Bom dia!

Não imaginava que hoje estaria fazendo tanto calor, e como minha saudação se estenderá um pouco, caso sintam calor, fiquem à vontade para tirar o casaco e escutar relaxadamente minhas palavras.

Há pouco, enquanto estava sentado na nave, um pensamento me veio à mente: após a ascensão de Meishu-Sama, quem deve liderar as orações quando todos os membros ligados a Meishu-Sama se reúnem?

Os senhores não acham que, depois da ascensão de Meishu-Sama, o natural seria Nidai-Sama liderar as orações? Vocês não acham essa a ordem correta? O que eu quero dizer é que Meishu-Sama, em suas últimas palavras, confiou sua obra a Nidai-Sama. Então, é obvio que as coisas deveriam ser assim. E depois de Nidai-Sama? O natural não seria Sandai-Sama, filha de Meishu-Sama, liderar as orações? Depois de Sandai-Sama, o natural não seria o atual Kyoshu-Sama, neto de Meishu-Sama, liderar as orações?

Será que existe algo mais antinatural do que alguém liderar a oração quando os senhores se reúnem, apesar de o neto de Meishu-Sama estar presente?

Os senhores escolheram trilhar o caminho que corresponde à ordem – essa ordem que acabei de citar e, além disso, é dentro dessa ordem que, hoje, voltamo-nos diretamente para Deus, para Meishu-Sama. Se realmente respeitarmos essa ordem, acho que Meishu-Sama vai nos proteger caso aconteça algo inesperado, e orei hoje pensando a respeito disso.

Nós realizamos atividades religiosas, como o culto de hoje, e diariamente vivemos cada dia com afinco pela família, pela sociedade e para a realização dos nossos sonhos e nossas metas, certo?

Com isso, há uma questão importantíssima para todos nós, que vivemos com afinco a vida que nos foi concedida atualmente. Isto é: será que tudo termina quando morremos? Apesar de nos empenharmos para viver nossos dias, será que tudo termina quando morremos? Acho que isso é uma questão importantíssima.

Talvez os jovens, em vez de pensar na morte, estejam mais preocupados com o fato de terem que encontrar um lugar para se estabelecerem neste mundo ou em como se tornarem independentes. E, por isso, provavelmente não pensam muito a respeito da morte. Mas há casos em que a morte chega de uma hora para a outra mesmo para os jovens e, mesmo que isso não aconteça, todos nós certamente morreremos um dia, certo? Certamente, essa questão é algo que tanto os jovens quanto os idosos vão ter que encarar. Definitivamente, todos passarão por isso.

Bem, e se fizessem para nós, seguidores de Meishu-Sama, a seguinte pergunta: “Você tem se empenhado para viver com afinco neste mundo. Você acha que tudo termina quando morremos?” Qual seria a nossa resposta? Talvez haja pessoas que queriam responder o seguinte: “Não… a morte não é o fim de tudo. Afinal, Meishu-Sama compôs o seguinte salmo: ‘Oh, quão preciosos vocês são, seres humanos! / Vocês nascem e virão a morrer um dia. / Então, vocês vão nascer novamente e morrer novamente. / Dessa maneira, sua vida continua pela eternidade através da reencarnação.’ Ou seja, o ser humano, enquanto nasce novamente e morre novamente, alcança uma vida que continua pela eternidade através da reencarnação. Mesmo morrendo neste mundo, voltaremos para a Terra depois de anos ou décadas e, embora venhamos a morrer novamente, isso se repetirá por toda a eternidade. Enfim, como o ser humano recebe a vida eterna por meio da reencarnação, a morte não é o fim de tudo”. É assim que alguém pode vir a responder.

Os senhores podem achar que esse é o fim dessa história, mas, na verdade, não é. Não podemos concluir respondendo dessa maneira. Por quê? Bem, é porque esse salmo composto por Meishu-Sama foi publicado na edição revisada do livro Coletânea de Salmos, ou seja, é um salmo que foi publicado em 28 de maio de 1951. Só que, praticamente três anos depois, em 5 de junho de 1954, Meishu-Sama anunciou o nascimento do Messias. Cerca de um mês e meio antes disso, no dia 19 de abril, ele havia recebido a purificação do derrame cerebral hemorrágico e foi através dessa purificação que Meishu-Sama sentiu uma forte mensagem de Deus, anunciando-a em 5 de junho.

Evidentemente, dez dias depois, em 15 de junho de 1954, foi realizada no Templo Messias, cuja construção estava 90 por cento concluída, a Cerimônia Provisória da Comemoração do Nascimento do Messias. Mas, de fato, Meishu-Sama não fez nenhum pronunciamento no dia 15 de junho. Ou seja, o conteúdo transmitido por Meishu-Sama no dia 5 de junho foi o último conteúdo substancial que ele transmitiu diretamente aos membros, desde o derrame cerebral hemorrágico até o dia em que ele ascendeu aos céus. Ao refletir sobre isso, penso o seguinte: será que, dentre todas as Sagradas Palavras de Meishu-Sama, as Sagradas Palavras ditas por ele em 5 de junho não seriam as mais importantes? Não seriam elas “O Ápice das Sagradas Palavras”?

Naquele dia, 5 de junho, os principais ministros daquela época se reuniram na residência de Meishu-Sama, o Hekiun-so. Bem, apesar de apenas os principais ministros terem sido convidados, cerca de 500 pessoas foram ao Hekiun-so. Por serem 500 pessoas reunidas no jardim do Hekiun-so, que não é muito amplo, com certeza todos se espremiam uns aos outros. Ademais, Meishu-Sama pediu para que todos fossem com trajes de gala. Imaginem: 500 pessoas vestidas com trajes de gala se espremendo em um jardim. Há registros de que naquele dia foram distribuídos bilhetes de “Entrada para o Culto”. Ou seja, era um culto, certo? Todos foram participar de um culto realizado junto a Meishu-Sama, que havia nascido de novo. Eis o que aconteceu.

O que saiu da boca de Meishu-Sama dentro de uma circunstância como essa, naturalmente, deve ter sido algo muito importante. Então, o que Meishu-Sama disse naquela ocasião? A primeira coisa que ele disse foi: “De minha parte, eu me tornei muito mais jovem”. Meishu-Sama disse isso aos 71 anos de idade. Ele iniciou seu pronunciamento dizendo: “De minha parte, eu me tornei muito mais jovem. Fala-se sobre o nascimento do Messias, pois o Messias nasceu. Não são somente palavras. Isto é um fato. Eu próprio fiquei surpreso”. Agora, o que surpreendeu Meishu-Sama? A resposta para essa pergunta está no que ele disse a seguir: “Devo lhes dizer que não é reencarnação. Pelo contrário, eu nasci de novo.”

“Eu próprio fiquei surpreso”: o que surpreendeu Meishu-Sama? “Devo lhes dizer que não é reencarnação. Pelo contrário, eu nasci de novo”: ele ficou surpreso com isso. Ou seja, ele ficou surpreso com o fato de não ser uma reencarnação.

Estamos falando do Meishu-Sama que, até então, havia orientado sobre a reencarnação. O Meishu-Sama que, até então, havia orientado acerca da eternidade da vida por meio da reencarnação. Porém, facilmente esse Meishu-Sama disse que “não é reencarnação” e concluiu dizendo: “Pelo contrário, eu nasci de novo”.

Acho que, no passado, nós havíamos escutado essas Sagradas Palavras a respeito do nascimento do Messias, não é? Além disso, naturalmente, todos os integrantes e grandes reverendos sabiam delas. No entanto, todos consideravam isso algo misterioso e especial, algo exclusivo de Meishu-Sama. Por esse motivo, viemos aceitando isso sem entender e, até hoje, não havíamos considerado isso como algo que está relacionado conosco.

Entretanto, acho que essas palavras de Meishu-Sama a respeito do nascimento do Messias são muito sérias. Isto porque, até então Meishu-Sama dizia que “vocês vão nascer novamente e morrer novamente. Dessa maneira, sua vida continua pela eternidade através da reencarnação” e, portanto, ele vinha sempre orientando a respeito da vida eterna por meio da reencarnação. Foi esse Meishu-Sama que disse: “Devo lhes dizer que não é reencarnação. Pelo contrário, eu nasci de novo”.

Meishu-Sama, que nasceu de novo, ascendeu aos céus no ano seguinte. Naturalmente, isso não significa que ele morreu. Nós acreditamos que ele continua vivo, certo? É por acreditarmos que Meishu-Sama continua atuando no Mundo Espiritual, avançando o plano de Deus, que realizamos atividades religiosas, certo? Se pensarmos: “Ah, é uma pena que ele faleceu no ano seguinte ao ano em que ele nasceu de novo”, não haveria sentido em realizarmos atividades religiosas, não é? Ou seja, Meishu-Sama está vivo na vida eterna, não por meio da reencarnação, mas sim, porque ele nasceu de novo na vida eterna como verdadeiro filho de Deus.

Obviamente, não existem duas vidas eternas. No salmo, ao dizer: “Nascer novamente e morrer novamente. Dessa maneira, sua vida continua pela eternidade através da reencarnação”, Meishu-Sama estava falando a respeito da vida eterna. Mas, por fim, ele disse: “Devo lhes dizer que não é reencarnação. Pelo contrário, eu nasci de novo”. Ou seja, a vida eterna que não é a reencarnação passou a ser a vida eterna que Meishu-Sama deixou para todos nós. Não é outra coisa a não ser isso, certo?

Então, pensemos a respeito do que vem a ser a vida eterna dentro de “o Messias nasceu” e “eu nasci de novo”. Uma vez que Meishu-Sama usou o termo “nascer de novo”, definitivamente existe alguém que deu à luz. Como ele disse: “O Messias nasceu”, definitivamente existe alguém que deu à luz o Messias. Quem seria esse ser?

No caso de um nascimento por reencarnação, todos nascem de pais biológicos, certo? Exemplificando, uma pessoa nasce como filho de alguém, morre e depois de, digamos, 100 anos, ela nasce como filho de outra pessoa. É dessa maneira que ocorre o nascimento a partir de pais biológicos, certo?

No entanto, quando Meishu-Sama nasceu de novo, seus pais biológicos já haviam morrido há muito tempo.

Então, quem deu à luz Meishu-Sama quando ele disse que nasceu de novo? Não há outra resposta para essa pergunta a não ser “Deus”, não é mesmo? Afinal, seus pais biológicos já haviam falecido e, portanto, existe somente o Pai espiritual, ou seja, Deus, não é mesmo?

Ao dizer que ele nasceu de novo como o Messias ou que ele nasceu de novo, Meishu-Sama, na verdade, quis dizer que ele nasceu de novo como o filho de Deus, o Messias, que vive eternamente. Será que alguém consegue negar isso? Quero dizer, Meishu-Sama está dizendo que ele nasceu de novo. Então, alguém definitivamente deve ter dado à luz Meishu-Sama. Quem poderia ser? Quem mais poderia ser, exceto Deus?

Ao nascer de novo como filho de Deus, Meishu-Sama nos demonstrou que ele alcançou a vida eterna, não por meio da reencarnação, mas ao se tornar uno a Deus. Ficamos por muito tempo acostumados aos Ensinamentos de Meishu-Sama relacionados à reencarnação. Mas, para Meishu-Sama, eles já são coisas do passado. A vida eterna pela reencarnação é algo que não existe mais. Isso porque, Meishu-Sama afirmou que “não é reencarnação”.

Obviamente, acho que o próprio Meishu-Sama acreditava na reencarnação, uma vez que ele afirmou: “Eu próprio fiquei surpreso”. Recebendo a influência daquela época, ele deve ter acreditado que o ser humano vive por toda a eternidade enquanto reencarna por meio da alternância entre a vida e a morte.

Porém, Meishu-Sama, através da purificação do derrame cerebral hemorrágico, recebeu de Deus as palavras “não é reencarnação” e é por isso que Meishu-Sama nos disse: “Devo lhes dizer que não é reencarnação”. É por isso que a direção que Meishu-Sama tomou com relação ao “fim da reencarnação” está mais do que clara.

A dúvida que pode surgir aqui é a seguinte: então, embora Meishu-Sama tenha dito palavras extremamente importantes acerca do nascimento do Messias, afirmando que “não é reencarnação” e demonstrando claramente que o caminho que leva a vida eterna – o caminho da verdadeira vida – é completamente diferente da reencarnação, por que nós e a Igreja sempre pregamos a reencarnação depois disso?

Usando uma expressão bastante mundana, eu diria que a reencarnação era super conveniente. Para a Igreja, a forma de pensar alicerçada na reencarnação era super conveniente.

A Igreja quer fazer com que os membros dediquem e façam donativo. “Caso seja feito bastante donativo, quando nascer na próxima encarnação, você nascerá em boas condições por ter se elevado nas camadas do Mundo Espiritual”: ao dizer isso, mesmo que surjam membros dizendo que não conseguem fazer tanto donativo, a Igreja poderia orientar: “O apego ao dinheiro é terrível, viu? Na próxima encarnação você pode acabar nascendo na miséria”; “Orar na igreja, ministrar Johrei, dedicar, fazer donativo e encaminhar pessoas: pratique isso corretamente. Você quer nascer em boas condições na próxima encarnação, não quer?”

Bem, para a Igreja, isso é conveniente. No ângulo de visão de uma Igreja que quer mover os membros conforme deseja, isso é super conveniente, não acham? Afinal, ao escutar isso, os membros acabam pensando: “É isso mesmo? Isso é terrível. Eu não quero nascer em más condições na próxima encarnação”.

É exatamente isso o que Meishu-Sama disse acerca da “fé infernal”, não é? Quanto donativo é necessário para garantir que nasceremos em boas condições na próxima encarnação? A Igreja bem que poderia estipular esse valor, não é mesmo? (risos) Isso, a Igreja não diz.

É assim que a reencarnação, afinal de contas, era muito conveniente para a Igreja.

Foi só Kyoshu-Sama dizer: “Meishu-Sama disse que ‘não é reencarnação’ e, portanto, a missão dos seguidores de Meishu-Sama, na verdade, não é reencarnar, mas sim, viver na vida eterna de Deus”, que um grupo de pessoas passou a dizer que Kyoshu-Sama estava negando a reencarnação e que, por isso, estava negando Meishu-Sama; que Kyoshu-Sama era contra os ensinamentos. Isso é muito estranho, não acham? Ou será que essas pessoas querem dizer que Meishu-Sama é contra os ensinamentos?

Afinal, quem disse “não é reencarnação”? Foi Meishu-Sama quem disse isso, não foi? Afirmar que Kyoshu-Sama é contra os ensinamentos é a mesma coisa que dizer que Meishu-Sama é contra os ensinamentos.

É óbvio que a reencarnação era algo conveniente para a Igreja e, na verdade, para nós também. Pensávamos: “Vejam quantas coisas estou fazendo; tenho feito mais donativo do que qualquer pessoa; estou encaminhando muitas pessoas; faço bastante Johrei; é por isso que estou em uma posição elevada nas camadas do Mundo Espiritual e sou uma existência superior às outras pessoas”. É dessa maneira que, inconscientemente, comparávamos nós mesmos com o próximo e aderimos à forma de pensar alicerçada na reencarnação para mantermos nossa supremacia.

No entanto, pensemos bem acerca da reencarnação. Digamos que uma pessoa, na próxima encarnação, venha a nascer em berço de ouro e, ao repetir várias vezes essa vida materialmente abençoada, ela venha a cometer um dia, uma única vez, algum crime grave. Isso seria o seu fim, não é verdade?

Assim sendo, acreditar na reencarnação é como andar em uma escuridão sem fim: vocês têm que viver com o medo de cometer algo terrível um dia; vocês têm que viver com esse medo por toda a eternidade, sem que haja um fim. Ou, mesmo que não cometam isso, vocês sempre terão medo de que alguém na própria família faça isso. Bem, se assim for, então será que vocês querem viver com esse tipo de medo para sempre?

“Devo lhes dizer que não é reencarnação”: para mim, o fato de Meishu-Sama ter dito isso é muito sério. Com isso, ele nos libertou de uma vida de trevas.

A reencarnação chegou ao Japão através do budismo, vinda da Índia, mas, antes de tudo, o objetivo da reencarnação no budismo original é “não reencarnar”. No budismo, “viver” é um sofrimento e, portanto, surgiu a ideia de não querer reencarnar, sendo que o primeiro a conseguir isso foi Buda. Ou seja, Buda foi para a Terra Pura e se tornou uma existência que foi salva, sem a necessidade de reencarnar mais.

Nós, no entanto, pregamos a reencarnação sem ter como objetivo o “não reencarnar”. Realmente não tinha para onde fugir. Seria uma repetição constante da alternância entre a vida e a morte, sem ter para onde fugir.

Se pensarmos bem a respeito da reencarnação, notaremos que há muitas coisas estranhas nela. Mas, quando escutamos a respeito disso pela primeira vez, nesse momento, acho que sentimos algo de convincente nessas explicações.

Para Meishu-Sama, que tinha a premissa de que a reencarnação existia, o fato de Deus ter ensinado para ele, em seus últimos anos de vida terrena, que não era isso, essa revelação foi uma grande reviravolta – uma grande, imensa e enorme reviravolta. Não há palavras para expressar o tamanho dessa reviravolta. Afinal, até então Meishu-Sama explanava com base na premissa de que a reencarnação existia.

Porém, embora Meishu-Sama tenha afirmado: “Devo lhes dizer que não é reencarnação”, o que pode acontecer se continuarmos dizendo: “Não é isso. A reencarnação existe”? Assisti a um filme sobre Dalai Lama do budismo tibetano onde é explicado que Dalai Lama é uma existência muito importante que vive reencarnando. Acredita-se que o atual Dalai Lama é a 14.ª reencarnação e que, quando o antecessor morre, ele reencarna em outra pessoa. Ou seja, quando um Dalai Lama morre, todos os monges saem à procura da sua reencarnação dizendo: “Parece que em determinada região há uma criança que pode ser a reencarnação” – bom, como eu vi isso em um filme, não sei dizer até que ponto é verdade – e, então, todos se dirigem a essa região em busca dessa criança levando consigo vários objetos que foram usados pelo Dalai Lama recém-falecido. Então, eles batem de casa em casa e se encontram com muitas crianças. Nesse ínterim, caso eles encontrem uma criança que preencha os requisitos, como tocar em um objeto que foi usado por Dalai Lama dentre vários outros objetos ou fazer algum gesto peculiar que somente as pessoas mais próximas ao Dalai Lama conhecem, então todos os monges tibetanos que estão reunidos se curvam diante dessa criança e é assim que essa criança se torna o herdeiro dessa posição.

Logo, se vocês realmente acreditam na reencarnação, por que não saem por aí e tentam encontrar Meishu-Sama, como os monges budistas que saem em busca do Dalai Lama reencarnado? Vocês acreditam que Meishu-Sama está reencarnado no corpo de alguém neste momento, certo?

Se vocês não estão fazendo isso agora, então, embora digam que a reencarnação existe, no fundo, acho que vocês estão reconhecendo que o ser chamado Mokiti Okada, o ser chamado Meishu-Sama, é uma existência única que nasceu nesta Terra somente uma vez, certo?

Meishu-Sama disse que ele é a reencarnação de Ogata Korin, do imperador japonês Ojin e de Minamoto no Yoshitsune, um famoso samurai, entre outros. Se vocês realmente acreditam na reencarnação, naturalmente deveriam reverenciar a imagem dessas figuras, pensando que são o próprio Meishu-Sama. Porém, não fazemos isso, fazemos?

Caso vocês digam que nós fazemos, por que não penduram a foto de, digamos, Ogata Korin, do Imperador Ojin ou de Minamoto no Yoshitsune ao lado da foto de Meishu-Sama? Se vocês realmente acreditam na reencarnação, deveriam estar fazendo isso, não deveriam?

No entanto, isso não acontece porque, por mais que essas pessoas digam que a reencarnação existe, na verdade elas reconhecem que Ogata Korin é uma existência única e que Meishu-Sama também é uma existência única, não é mesmo?

Afinal, nós realmente damos importância ao fato de a existência de Meishu-Sama ter nascido uma única vez aqui nesta Terra, certo? Agora que Meishu-Sama está vivo na vida eterna, não achamos que ele reencarnará, supondo seriamente que ele voltará novamente a esta Terra, não é mesmo?

É dessa maneira que, na verdade, se realmente acreditamos na reencarnação, acabam surgindo inúmeros questionamentos.

Ou, se realmente acreditamos na reencarnação, nos deparamos com uma questão: o que acontecerá conosco na próxima encarnação?

Evidentemente, existe aquilo que chamamos de esforço individual de cada um e a maneira com que cada um vive. No entanto, somos existências ligadas à Igreja Messiânica Mundial, que está em um contínuo ciclo de conflitos. Dentro dessa circunstância, talvez tenhamos feito muitas coisas achando que eram corretas ou por achar que eram boas. Porém, esse conflito se tornou cada vez mais intenso e, por fim, nossos companheiros cometeram o ato de seguir, grampear conversas e filmar secretamente alguém. Sim, nós somos companheiros dessas pessoas. Não acho que aquilo que espera por nós em uma próxima encarnação seja uma “vida mansa”. Antes de tudo, existe a possibilidade de não nascermos como seres humanos. Talvez venhamos a nascer como um sapo ou outro animal.

Se até mesmo nós estamos sujeitos a nos depararmos com isso na próxima encarnação, fico pensando no que pode acontecer com aqueles que realmente cometeram a espionagem, com aqueles que a ordenaram e com aqueles que aceitam as pessoas que cometeram esse ato covarde.

É óbvio que, por outro lado, existe o seguinte pensamento: “Mas será que o ato de seguir, grampear conversas e filmar secretamente alguém é tão terrível assim?” As pessoas que, na prática, cometeram esse ato alegam que se tratava de uma “investigação”. Entretanto, o ato de seguir, grampear conversas e filmar secretamente alguém está, no mínimo, longe de ser uma investigação. Eu me pergunto se essas pessoas realmente entendem o significado da palavra “investigação”.

Bem, o argumento deles consiste no seguinte: “Se nós tivéssemos agido como um ladrão, seria algo ruim, mas perseguir uma pessoa não é algo tão ruim assim e pode ser justificado”. Caso eles sejam investigados por terem seguido sorrateiramente alguém, talvez eles consigam escapar por pouco de serem presos pela polícia.

Mas vejam esse salmo, muito famoso, diga-se de passagem, que Meishu-Sama compôs:

“Saibam todos disto. / Fazer algo pelas costas de alguém, / Fazer algo contra alguém sem ser visto, / É o mesmo que roubar.”

Meishu-Sama está dizendo que fazer algo pelas costas de alguém é o mesmo que roubar; é o mesmo que um ato cometido por um ladrão. Isso significa que seguir, grampear conversas e filmar secretamente Kyoshu-Sama é algo que não se enquadra na lei de Meishu-Sama. Na lei de Meishu-Sama, quem segue secretamente alguém é um ladrão e vai preso.

Se assim for, a próxima encarnação para as pessoas que cometeram e admitem esse ato será terrível. Em especial, para aqueles que argumentam que Kyoshu-Sama vai contra os ensinamentos por negar a reencarnação e que a reencarnação existe, pois foram eles que cometeram e consentem o ato de seguir, grampear conversas e filmar secretamente alguém. Essas pessoas fizeram coisas que Meishu-Sama considerava uma ladroagem. Será que eles já pensaram o que pode acontecer com eles quando reencarnarem?

No entanto, tanto essas pessoas quanto todos nós estamos bem. Não há com o que se preocupar. Afinal, Meishu-Sama, por ocasião do nascimento do Messias, ensinou para nós uma vida eterna completamente nova, não ensinou?

Em seus últimos anos de vida, Meishu-Sama afirmou repetidas vezes que de agora em diante não será desculpar-se, mas sim, arrepender-se. “Arrependam-se”: ao dizer isso, Meishu-Sama mostrou que todos nós, sem exceções, somos pecadores. Afinal, não haveria motivos para Meishu-Sama ter dito isso para pessoas que estão realizando boas ações.

Assim sendo, Meishu-Sama estava nos dizendo o seguinte: “Vocês não vivem eternamente através da reencarnação. Foi aberto o caminho para viver a vida eterna como filhos de Deus e, portanto, arrependam-se”.

Ele disse: “Devo lhes dizer que não é reencarnação”, não disse? Portanto, já não há mais com o que se preocupar. Vocês não precisam mais se preocupar, pensando no que pode vir a acontecer na próxima encarnação por causa daquilo que vocês fizeram.

Sem perceber, havíamos mergulhado em uma “fé infernal”, não é mesmo? Mas Meishu-Sama, através de suas palavras, ao anunciar o nascimento do Messias, nos libertou dessa fé.

Acerca dessa vida eterna, as Sagradas Palavras lidas no culto de hoje falam a respeito do “milagre”. Eu fico pensando como os senhores aceitam as Sagradas Palavras lidas hoje.

As Sagradas Palavras lidas hoje expressam que quem realiza milagres é Deus, mas que não adianta nada ficar apenas dizendo: “Oh, que maravilha” ou “Uau, isso é um milagre – algo tão extraordinário e misterioso!”, não é mesmo? Há um propósito divino para a ocorrência dos milagres. Achamos que o propósito do milagre nada mais é do que a cura da própria doença, mas, a partir do ponto de vista de Deus, o propósito do milagre é fazer o ser humano “reconhecer o Espírito” e “deixar que o Espírito seja conhecido por nós”. Ou seja, a partir do nosso ponto de vista, o propósito de receber um milagre é “reconhecermos o Espírito” e “conhecermos o Espírito”. Meishu-Sama também afirma que, uma vez conhecendo o Espírito, não precisaremos mais usar a palavra “milagre”. A palavra “milagre” deixará de existir. Estas Sagradas Palavras são fantásticas, não são? Afinal, deixará de ser um milagre e passará a ser um fenômeno natural. Mas isso não significa que fenômenos milagrosos passarão a acontecer naturalmente a toda hora. Não é isso. Meishu-Sama está dizendo que o ser humano não reconhece o Espírito e é por isso que acontecem inúmeras coisas estranhas e misteriosas. Ou seja, ao afirmar que se trata de um fenômeno natural, ele está instigando a sempre reconhecermos o Espírito, independentemente de um milagre acontecer ou não. Isso porque, esse Espírito, afinal de contas, é Deus. Em suma, ele está dizendo: “Vocês precisam reconhecer Deus a todo instante. Frequentemente vocês dizem que ‘isso é obra de Deus’ somente quando um milagre acontece, mas, uma vez que, agora, vocês conheceram Deus, o óbvio é reconhecer que Ele está atuando e, portanto, reconheçam que Deus está atuando em todas as situações, até mesmo naquelas onde não há milagres. Vocês precisam saber disso. Neste sentido, os milagres são simplesmente o primeiro passo para nós conhecermos o Espírito”. O conteúdo das Sagradas Palavras lidas hoje consiste nisso, certo?

Meishu-Sama afirma que não será mais necessário usar a palavra “milagre”.

Para a Igreja, aconteceram até hoje inúmeros milagres, certo? Aconteceram tantos milagres surpreendentes que a Igreja chegou a publicar um livro intitulado Coletâneas de Milagres da Igreja Mundial do Messias. Mas fico pensando se hoje, depois de várias décadas, deixamos de sentir a necessidade de usar a palavra “milagre”, conforme Meishu-Sama afirmou.

Se nós achamos que isso ainda é necessário, então isso significa que nós ainda não reconhecemos o Espírito, ou seja, Deus.

Evidentemente, a ocorrência de um milagre é motivo de alegria. Não há erro nisso. No entanto, Meishu-Sama está dizendo que coisas misteriosas como essas acontecem porque nós não reconhecemos o Espírito e, portanto, isso significa que, por outro lado, o milagre é uma repreensão feita por Deus, pela qual Ele está nos dizendo: “Me reconheçam”.

Agora, será que nós ainda não estamos estagnados até hoje nesse primeiro passo? Ficamos dizendo: “Olhe como o tumor do câncer diminuiu” – logicamente isso é realmente motivo de grande alegria – ou “O tumor de repente desapareceu! Que milagre!”. Ou seja, embora Meishu-Sama tenha dito que não precisaremos usar mais a palavra “milagre”, continuamos usando essa palavra, não continuamos?

Apesar de há muito tempo Deus fazer com que os milagres aconteçam para reconhecermos o Espírito, para sabermos que o Espírito existe, nós ainda estamos estagnados até hoje no primeiro passo, buscando continuamente pelos milagres.

Por assim ser, acho que surge em nós a vontade de dizer para Meishu-Sama o seguinte: “Bem, Meishu-Sama, o senhor disse que o milagre é o primeiro passo para reconhecermos o Espírito, mas não indicou o segundo passo, não é mesmo? Logo, não temos outra alternativa”. Se assim o fizermos, Meishu-Sama pode nos dizer: “Nada disso! Eu mostrei, sim! Eu indiquei o segundo passo”, e acabaremos discutindo com Meishu-Sama.

Então, onde foi que Meishu-Sama disse isso? Foi no pronunciamento do nascimento do Messias que mencionei há pouco, onde ele afirma: “O que aconteceu comigo desta vez” – ele está se referindo aqui ao nascimento do Messias – “A palavra milagre não faz jus ao que aconteceu comigo desta vez. Aconteceram milagres acima de qualquer milagre”. Ele está dizendo que “aconteceram milagres acima de qualquer milagre”. Meishu-Sama está dizendo que ter nascido de novo como o Messias, o filho de Deus, é um milagre acima de qualquer milagre.

Isso claramente já é o segundo passo. Claramente, é o segundo passo.

Então, eu pergunto: será que naquele momento aconteceu o que comumente chamamos de milagre no corpo de Meishu-Sama? Não, não aconteceu. No ano seguinte, Meishu-Sama ascendeu aos céus enquanto sentia dores causadas pelo derrame cerebral hemorrágico, sem que acontecesse um milagre físico.

Meishu-Sama afirmou que o fato de ele ter nascido de novo como o Messias foi um milagre acima de qualquer milagre. Primeiro, quando nos tornamos membros, acredito que todos nós passamos por algum tipo de mudança positiva em nossa vida ou saúde, certo? Isso foi um milagre. Mas, em seus últimos anos, Meishu-Sama nos deixou um milagre acima de qualquer milagre, apesar de sua doença do derrame cerebral não ter se curado. Meishu-Sama percebeu que havia um milagre muito maior do que o milagre em que nossa condição de saúde ou de vida melhora. O que, então, foi esse milagre acima de qualquer milagre? Isso foi a vida eterna e nada mais além disso.

É óbvio que vocês podem negar o que eu estou dizendo agora. Vocês também podem dizer: “Ainda precisamos continuar buscando milagres”. Dependendo da pessoa, há aquelas que chegam a pensar que ainda buscam por muitos milagres, querendo escrever um livro contendo-os, apesar de Meishu-Sama ter dito que vocês “não precisarão mais usar a palavra milagre”.

No entanto, caso vocês digam que continuarão buscando por milagres físicos, saibam que na história da Igreja existem muitos sacerdotes e membros que faleceram devido a uma doença. Ainda hoje estão morrendo. Diariamente, membros morrem devido a um câncer, ao coronavírus ou inúmeras outras doenças. São casos que, mesmo recebendo muito Johrei, não acontece a cura. Muitos sacerdotes e membros faleceram, e ainda falecem, sem que um milagre aconteça. Assim sendo, caso os senhores digam que ainda assim continuarão buscando por milagres físicos, isso significa que vocês dirão para muitos pioneiros o seguinte: “Vocês não receberam um milagre. Sua dedicação foi insuficiente e é por isso que nenhum milagre aconteceu”. Vocês vão dizer isso?

Ou melhor, isso também serve para o próprio Meishu-Sama, sabiam? Afinal, Meishu-Sama disse que viveria até os 90 ou 120 anos. Mas o que realmente aconteceu? Ele morreu de hemorragia cerebral, uma doença, aos 72 anos sem receber um milagre. Se nós ainda buscamos um milagre para o nosso corpo físico, isso é o mesmo que contradizer a existência de Meishu-Sama, não é? Será que vamos dizer para ele: “Meishu-Sama, o senhor não recebeu um milagre pelo seu derrame e, ainda por cima, morreu”?

Não, não é isso, certo? Nós, primeiro, passamos a acreditar em Deus através de um milagre, através de algum tipo de mudança na nossa condição física. Mas depois Meishu-Sama nos ensinou que existe um milagre acima de qualquer milagre. Ele nos ensinou que mesmo que tenhamos uma doença que não pode ser curada, todos podem receber o verdadeiro milagre de viver na vida eterna de Deus, ou seja, nascer de novo como o Messias. Para que isso aconteceu?

Neste exato instante, existem seguidores de Meishu-Sama prestes a morrer devido a um câncer ou outra doença. Os familiares e amigos desses membros vivem sempre pedindo para que o milagre aconteça, mas caso isso não acontecer e esses membros acabarem morrendo, será que nesse momento diríamos: “Afinal de contas, o milagre não aconteceu”, e ponto final? Não, de maneira nenhuma será encerrado dessa maneira. Não é isso, pois mesmo que vocês possam vir a morrer de doença, o milagre de viver na vida eterna de Deus permanece, não permanece?

Primeiro, as pessoas cuja doença foi curada foram salvas. Mas o que acontece com a salvação daquelas cuja doença não tem cura? As pessoas cuja doença foi curada – estas foram salvas. Mas o que acontece com o restante da humanidade, com a outra metade? Não estamos objetivando a salvação de toda a humanidade?

É exatamente por isso que Meishu-Sama nos deixou o milagre de viver na vida eterna de Deus. Ele estava nos dizendo que não precisamos ficar desesperados, mesmo podendo vir a morrer de uma doença sem nenhum milagre. Isso, eu digo, é a verdadeira salvação que foi aberta para toda a humanidade.

Vamos escolher o caminho de ficar ministrando Johrei para aqueles que estão acamados por doença, dizendo que um sacerdote mais graduado virá para ministrar Johrei, e enquanto oramos perseverantemente pelo milagre, no fim, ver essa pessoa morrer? Ou, mesmo que o milagre físico não aconteça – bem, não que vocês devam pregar esse sermão a um doente – vamos escolher o caminho que Meishu-Sama nos mostrou? Ou seja, acreditar que Meishu-Sama abandonou sua vida por nós, para nos mostrar com o seu próprio corpo que existe o milagre da vida de Deus até mesmo para as pessoas que acabam morrendo sem que a doença seja curada – que a salvação existe para qualquer pessoa. Qual desses caminhos vocês escolherão?

Existem pessoas cuja doença é incurável; pessoas que nasceram com uma doença sem cura. Será que a salvação não existe para essas pessoas? Nós dizemos: “Existe o Johrei”. E o que acontece quando não há cura pelo Johrei? Isso significa que não houve a salvação?

Para que isso não aconteça, para não perdermos as esperanças, Meishu-Sama chegou ao ponto de abandonar sua vida. Ele fez isso por nós, para nos deixar o verdadeiro milagre.

Muitas pessoas morreram até hoje por doença dentro da história da Igreja. Talvez nós pensemos que o milagre não aconteceu para essas pessoas, mas não é isso. Em absoluto, não é isso. Afinal, todas as pessoas, todas as pessoas, possuem consigo o glorioso milagre que é a vida eterna.

Vejam os cinco salmos que foram entoados no culto de hoje.

O primeiro salmo entoado foi:

“Quão lastimosos são aqueles que não conhecem Deus! / Eles sobrevivem somente até a vinda do fim dos dias.”

Meishu-Sama afirmou em suas Sagradas Palavras que, através do milagre, vocês precisam “conhecer o Espírito”. Só que, afinal de contas, o Espírito é Deus. Ou seja, isso significa: conheçam Deus através do milagre, certo? Agora, neste salmo, Meishu-Sama está dizendo que aqueles que não conhecem Deus sobreviverão somente até a vinda do fim dos dias – o fim dos dias. O fim dos dias, em suma, significa sobreviver até que o Universo e tudo nele seja destruído. Vocês acreditam na reencarnação? Sim? Então, o que vocês farão quando o Sol se apagar? Vocês podem pensar que estão seguros e que nunca morrerão porque têm a vida eterna através da reencarnação, mas, se o Sol explodir, isso seria o fim, não seria? Vocês irão para outras galáxias e continuarão a viver? É assim que vocês entendem a vida eterna? Então, o que vocês vão fazer quando todo o Universo entrar em colapso? Isso será o fim da sua “vida eterna”, não será? Ou seja, a crença na reencarnação chega a ser desoladora. Basta conhecermos Deus, pois, já que Deus é uma existência eterna, mesmo que a Terra seja destruída, mesmo que o Sol seja destruído ou mesmo que o Universo seja destruído, estará tudo bem. No entanto, acreditar na reencarnação é o fim. Afinal, mesmo querendo nascer muitas e muitas vezes, se não houver um lugar para morar, será o fim.

O segundo salmo entoado foi:

“O precioso, divino e sagrado corpo de Deus já apareceu. / Mas não pode ser visto pelos olhos humanos, sem brilho.”

O sagrado corpo de Deus já apareceu. Mas o Seu corpo não pode ser visto pelos olhos humanos. Então, onde o Seu sagrado corpo apareceu? A resposta para essa pergunta está no terceiro salmo entoado hoje:

“Não há existências no mundo / Mais desafortunadas do que aquelas que são cegas. / Afinal, elas não fazem a menor ideia do / Tesouro tão perto delas.”

O que existe dentro de nós é esse “tesouro tão perto”. Esse tesouro não pode ser visto pelos olhos humanos porque Deus, que é esse tesouro, está dentro de nós. Não adianta ter uma doença física curada pelo Johrei e continuar buscando esse tesouro fora de nós, pois o verdadeiro tesouro não pode ser visto pelos nossos olhos – os olhos humanos. O que são visíveis aos olhos humanos são apenas os milagres físicos. Na verdade, porém, esse “tesouro tão perto” existe dentro de cada um de nós.

O quarto salmo entoado foi:

“Quão lastimosos são aqueles que estão cegos. / Mesmo que eu mostre para eles o poder de Deus, / Eles não conseguem vê-lo.”

Meishu-Sama se tornou o protótipo do nascimento do Messias, que é o grandioso poder de Deus, ensinando-nos o seguinte: “Olhem: esse tesouro, o ‘tesouro tão perto’, existe dentro de vocês, não existe?” Embora ele tenha nos ensinado isso, se não acreditarmos no que ele nos ensinou, acabaremos tendo um destino lastimoso. É isso o que ele está nos advertindo através desse salmo, certo?

E, por fim, o quinto salmo entoado hoje foi:

“Conflito? Doença? Pobreza? / Se forem vir, venham. / Vocês não são nada para mim – / Eu que recebo o poder de Deus em meu corpo!”

Nele, Meishu-Sama afirma que, se a doença, o conflito e a pobreza quiserem vir, que venham, pois ele recebeu o poder de Deus. Trata-se de um salmo que foi composto em 1952 e, dois anos depois, literalmente, a doença veio até Meishu-Sama. Mas acho que Meishu-Sama se manteve conforme o espírito que ele imbuiu nesse salmo. Ele escreveu que, se o conflito, a doença e a pobreza quisessem vir, que viessem, pois ele tinha o poder de Deus, e se manteve conforme esse estado de espírito.

E o que vem a ser esse poder de Deus? Nada mais é do que a vida eterna. Essa vida eterna existe dentro de nós. É por isso que nós, agora, não temos que perder a esperança, mesmo passando por conflitos, doenças ou por sofrimentos financeiros. Afinal, o verdadeiro tesouro, a verdadeira salvação, existe dentro de cada um de nós, não existe?

Se não tivermos como modelo o fato de Meishu-Sama ter nascido de novo como o Messias, chegaremos ao nosso fim quando o fim dos dias chegar. Se não tivermos Meishu-Sama como modelo e não despertarmos para a vida eterna como Messias, o filho de Deus, o fim dos dias será o fim de tudo, não será? Vocês podem acreditar na reencarnação, reencarnando várias e várias vezes. No entanto, por mais que vocês digam isso, se a Terra for destruída, será o fim, não será? É isso, não é?

É dessa maneira que estamos recebendo a permissão de viver na vida eterna de Deus. Bem, na verdade, é nossa obrigação fazer isso. No entanto, Deus está nos dizendo que podemos fazer a escolha de trilhar esse caminho.

Bem, no Culto do Outono, realizado recentemente, citei as Sagradas Palavras “Características peculiares da salvação pela nossa Igreja”. Nelas, Meishu-Sama afirma que “a vontade de Deus é fazer uma cópia do Paraíso como o primeiro passo para a construção do Paraíso Terrestre. Mas deixem-me dizer isto: não são somente cópias, mas cada ser humano também precisa se tornar um habitante do Paraíso, ou melhor, chegou o momento em que cada ser humano pode se tornar seu habitante”.

Em primeiro lugar, como consta nessas Sagradas Palavras, Meishu-Sama praticamente só usou a palavra “cópia” para se referir aos Solos Sagrados. Apesar disso, nós acabamos substituindo facilmente essa palavra pela expressão “Solo Sagrado”. Isso porque a expressão Solo Sagrado é conveniente, não é?

Só que, Meishu-Sama queria projetar o Paraíso na Terra, certo? É por isso que temos os Solos Sagrados terrenos, certo? Então, para ser franco, esses Solos Sagrados são cópias. Cópias. Meishu-Sama queria copiar o jardim celestial na Terra. Senhores, o original está no Paraíso. Esse original é o lugar mais importante para nós. Os Solos Sagrados, para Meishu-Sama, são cópias. Mas nós os usamos como se fossem os originais.

Bem, mesmo se tratando de uma cópia, isso é muito sério. Construir uma cópia do Paraíso é algo muito sério. No entanto, qual era o objetivo de Meishu-Sama em ter construído cópias do Paraíso? Foi para pensarmos: “Dentro de mim existe um local que é o Paraíso. O original existe”.

Apesar disso, achamos que a cópia é o original. Então, o que vocês farão se o corpo original do Paraíso não existir? Não há como dizer que o Paraíso existe dentro de cada um de nós, não é mesmo? Assim sendo, bastaria então somente orar no Solo Sagrado material. Mas, caso seja isso mesmo, então tudo acaba quando morrermos, não acaba?

Meishu-Sama disse que “não são somente cópias, mas cada ser humano também precisa se tornar um habitante do Paraíso”. Isso significa que, sem o propósito de cada ser humano se tornar um habitante do Paraíso, não faz sentido dizer que os Solo Sagrados são importantes, que vocês estão centralizados nos Solos Sagrados. Os Solos Sagrados seriam apenas jardins sem qualquer conexão com Meishu-Sama. Vocês estariam apenas trabalhando duro para manter esses jardins que não têm nada a ver com Meishu-Sama. Se vocês ignorarem o objetivo de Meishu-Sama, mesmo dizendo que são “Solos Sagrados”, eles serão um mero jardim. Vocês estão apenas administrando com afinco esses jardins.

Bem, naturalmente, existe esta maneira de pensar que eles são protótipos, certo? Ou seja, dizer que vamos propagar pelo mundo inteiro algo que seja idêntico aos Solos Sagrados.

Mas ao pensar acerca do que vem a ser o significado desses protótipos, Meishu-Sama construiu cópias do Paraíso, fazendo com que relembrássemos que o Paraíso existe dentro de nós, não é?

Então, Meishu-Sama afirmou que o lar também precisa se tornar paradisíaco. Ou seja, Meishu-Sama primeiro construiu um protótipo – ou seja, os Solos Sagrados – fazendo com que relembrássemos do Paraíso. Assim sendo, quando regressamos ao nosso próprio lar, podemos dizer: “Ah, este também é um mundo que é governado por Deus” e “Preciso me tornar um ente paradisíaco até mesmo aqui no meu lar”. Será que isso não seria a propagação, até mesmo em nossos lares, do protótipo do Paraíso de Meishu-Sama?

Isso significa que vocês podem fazer isso não importa aonde vocês forem. Vocês podem sair para viajar ou até mesmo para ir a um restaurante a fim de comer uma comida saborosa e, não importa aonde vocês forem, reconheçam o seguinte: “O Paraíso também existe neste local. Este também é um mundo que é governado por Deus”. Eis o sentido de os protótipos se propagarem, bem como o sentido de alegrar a Deus. Ademais, se agirmos dessa maneira, esse será o sentido de Meishu-Sama ter construído esses protótipos.

Bem, se vocês afirmarem que não é isso, então, o Paraíso Terrestre não será estabelecido enquanto a Igreja não comprar todo o planeta Terra. Isso é praticamente impossível, não é?

Portanto, não importa aonde vocês forem – mesmo estando em casa, mesmo estando no trem ou mesmo estando em um local que, à primeira vista, ninguém ache que seja abençoado – se vocês pensarem: “Este também é o mundo de Deus”, corresponderão ao significado de Meishu-Sama ter se empenhado tanto para construir os Solos Sagrados. Se não, por mais que vocês digam: “Solos Sagrados. Os Solos Sagrados”, eles não serão nada mais do que meros jardins.

Nas Sagradas Palavras “Características peculiares da salvação pela nossa Igreja”, que citei há pouco, Meishu-Sama se expressa da seguinte maneira: “Cada ser humano também precisa se tornar um habitante do Paraíso, ou melhor, chegou o momento em que cada ser humano pode se tornar seu habitante”.

Nós achamos que, como “cada ser humano também precisa se tornar um habitante do Paraíso”, então, basta darmos o próximo passo, não achamos? Mas, logo em seguida, Meishu-Sama muda sua fala, dizendo: “Ou melhor, chegou o momento em que cada ser humano pode se tornar seu habitante”. Fico pensando: por que ele mudou sua fala?

Sua primeira fala é decisiva, pois ele diz: “precisa se tornar”. É uma fala decisiva, pois ele está nos dizendo: “Tornem-se habitantes do Paraíso. Vocês precisam fazer isso”. Mas essa forma decisiva de se expressar muda para: “Ou melhor, chegou o momento em que cada ser humano pode se tornar seu habitante”. Meishu-Sama faz um breve recuo na sua fala, não faz? Ele faz um breve recuo de uma afirmação para uma possibilidade, não faz?

Se Meishu-Sama nos disser: “Vocês precisam se tornar habitantes do Paraíso”, a única coisa que nos resta dizer é: “Sim!”. Mas ao dizer: “Ou melhor, chegou o momento em que cada ser humano pode se tornar seu habitante”, surge uma situação em que Meishu-Sama, uma vez, volta atrás com relação à sua vontade decisiva. Ou seja, Meishu-Sama deixou para nós a chance de fazermos nossa escolha.

Se nos disser que “é preciso se tornar”, então, temos que dizer “sim”, e ponto final. “Obedeci à ordem de Meishu-Sama”: é isso, e nada mais. No entanto, como se trata de “ou melhor, chegou o momento em que cada ser humano pode se tornar seu habitante” o pensamento que vem à mente é: “Ah, então tenho que escolher o que farei”.

Na prática, ao afirmar que “é preciso se tornar”, Meishu-Sama estava dizendo que, mesmo negando ou não, não há como evitar o fato de que nos tornaremos habitantes do Paraíso. Embora Meishu-Sama tenha nos mostrado isso, ele mudou sua fala e disse: “Ou melhor, chegou o momento em que cada ser humano pode se tornar seu habitante”. Isso significa que, por fim, ele nos deixou o direito de escolher se cada um de nós deseja ou não se tornar um habitante do Paraíso por iniciativa própria.

Meishu-Sama disse que fez os Solos Sagrados, as cópias, como o primeiro passo na construção do Paraíso Terrestre, o Céu na Terra. Mas depois ele disse: “Não são somente cópias, mas cada ser humano também precisa se tornar um habitante do Paraíso”. Em outras palavras, o segundo passo para a construção do Paraíso Terrestre é nos tornarmos seres celestiais. Meishu-Sama agora está nos dizendo: “Você quer dar esse segundo passo e se tornar um habitante do Paraíso?”

Então, em vez de achar que “a morte é o fim de tudo”, Deus está neste exato instante estendendo Sua mão, concedendo a cada um de nós o direito de escolha, dizendo: “Vocês podem viver na vida eterna, sabiam?”.

Naturalmente, esse caminho é diferente da fé que professamos até hoje. A fé que professamos até agora achava que os Solos Sagrados eram os verdadeiros, os originais. Dizíamos que é preciso peregrinar aos Solos Sagrados, que é preciso curar doenças e que a reencarnação existe, certo? Mesmo com relação à reencarnação, trata-se de uma suposição de que voltaríamos a nascer neste mundo e, portanto, tudo na fé que professamos até agora tinha como foco principal o mundo que é visível.

No entanto, vejam este salmo de Meishu-Sama:

“A felicidade escapará! / Por mais que nos esforcemos em contar com coisas visíveis / E delas se apossar, / A felicidade escapará!”

Ou seja, ficaremos a vida toda sem obter a verdadeira felicidade enquanto ficarmos sempre buscando a alegria física – a saúde. Afinal, mesmo que a doença seja curada, não conseguiremos fugir da insegurança de que a morte é o fim de tudo. Ou, por mais que se acredite na reencarnação, há a seguinte insegurança: “O que será da minha próxima encarnação? Será que conseguirei viver sem cometer o mal?” Também há a insegurança de que um familiar pode acabar morrendo e a insegurança de um milagre não ocorrer e uma doença não ser curada.

Foi para que nós não vivêssemos com essas inseguranças que Meishu-Sama, em seu último ano de vida terrena, mostrou para nós com seu próprio corpo o que vem a ser a verdadeira felicidade. Não ocorreu um milagre físico no corpo de Meishu-Sama. Mas ele nos deixou o verdadeiro milagre, que é um “milagre acima de qualquer milagre”.

Francamente, nós não conseguimos fugir da busca por um milagre. Isso é óbvio. É por isso que eu quero que os senhores sejam mais ambiciosos e busquem pelo “milagre acima de qualquer milagre”.

Naturalmente, a cura de uma doença física é motivo de alegria. Não estou negando isso. Mas mesmo que não haja cura, ou mesmo que estejamos prestes a morrer, nossa felicidade, que eu disse hoje, está em buscar trilhar o caminho da verdadeira salvação. Quero que todos saibam disso.

Os Solos Sagrados visíveis. O corpo visível. O milagre visível. Se vocês confiarem nessas coisas visíveis, a felicidade nunca virá. Ela continuará se afastando de vocês. As coisas nesta Terra são apenas temporárias. Mas o local onde existe a felicidade eterna nunca se afasta de vocês. Isso simplesmente não acontece.

Meishu-Sama está, neste exato instante, nos dizendo o seguinte: “Vocês podem trilhar o caminho da felicidade eterna”. Isso é realmente sério, sabiam? O que está sendo informado para nós agora é muito sério.

Existem registros da época em que Meishu-Sama fez o pronunciamento sobre o nascimento do Messias, onde ele disse: “Esta purificação está particularmente relacionada ao cristianismo”. Qual foi a intenção de Meishu-Sama ao dizer isso?

No mês que vem celebraremos o Culto do Natalício de Meishu-Sama.

Meishu-Sama nasceu no dia 23 de dezembro. Jesus Cristo nasceu no dia 25 de dezembro.

Será que isso é uma coincidência? Não há razão para isso ser uma coincidência, não é mesmo?

O que é o Messias? O que é a existência de Meishu-Sama? Qual é a relação entre Jesus Cristo e Meishu-Sama? O que é a felicidade? O que é o verdadeiro júbilo?

Bem, esse verdadeiro júbilo, a verdadeira felicidade, já existe dentro de nós. Aquilo que tanto almejamos já existe dentro de cada um de nós.

Isso é realmente muito sério. O caminho pelo qual estamos sendo guiados agora por Deus e Meishu-Sama é realmente muito sério, sabiam?

Enquanto digo isso aos senhores, tudo o que nos está sendo informado agora, por se tratar de algo extremamente importante e, ao mesmo tempo, bastante temeroso, fico pensando comigo mesmo: “Será que posso falar sobre essas coisas?”

Mas fomos incumbidos da imensa responsabilidade de ter conhecido isso e, ao mesmo tempo, fico pensando acerca do quão grande é a sensação dessa missão e o tamanho do júbilo de termos sido escolhidos por Deus para ficar sabendo disso primeiro.

Até hoje, viemos vivendo de uma maneira, com alegrias e melancolias. Pensávamos na ocorrência ou não de um milagre, na cura ou não de uma doença, e no que aconteceria após a morte, carregando conosco ainda hoje toda e qualquer preocupação física ou sentimental.

Mas, na verdade, já fomos contemplados com muita, mas muita Luz, que nos faz superar tudo isso. Assim sendo, podemos até pensar que, à primeira vista, parece uma contradição, mas se decidirmos que viveremos na felicidade de Deus, existe a possibilidade de uma doença ser curada repentinamente ou, mesmo que não seja curada, Deus certamente nos guiará rumo ao que é melhor para nós, fazendo com que a nossa vida progrida cada vez mais de forma clara e brilhante. Senhores, não subestimem Deus!

Neste exato instante, Deus está nos agraciando com a Sua força absoluta, Sua salvação absoluta e com a Sua felicidade absoluta. Por assim ser, o que somos capazes de dizer para Deus é o seguinte: “Por favor, me use conforme a Sua vontade”, não é mesmo? Não dá para saber como Deus deseja atuar. Portanto, não há outra coisa a ser feita a não ser dizermos para Deus: “Por favor, me use conforme a Sua vontade” e “Ó Deus, em vez da minha vontade, me use para que a Sua vontade seja concretizada”.

Por já termos sido guiados a um caminho de felicidade inimaginável, temos que oferecer a Deus, juntos, o seguinte pensamento: “Por favor, me use conforme a Sua vontade”, partindo daqui, hoje, imbuídos desse sentimento.

Muito obrigado.

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