eu comparei na analogia que fiz há pouco com a “comida da ex-esposa”? O que eu penso é o seguinte: no final das contas, basicamente nós gostamos da fé que professamos até agora. Isso está além do nosso racional: gostamos da “comida da ex-esposa”, gostamos da “fé que professamos até agora”: acho que, essencialmente, é esse pensamento e sentimento que existem dentro de nós. Logo, independentemente do que é dito para nós, ainda estamos presos nessa fé.

Então, o que vem a ser “a fé que professamos até agora”?

É a fé simbolizada por expressões como “amor ao próximo” e “gratidão”. É a fé simbolizada por ensinamentos como: amemos o próximo; vamos praticar o amor ao próximo; vamos agradecer por tudo; vamos agradecer pelas dificuldades; vamos amar todos igualmente; vamos praticar isso e aquilo; não faça nada de ruim; seja obediente e humilde; cuide bem de seus pertences.

É a fé simbolizada por esforços para possuir sentimentos de gratidão e amor enquanto usamos nossa mente.

Essa, digo eu, é a fé que professamos até agora.

Nós gostamos dessa fé. Por quê? É porque achamos que nossos esforços nos tornam superiores a outras pessoas e, dessa maneira, achamos que podemos nos colocar em uma posição mais elevada com relação a outras pessoas. Ademais, dizemos algo como: “É tão difícil conseguir praticar isso”, sentindo dentro do coração o orgulho de achar que essa humildade é digna de admiração. É assim que, por ser uma fé que engrandece o valor humano, nós gostamos dela.

Fazemos esforços para dizer que estamos agradecendo e que estamos dando amor, visando engrandecer nossas próprias virtudes. Com isso, por meio da forma visível, fica bem clara a distinção que existe entre nós e as outras pessoas. É por esse motivo que nós gostamos dessa fé, não é?

Mas, ao escutar isso, sentimos vontade de dizer que não existe assunto mais absurdo do que esse ou querer dizer que Meishu-Sama falou a respeito do amor ao próximo e da gratidão, não é isso?

Bem, só que existe o verdadeiro sentido do amor ao próximo e da gratidão que Meishu-Sama nos ensinou. Ou seja, embora seja o amor ao próximo, esse amor é o amor de Deus; embora seja a gratidão, na verdade, trata-se de uma gratidão que não é facilmente alcançada pela força humana.

No entanto, o que nós fizemos foi rebaixar essas Sagradas Palavras de Meishu-Sama ao nível do “amor ao próximo mundano” e da “gratidão mundana”, definindo que é isso o que Meishu-Sama está dizendo. E acabamos acreditando cegamente nisso.

Talvez vocês achem que seja uma falta de respeito comparar tudo o que Meishu-Sama nos ensinou com a comida da ex-esposa, mas, na verdade, não é nada disso, pois Meishu-Sama disse em diversas ocasiões que coisas desse tipo são apenas moralidade e que a moralidade está abaixo da religião.

Exortar o ser humano a possuir determinados sentimentos; obrigá-los a ter bons pensamentos, evitar a prática do mal, respeitar seus pais e não desperdiçar o que lhe pertence: Meishu-Sama nos ensina que isso é algo que está dentro da esfera da moralidade.

Nós, até hoje, achávamos que isso estava na esfera da religião, mas Meishu-Sama afirma que isso é moralidade. E ele afirma que isso está abaixo da religião. O que Meishu-Sama queria fazer era atuar como religião. Ele queria fazer algo superior à moralidade.

As Sagradas Palavras “Fé Kannon”, lidas no culto de hoje, falam sobre a fé shojo e a fé baseada em mandamentos. Ao escutar a palavra “mandamentos”, pensamos em algo extremamente exagerado como orar para Deus cinco vezes ao dia. Mas, mandamentos se resumem em regras, certo? É por isso que, por exemplo, pedir para as pessoas fazerem práticas altruístas, bem como a prática da gratidão ou essa e aquela prática; obrigá-las a fazer as práticas básicas como ir à igreja, o Johrei e dedicar na igreja, ou forçá-las a possuir bons sentimentos e que não se deve fazer coisas ruins são, na verdade, mandamentos.

E, nas Sagradas Palavras lidas hoje, Meishu-Sama está nos dizendo que, no final das contas, somos incapazes de praticar tudo isso, não é? Ele afirma que, mesmo professando uma fé magnífica, somos incapazes de praticar e caímos na falsidade.

Em outras palavras, publicamente, falamos que estamos fazendo, mas, se olharmos dentro do nosso coração, notaremos que não é bem assim. Só que Meishu-Sama se expressa dizendo: “boas por fora e más por dentro”.

Isso quer dizer: entre qualquer um de nós, será que existe pelo menos uma pessoa que consegue dizer: “Eu consigo amar todos igualmente”; “Sou grato por absolutamente tudo”; “Jamais fiz algo de ruim para os meus pais”?

Para ser honesto, não acho que alguém consiga dizer essas coisas.

Porém, dizemos que o valor está em tentar ser esse tipo de pessoa. Como somos hipócritas! Nós estamos objetivando ser alguém que nunca conseguiremos ser, não importa o quanto tentemos. Realmente estamos presos a esse tipo de fé, sem saber como sair dela. Bem, obviamente, Deus é capaz de fazer isso, mas é dessa maneira que prendemos nós mesmos aos mandamentos.

E o que acontecerá se continuarmos vivendo dessa maneira? Meishu-Sama afirma que, por cair na falsidade, surge em nós o desejo de querer exibir nossas realizações e sermos considerados pessoas importantes. Ele afirma ainda que essa nossa postura exala um mal cheiro, que isso é feio de se ver e que isso é o mesmo que ser uma pessoa insignificante.

Naturalmente, em uma fé baseada em mandamentos, quanto mais a pessoa se torna importante, não há como escapar do fato de que sua importância é fruto de ela cumprir os mandamentos. “Eu faço muitas práticas altruístas e agradeço por tudo. É por isso que cheguei a uma posição tão importante”: não há como evitar isso, não é?

Assim como Meishu-Sama afirma, mostrar-se alguém perfeito – alguém que é capaz de fazer isso ou aquilo, gera um efeito contrário e a pessoa se torna insignificante devido à vontade de querer se exibir.

Acho que essa postura é, obviamente, a nossa própria postura e, ao mesmo tempo, é também a postura que muitas pessoas dentro da Igreja tiveram após o falecimento de Meishu-Sama.

Da mesma maneira que Meishu-Sama afirma que existem aqueles que criam um molde, entram voluntariamente nele e sofrem, nós fizemos exatamente o mesmo e criamos o nosso molde. Ou seja, dizíamos que é preciso realizar determinada prática ou que é preciso agradecer o que é inconveniente, entre outras coisas mais, criando assim um molde. No entanto, como não é possível fazer com que esse molde se torne perfeito, ficávamos nos remoendo por dentro e sofríamos. Só que, além de sofrer por conta própria, tentávamos empurrar outras pessoas para dentro desse molde, fazendo-as sofrer também, assim como Meishu-Sama havia dito, certo?

Podemos até achar que nós não estávamos agindo dessa maneira. Mas eis um exemplo: achando que isso era bom, dizíamos às pessoas ao nosso redor que, quando tínhamos uma doença, no início, pensávamos sobre o porquê de Deus ter feito aquilo, mas que, aos poucos, passamos a agradecer por aquela doença. Quem escutava isso, ficava pensando: “Que pessoa maravilhosa! Eu também quero me tornar uma pessoa que agradece por qualquer coisa”.

Vejamos um outro exemplo: transmitíamos às pessoas que é importante ser humilde. Com isso, quem nos escutava, ficava pensando: “Nossa… como essa pessoa é humilde. Acho que eu nunca conseguirei me tornar uma pessoa humilde, pois, sem perceber, facilmente acabo sendo orgulhoso”.

É dessa maneira que nós criamos um molde chamado mandamentos, entramos voluntariamente dentro dele e, já que estamos vivendo nesse mundo, empurramos as pessoas ao nosso redor para dentro desse molde, fazendo-as sofrer. E nós achamos que esse estilo de vida é bom, porque achamos que é bom existirem mandamentos.

Então, acho que essa é a nossa postura, mas, por outro lado, quem consegue explicar o que é uma fé que não seja uma fé baseada em mandamentos? No mundo inteiro, dificilmente existe esse tipo de fé que, de fato, não seja uma fé baseada em mandamentos, certo?

Todas as religiões incentivam as pessoas a cumprimentar adequadamente os outros, orar para Deus todos os dias ou realizar uma determinada prática. Praticamente todas são assim. Todas as pessoas pensam que religião consiste em viver conforme uma determinada regra, ou seja, conforme os mandamentos. É por isso que nós não temos ideia do que vem a ser uma fé que não seja baseada em mandamentos.

Como vocês podem ver pelas Sagradas Palavras “Fé Kannon”, Meishu-Sama era diferente. Porém, foi só Meishu-Sama falecer que nós passamos a aceitar tudo o que ele nos deixou como mandamentos. Acerca do termo “amor ao próximo”, dizíamos: “É preciso amar as pessoas ao seu redor”. Quanto ao termo “gratidão”, dizíamos: “A gratidão é importante”. Foi assim que rebaixamos as Sagradas Palavras de Meishu-Sama ao nível do que é comumente dito na sociedade, apesar de Meishu-Sama ter nos ensinado uma fé que não é baseada em mandamentos.

Mas acho que, agora, Kyoshu-Sama está nos transmitindo a nova fé que Meishu-Sama pregou ao falar da fé Kannon ou da fé daijo, a verdadeira fé, uma fé que transcende a fé baseada em mandamentos.

Portanto, na Igreja Mundial do Messias, Meishu-Sama e Kyoshu-Sama estão pregando acerca dessa nova fé que não é baseada em mandamentos.

No cristianismo, isso também foi pregado por Jesus no início. Além disso, o apóstolo Paulo, que escreveu grande parte dos livros do Novo Testamento, também enfatizou muito isso. Mas acho que, por fim, o cristianismo acabou caindo em uma fé baseada em mandamentos. “Não se deve fazer isso, mas não há problema em fazer aquilo”: acho que até mesmo o cristianismo acabou se tornando nisso.

É dessa maneira que, acredito eu, todos nós empurramos a nós mesmos para dentro desse molde da fé baseada em mandamentos. Meishu-Sama usa expressões fortes para dizer que aqueles que possuem essa fé, exalam um mal cheiro e é realmente feio de se ver, mas acho que nós mesmos éramos assim, não éramos?

Então, o que é exatamente uma fé que não é a fé baseada em mandamentos? Acerca disso, Meishu-Sama afirma o seguinte: “O ser humano precisa simplesmente reconhecer a existência de Deus e saber que Ele vê através de tudo. Todo o restante é trivial, ou seja, desnecessário. Todos complicam os ensinamentos religiosos dizendo coisas como ‘é preciso fazer isso’ e ‘é preciso agir dessa maneira’”. E ele continua dizendo que “o ponto mais crucial é: Deus existe. Mas quase ninguém ensina isso”. Foi isso o que Meishu-Sama disse.

Nós, porém, não complicamos dizendo que “é preciso fazer isso” ou “é preciso agir dessa maneira”? Viemos até hoje dizendo: “Agradeça o que é inconveniente. Faça essa prática. Faça isso; faça aquilo”. No entanto, Meishu-Sama afirma que o ser humano precisa simplesmente reconhecer a existência de Deus e saber que Ele vê através de tudo, dizendo também que todo o restante é trivial, ou seja, desnecessário.

Já que Deus vê através de tudo, isso significa que não podemos esconder nada Dele, certo? Geralmente, tentamos esconder o nosso eu que não consegue fazer algo, e acontece como está escrito em “Fé Kannon”, ou seja, nos tornamos pessoas “boas por fora e más por dentro”.

Mas como Deus vê através de tudo, não conseguimos esconder nada. Não conseguimos esconder nada Dele.

Estamos completamente nus diante de Deus. Deus vê através da parte mais profunda de nossos corações, a parte mais profunda de nossas almas.

Portanto, assim como Meishu-Sama afirma que a fé Kannon é a fé daijo, uma fé que não permite ter “duas caras”, então, temos que ser exatamente como nós somos, sem disfarçar a nós mesmos.

Então, mesmo que não consigam fazer algo como os mandamentos, vocês não devem se esforçar para esconder esse “eu”. Em vez disso, assumam que existe dentro de vocês o “eu” que não consegue fazer algo. Apenas digam: “Ah, eu não consigo fazer”. Vocês não precisam esconder isso. Por assim ser, vocês não precisam cair na falsidade, não precisam se exibir ou ser orgulhosos.

Embora Meishu-Sama diga isso com facilidade, na verdade, é preciso ter coragem para agir dessa maneira. Reconhecer que Deus está vendo até mesmo a parte mais profunda do nosso coração: acho que é preciso ter coragem para agir dessa maneira.

Se vocês observarem calmamente seus corações, acho que perceberão uma coisa. Acho que vocês perceberão que possuem coisas que querem esconder de Deus e, ao mesmo tempo, que Deus já sabe delas.

Meishu-Sama afirma que, não sendo mais necessário esconder algo, a pessoa se torna alegre. Naturalmente, já que não temos que esconder mais nada, como fizemos até hoje, é claro que nos tornaremos pessoas alegres. Mas, ao mesmo tempo, ficaremos chocados quando descobrirmos que, na verdade, existiam certas posturas dentro de nós.

Não que estejamos acostumados a “varrer tudo para debaixo do tapete”, mas escondemos isso e nos esforçamos para fazer determinadas práticas ou ter esses ou aqueles pensamentos. É dessa maneira que nos esquivamos, e não enfrentamos as situações de frente.

Bem, isso não é um assunto complicado. Dentro da nossa vida diária, encontramo-nos com conhecidos, amigos, familiares ou saímos para tomar um cafezinho com amigos ou para fazer compras. Nesses momentos acontece algo desagradável, o que faz com que sentimentos surjam dentro do nosso coração, certo? É nesse momento! É nessas situações que Deus está nos dizendo: “Eu vejo através disso”.

Se realmente conseguirmos perceber esses pensamentos e sentimentos, e se percebermos que nos empurramos até hoje para dentro de um molde e que, na verdade, não conseguimos cumprir inúmeros mandamentos, talvez sintamos que somos irredimíveis e que não temos esperança de sermos salvos. Talvez sintamos vergonha até mesmo de ser uma pessoa de fé, por termos esses pensamentos e sentimentos dentro de nós.

Talvez vocês pensem que são irredimíveis, mas, na verdade, não é isso. Esse nosso ser irredimível é exatamente o que Deus quer redimir. Deixem-me repetir: nosso ser irredimível é exatamente o que Deus quer redimir.

“Características peculiares da salvação pela nossa Igreja”: o título dessas Sagradas Palavras é magnífico, não é? São essas Sagradas Palavras que dizem o que é a característica peculiar da salvação pela Igreja Mundial do Messias. E nelas está escrito: “A missão da nossa Igreja é salvar aqueles que estão sofrendo no inferno ao Paraíso”. E, como isso será concretizado? Meishu-Sama diz o seguinte: “A fim de salvar as pessoas ao Paraíso, vocês devem primeiro subir ao Paraíso e se tornarem habitantes dele. Então vocês poderão puxar todos ao Paraíso e trazer eles à salvação”.

Ao escutar isso, muitos podem pensar que, por mais que isso seja dito, é difícil puxar todos ao Paraíso e que isso é difícil por não existirem tantos conhecidos assim. Mas, na verdade, não é isso.

Afinal, aqueles que estão sofrendo no inferno estão dentro de nós, não estão? É através daqueles dentro de nós que sentimentos irredimíveis existem, não existem? Meishu-Sama utilizou o termo “todos”, e isso também faz menção a todos os antepassados que existem dentro de nós.

Estamos vivos agora. Em outras palavras, prevalecemos sobre os outros até hoje. Isso só pode significar que matamos os outros até hoje. Se tivéssemos sido mortos, não teríamos sobrevivido.

Portanto, o mero fato de estarmos vivos agora significa que, dentro de nós, carregamos algo horrível. Se fôssemos dóceis e pensássemos que não deveríamos atacar outras pessoas, não teríamos sobrevivido até hoje.

Lutamos em guerras e prevalecemos sobre os outros: é por isso que estamos aqui hoje. Assim sendo, nós – dentro de nós – naturalmente carregamos aqueles que parecem irredimíveis, que estão sofrendo e que estão no inferno.

Portanto, mesmo que existam dentro de vocês pensamentos e sentimentos impossíveis de se lidar, “vocês devem primeiro subir ao Paraíso”, assim como Meishu-Sama disse. A primeira coisa que vocês precisam fazer é subir ao Paraíso e se tornarem seus habitantes.

Porém, acabamos tendo pensamentos como “é preciso se esforçar muito para nos tornarmos habitantes do Paraíso” ou “vou me empenhar, pois quero me tornar um habitante do Paraíso”. No entanto, Meishu-Sama afirma “primeiro”. Ele afirma que devemos primeiro subir ao Paraíso.

Portanto, o que devemos fazer é ter coragem e primeiro ir até onde Deus se encontra, reconhecer honestamente os pensamentos e sentimentos que afloram em nosso interior e entregá-los a Deus sem disfarces. Entretanto, embora tenhamos que fazer apenas isso, escondemos esses sentimentos e dizemos: “Foi doloroso, mas hoje eu consigo ter gratidão por aquela dificuldade”. Mas, para Deus, esse “foi doloroso” é o mais importante, sabiam? Ou, então, dizemos: “A única coisa que eu tinha era ódio por aquela pessoa, mas finalmente consegui gostar dela”, focando apenas em pontos como “consegui ter gratidão” ou “consegui passar a amar”, pensando constantemente na nossa própria evolução. Enquanto estamos vivos, pensamos apenas no nosso próprio crescimento. Mas, na verdade, viemos ao mundo para salvar esses sentimentos feios, pensamentos dolorosos e odiosos, que existem dentro de nós.

Porém, não achamos que iremos nos tornar habitantes do Paraíso de uma hora para outra. Além do mais, como existem vários elementos dentro de nós, um turbilhão de pensamentos e sentimentos invadem o nosso coração. Por isso, em meio a essas circunstâncias, acabamos achando que devemos ter bons pensamentos e continuamos sofrendo por causa disso todos os dias.

Meishu-Sama afirma que a missão da nossa Igreja, ou seja, a missão dos seguidores de Meishu-Sama, é “salvar aqueles que estão sofrendo no inferno ao Paraíso”. Essa é a nossa missão! Então, se não subirmos primeiro ao Paraíso, com coragem, não seremos capazes de cumprir essa missão ao longo de nossa vida.

Então, vocês precisam pensar se vão continuar usando cada segundo daqui em diante para o seu próprio crescimento, como foi feito até hoje, ou se vão viver pensando: “Existem pessoas dentro de mim que estão sofrendo no inferno. Quero usar o meu tempo para a salvação dessas pessoas”. Vocês precisam decidir qual caminho querem viver.

No Culto Mensal realizado hoje, foram entoados cinco salmos de Meishu-Sama.

O primeiro salmo entoado foi:

“Ah, quantos são os idiotas / Que constroem uma prisão pelas próprias mãos / E entram nela.”

Será que nós não construímos uma prisão pelas nossas próprias mãos? Dizíamos que “é preciso fazer determinada prática” e “é preciso amar o próximo”, construindo uma prisão pelas próprias mãos. Entramos voluntariamente nela, e não é só isso: empurramos outras pessoas para dentro dessa prisão.

Até hoje, não pensávamos que isso era uma prisão. Ao contrário, pensávamos que era uma postura louvável. Achávamos que vivíamos corretamente ao determinar inúmeros mandamentos, que vivíamos dentro de um castelo maravilhoso onde amávamos o próximo, que éramos gentis com o próximo, que não desrespeitávamos os nossos pais e que não desperdiçávamos nossos pertences. Porém, Meishu-Sama afirma que isso é uma prisão; que nós a construímos pelas nossas próprias mãos; e que entramos nela e acabamos colocando outras pessoas nela, também.

O segundo salmo entoado foi:

“Que lástima, os ouvidos humanos! / Eles conseguem ouvir a menor das vozes / Mas não as grandes palavras que ressoam tão alto!”

O que seria a “menor das vozes”? Em suma, é a voz humana. Nós realmente damos ouvidos ao que as pessoas dizem. Se alguém fizer uma fofoca ou levantar rumores de outra pessoa, logo ficamos interessados. É como se nossos ouvidos aumentassem de tamanho, escutando com atenção, não é? Bem, todos, inclusive eu, é claro, escutam muito bem esse tipo de voz.

Acerca do que vem a ser as “grandes palavras”, isso é, obviamente, a palavra que vem de Deus, certo? Deus está sempre chamando por nós, dizendo: “Filho, pare de ouvir a menor das vozes e regresse até Mim sem disfarces”. No entanto, não prestamos atenção a essa voz. Isso acontece porque damos mais importância às coisas do mundo humano. Se ouvirmos a voz de Deus, justamente quando estivermos escutando algum sofrimento de um amigo, talvez digamos: “Ah, Deus, faça silêncio, por favor. Esta pessoa tem um problema muito sério!”. Nossa… como somos focados apenas no que está diante dos nossos olhos, não somos?

Não me entendam mal. É óbvio que é importante dar o melhor de si por seus amigos. Mas não podemos nos esquecer que Deus está sempre chamando por nós.

O terceiro salmo entoado foi:

“No Mundo Cristalino, / Qualquer coisa oculta será exposta. / Qualquer segredo será revelado!”

Muitas coisas já estão se revelando dentro de nós, não estão? Geralmente, pensamos que muitas situações vão ser expostas neste mundo da forma, na Terra. É claro que isso também acontece. Mas será que já não estão surgindo dentro do nosso coração todos os tipos de pensamentos e sentimentos que não conseguimos ocultar? Pensamentos e sentimentos como “que ódio daquela pessoa”, inveja e outros mais.

A Transição da Noite para o Dia já foi concretizada no Mundo Espiritual, não foi? Logo, não é por isso que a Luz de Deus ilumina intensamente o interior do nosso coração? E, assim como as sombras surgem quando algo é iluminado pela luz, conseguimos ver essas sombras com muita intensidade. Somos capazes de enxergar inúmeras coisas dentro do próprio coração. É isso o que acontece, não é? Ou seja, isso está sendo revelado porque o Mundo Cristalino já chegou.

Bem, não estou dizendo que, na prática, vocês precisam expor ao seu redor seus segredos, vergonhas ou tudo o que existe dentro do seu coração. Mas, no mínimo, isso é diferente com relação a Deus. Afinal, Ele está nos dizendo: “Vocês não precisam esconder nada. Eu vejo através de tudo”.

Além disso, Deus está nos dizendo o seguinte: “Eu já retirei tudo o que há de vergonhoso em você”. Assim como diz a Bíblia, Deus já enxugou todas as lágrimas dos nossos olhos! Coisas pelas quais sentimos vergonha diante dos outros, coisas que queremos esconder dos outros, incidentes vergonhosos ou coisas horríveis que fizemos no passado, que nos dão vontade de chorar – Deus já removeu essas coisas de nós e enxugou todas as nossas lágrimas. É por isso que não precisamos esconder nada Dele.

O quarto salmo entoado foi:

“Ah, seres humanos, / Como vocês são tolos! / Pois vocês deixam de lado e ignoram / O verdadeiro caminho de Deus que é tão fácil de trilhar / E, ao invés disso, continuam a viver na angústia!”

Deus está nos dizendo para não disfarçarmos quem somos e, portanto, será que existe algo mais fácil do que isso? Deus está nos dizendo: “Filho, ofereça você mesmo para Mim sem disfarces”. Apesar disso, achamos que ainda não somos existências dignas de ficarmos diante de Deus, que primeiro precisamos possuir um coração agradecido e que precisamos nos tornar capazes de realizar determinada prática. Com isso, continuamos sempre vivendo na angústia, falando que, mesmo sendo difícil, um dia seremos capazes.

E, por fim, o quinto salmo entoado foi:

“O caminho para o inferno / Ou o caminho para o Paraíso – / Cabe a cada um de vocês / Qual caminho escolher. / É assim que este mundo funciona.”

Esse salmo nos mostra que, no final das contas, somos nós quem escolhe ir para o inferno ou ir para o Paraíso. Bem, na verdade, na verdade, sequer temos o direito de escolha. Mas Deus, com Seu coração misericordioso, está nos dizendo: “Filho, Eu espero até você tomar sua decisão”.

Talvez não imaginássemos que a fé baseada em mandamentos, que professamos até hoje, estava ligada ao caminho que leva ao inferno, mas essa fé tem como foco priorizar esse mundo, não é? “O que eu consegui fazer? O que eu consegui deixar nesta Terra?” Esse é o foco. Se continuarem vivendo dessa maneira, ou seja, se vocês viverem suas vidas priorizando esse mundo humano, o que lhes espera é a morte. Quer dizer, pela morte vocês se tornarão uma existência impossível de salvar. Ou seja, o que espera por vocês é o inferno.

Será que esse é o caminho que vocês querem trilhar de agora em diante? Ou, por outro lado, será que vocês querem trilhar o caminho do Paraíso, pelo qual todos se apresentarão a Deus sem disfarces, regressando ao Pai e vivendo em união com Deus? Caso vocês queiram trilhar o caminho do Paraíso, o que os espera é a vida eterna, e não a morte.

Portanto, o quinto salmo entoado hoje deixa claro que “cabe a cada um de vocês decidir se vai escolher a morte ou a vida eterna”. É isso o que este salmo nos transmite.

Ao escutar tudo isso, talvez haja alguém entre vocês que pense: “Olha… eu até entendo tudo isso que você está dizendo, mas se os mandamentos deixarem de existir, como ficará a ordem deste mundo?”

Bem, é óbvio que nós precisamos seguir o senso comum e respeitar as regras deste mundo.

Mas se ultrapassarmos isso e o que se assemelha aos mandamentos deixar de existir, vocês podem achar que ninguém mais agradecerá aos outros e o mundo se tornará um local terrível, que a fé baseada em mandamentos será a melhor e que será preciso aumentar o número de pessoas cheias de gratidão e amor.

Sim, isso é compreensível, mas há algo que não podemos nos esquecer. Meishu-Sama expressou isso em um de seus salmos:

“Não procure a aprovação dos olhos e da boca humanos. / Corresponda somente à vontade de Deus.”

Enfim, estamos mais preocupados com a maneira com que as pessoas nos observam, e não como Deus nos vê. Nós dizemos “Deus, ó Deus”, mas quando ouvimos algo de alguém, nossos pensamentos e sentimentos procuram instantaneamente a aprovação disso. Em um instante, nossos pensamentos e sentimentos acabam priorizando mais o que é da Terra do que é de Deus.

Há outro salmo, muito parecido com o que acabei de citar, que diz:

“Aqueles que se empenham para corresponder / Somente à vontade de Deus / São verdadeiros seres humanos.”

Ao dizer “corresponder somente à vontade de Deus”, Meishu-Sama está afirmando que, em vez da vontade do ser humano, temos que viver unicamente conforme a vontade de Deus e que o verdadeiro ser humano é aquele que se empenha para isso. Pensando dessa maneira, Meishu-Sama está nos dizendo que nós ainda não éramos verdadeiros seres humanos. Meishu-Sama também usou o termo “animal” para se referir a seres humanos como nós.

Com relação a esses dois salmos, podemos pensar: “Nossa! São salmos maravilhosos”. No entanto, seu conteúdo é severo. Ambos os salmos nos advertem a não procurarmos a aprovação dos olhos e da boca de outras pessoas, e a viver unicamente para corresponder à vontade de Deus. Só que isso é praticamente impossível.

Afinal, a maior parte do nosso dia vivemos para o ser humano. Pode-se dizer que até mesmo quando oramos, no final das contas, fazemos isso para nós mesmos. Até sentimos orgulho de estarmos orando.

Portanto, com relação a esses dois salmos, ao invés de pensar: “Até hoje, eu era centralizado no ser humano, mas, de agora em diante, viverei a fim de corresponder à vontade de Deus”, fazendo com que esses salmos se tornem mandamentos, temos que reconhecer o seguinte: “Eu não consegui fazer isso”.

O primeiro passo a ser dado é reconhecer que “não consegui viver da maneira que corresponde à vontade de Deus”, “eu era uma pessoa que procurava a aprovação dos olhos e da boca das outras pessoas”, “eu não era capaz de agradecer por tudo”, “eu não conseguia ter um amor imparcial” e “achei que era capaz de fazer pela minha própria força, mas não consegui fazer nada”.

Caso contrário, vocês estarão sempre voltando ao ponto de partida. Imediatamente, queremos fazer qualquer coisa se tornar um ensinamento ou um mandamento, não queremos?

Fizemos o mesmo com as Palavras de Kyoshu-Sama. Por exemplo, ao receber sua orientação acerca da respiração, imediatamente, passamos a dizer: “Será que eu consigo praticar?”, “Quantas pessoas estão praticando?” ou “Você está praticando, ou não?”. O mesmo pode ser dito sobre a entrega de pensamentos e sentimentos, pois imediatamente passamos a indagar: “Você está entregando, ou não?”. E ainda fazíamos perguntas como: “Você está orando a Deus?” e “Você está arrependido diante de Deus, ou não?”. Por fim, acabamos dizendo: “Não consigo me arrepender de todo coração, por isso não dá certo”.

É dessa maneira que acabamos transformando tudo em mandamentos. Mas, em vez de agir dessa forma, o primeiro passo que devemos dar é reconhecer: “Eu não consegui fazer isso”. Esse é o nosso primeiro passo.

Reconhecer: “Eu não conseguia amar” e “Eu não conseguia ter gratidão”. E, com isso, dizer: “Mesmo assim, rogo que o Senhor, ó Deus, acolhais uma pessoa assim como eu. Quero viver sob Vosso amor” e subir ao Paraíso.

Mesmo depois de decidir fazer isso, inúmeros pensamentos e sentimentos continuarão brotando em nós. Tomar essa decisão não significa que o mundo se tornará um mar de rosas. Na prática, isso não acontecerá assim tão rápido, mas o tempo após tomarmos essa decisão – o tempo após regressarmos a Deus no Paraíso – passará a ser o tempo destinado à salvação, não será? Independentemente de quais pensamentos e sentimentos venham a brotar dentro de nós, podemos dizer: “Ah, estes são pensamentos e sentimentos daqueles que estão sofrendo no inferno”.

Essa é a verdadeira fé que Meishu-Sama pregou e, além disso, essa é a nova fé que Kyoshu-Sama está pregando agora, não é?

Nós falamos “velha fé” e “nova fé” como se houvesse uma diferença entre elas. Mas, na verdade, não há diferença.

Ao ouvirmos “velha fé”, alguns dizem: “Então, o que foi que fizemos até hoje?” Bem, para dizer a verdade, seus corações e mentes sempre foram utilizados por Deus para salvar aqueles que estão sofrendo no inferno, ou seja, vocês sempre foram utilizados por Deus na “nova fé”.

Por muito tempo, dizemos e pensamos: “Eu tenho que fazer o meu melhor”, “Mas algumas coisas não conseguem ser superadas pelo esforço humano”, “Eu quero ser grato por tudo, mas isso é difícil” e assim por diante.

Essa postura de tentar superar os problemas pelo esforço humano era exatamente o que Deus estava tentando colher. E Ele colheu tudo isso como o resultado final do mundo humano. Mesmo que vocês não estivessem cientes disso, Deus os utilizou em prol da salvação até hoje e os está utilizando agora mesmo.

Mas de agora em diante seremos utilizados na obra de salvação de Deus por nossa própria vontade. Portanto, caso eu tenha que apontar uma diferença entre a velha e a nova fé, seria essa.

Afinal, será que vamos continuar nos colocando no lado que precisa ser salvo, manifestando nossa existência como alguém que precisa ser salvo? Ou será que, com coragem, vamos subir ao Paraíso e sermos utilizados na obra de salvação como seres que viverão de agora em diante em união com Deus?

Os nossos pensamentos e sentimentos podem ser os mesmos que tivemos até hoje. Mas vocês precisam decidir se vão, ou não, trilhar o caminho junto a Deus, pensando: “Ah, eu vim para salvar esses pensamentos e sentimentos”. Vocês precisam decidir isso.

Talvez não consigamos entender exatamente o que isso significa. Se eu dissesse hoje para vocês: “Independentemente do que aconteça, a princípio vamos agradecer por várias coisas” ou “Vamos amar muitas pessoas de forma imparcial”, acho que muitos diriam: “Ah, isso eu entendo perfeitamente!” Por que isso acontece? É porque, dentro de nós, existe aquilo que Meishu-Sama disse ser uma espécie de “barreira” que perdura por várias gerações de antepassados e, caso seja um assunto coerente com essa “barreira”, nós pensamos: “Isso eu entendo muito bem!”

Só que nós não havíamos escutado até hoje a respeito dessa nova fé. Isso porque, Meishu-Sama pretendia realizar uma obra que ninguém jamais havia realizado até então.

Assim sendo, embora seja realmente algo difícil de se entender, foi graças a Kyoshu-Sama que, agora, passamos a trilhar o caminho para entender a verdadeira fé.

Para dizer a verdade, é algo fácil, mas, por não estarmos acostumados, acabamos achando que é difícil.

Mas, em vez de pensar de forma complicada, pensem, por exemplo, o seguinte: hoje temos muitas oferendas no altar, colocadas diante de Deus. Todas são extremamente belas. Em termos de aparência, nós, seres humanos, procuramos oferecer o melhor para Deus. O mais belo peixe; e frutas que não tenham nenhum machucado. Oferecemos o melhor para Deus, como uma maneira de demonstrar que respeitamos Ele.

Mas não fazemos isso com o nosso coração. [Masaaki-Sama, enquanto olha para uma fruta oferecida no altar, diz:] Vejam essa fruta, uma nectarina, talvez? Ou, então, uma pera. Nós dizemos: “Tornei-me uma pessoa maravilhosa que consegue agradecer” e mostramos para Deus uma pera impecável. Era assim que agíamos até hoje.

Dizemos a Deus: “Ó Deus, o que o Senhor acha dessa nectarina maravilhosa? Eu me empenhei bastante” e a mostramos com a mão direita. Só que, ao mesmo tempo, colocamos nossa mão esquerda para trás, tentando esconder um peixe ou nectarina podres, uma pera cheia de machucados e outras coisas mais que não queremos mostrar para Deus. É dessa maneira que mostramos para Deus somente o que é bonito. No entanto, Deus vê tudo e está nos dizendo: “Mostre o que está segurando aí atrás. O que você está querendo esconder?”

É claro que, quando se trata das oferendas físicas, devemos deixá-las bem bonitas, mas no que diz respeito ao nosso coração, temos que oferecer a Deus tudo o que está dentro de nós e, sem disfarces, oferecermos nós mesmos a Deus. Acho que isso é o que realmente alegra Deus. Acho que ele nos diria: “É exatamente isso o que Eu quero colher”.

O que eu penso é o seguinte: será que não é esse amor de Deus o que Kyoshu-Sama está tentando, de todas as formas, nos transmitir nesses dezessete anos? Mesmo com relação ao “nos tornarmos filhos de Deus”, será que seremos realmente filhos do Pai, no seu verdadeiro sentido, se ficarmos escondendo algo Dele? Abraçar seu Pai sem disfarces é isso. Eis o que é o “nascer de novo”. Mas acabamos pensando de forma difícil sobre isso.

No entanto, em vez de pensar difícil, Kyoshu-Sama, unindo-se em um só corpo com a minha mãe, está convidando todos nós a trilhar o caminho da verdadeira felicidade. Portanto, não devemos sentir vergonha de qualquer sentimento que exista dentro do nosso coração. Oferecer tudo a Deus sem disfarces: se vocês conseguirem fazer isso, certamente Kyoshu-Sama ficará feliz.

Afinal, Kyoshu-Sama, durante dezessete, dezoito anos, está se empenhando para tentar libertar nossos corações. Na verdade, nós sempre vivemos dentro de uma prisão, uma prisão chamada mandamentos. Kyoshu-Sama abriu as grades dessa prisão e está nos dizendo: “Vocês já podem sair. O que vocês estão esperando? Por quanto tempo vocês continuarão agindo como pecadores?”

Se oferecermos nós mesmos honestamente e sem disfarces para Deus, com certeza isso deixará Kyoshu-Sama feliz. Por conseguinte, se Kyoshu-Sama, que herda a sagrada obra de Meishu-Sama, ficar feliz, Meishu-Sama ficará feliz. Se Meishu-Sama ficar feliz, Deus ficará feliz também.

Se Deus ficar feliz, como Deus está vivo dentro de cada um de nós, certamente sentiremos no nosso interior uma alegria, uma felicidade, que não sentimos até hoje. A vida que tivemos até agora era realmente como se estivéssemos com as mãos e os pés atados, mas Deus nos libertou e abriu amplamente nossas vidas. Esse momento maravilhoso está à nossa espera, bem diante dos nossos olhos.

Talvez haja pessoas que pensam: “Olha, eu até entendo, mas já tenho idade e não me resta muito tempo. Portanto, está tudo bem para mim do jeito que está”. Mas não é isso. Como Meishu-Sama nos disse: “Cabe a cada um de vocês qual caminho escolher. É assim que este mundo funciona”. Então, se vocês acham que não precisam escolher, mesmo depois que partirem deste mundo, saibam que não é isso. Se os senhores não tomarem sua decisão, Deus continuará perguntando, mesmo depois de vocês falecerem, o seguinte: “Então, qual caminho vocês escolheram?”. Eu lhes digo que vocês devem decidir isso hoje. Vocês não querem que Deus continue perguntando para vocês todos os dias: “Então, qual caminho vocês escolheram?”, querem?

É melhor viver para salvar as pessoas que estão sofrendo no inferno. Definitivamente, é muito melhor. Certamente Deus ficará muito feliz com isso, e isso também será bom para a salvação da humanidade.

Portanto, vamos, juntos, trilhar esse caminho a partir de hoje com coragem!

Muito obrigado.

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